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Texto inicial | Programação | Regimento da Universidade Metodista de São Paulo


A preocupação com a educação não é um fenômeno brasileiro, é mundial. Desde os primeiros anos deste novo século, professores e educadores de todas as partes do mundo elaboram planos para a educação do ensino superior, com o propósito de desafiar os estudantes a tornarem-se profissionais do século XXI. Assume-se uma nova concepção de ensino baseada na integração do saber, de forma a conferir sentido e significado ao processo de ensino-aprendizagem, superando a visão de uma mera transmissão de conhecimento/conteúdo dominante no século passado.

Nestes termos, o enfoque na interdisciplinaridade, na flexibilidade, na abordagem integradora durante o percurso de formação e o reconhecimento das demandas sociais e regionais são exigências atuais na Educação, em qualquer nível.

Neste contexto, a Instituição constituiu em 2006 o Grupo de Trabalho (GT) “FUTURO PEDAGÓGICO DA METODISTA”, com o objetivo de subsidiar a construção do novo Projeto Pedagógico Institucional, bem como aperfeiçoar as novas políticas e diretrizes para a reformulação dos projetos pedagógicos dos cursos da Instituição.

Em seu percurso de trabalho, o GT elaborou texto preliminar sobre um conjunto de possibilidades, alternativas de mudanças curriculares e de práticas de ensino, tendo em vista o aprimoramento da qualidade da formação profissional. O documento foi socializado e discutido na Assembléia Docente realizada em agosto de 2006. A partir das discussões realizadas, o GT organizou as informações obtidas e se reestruturou nos seguintes subgrupos para a elaboração de propostas e ações que buscassem atender as expectativas explicitadas pelos docentes na Assembléia:

  • Subgrupo da construção de texto – A partir da decisão do GT do Futuro Pedagógico de manter todos os colaboradores informados das decisões e resultados dos trabalhos que envolvam o tema central da proposta “Futuro Pedagógico”, foi elaborado texto prévio com a síntese dos resultados obtidos na Assembléia Docente e, após discussão com os pares, enviou-o aos docentes da instituição em 9 de novembro de 2006.
  • Subgrupo de concepções – Analisou documentos institucionais, tais como o Projeto Pedagógico da Metodista e o Planejamento Estratégico do IMS, com vistas a elucidar conceitos envolvidos na construção dos referidos documentos.
  • Subgrupo de inclusão pedagógica – Indicou que deveriam ser desenvolvidas ações formativas de inclusão pedagógica que promovam maior integração dos alunos à instituição, com oportunidades de aprendizado dos conceitos, de desenvolvimento das habilidades indispensáveis ao acompanhamento do curso,que possam contribuir para o desempenho acadêmico e retenção dos estudantes. Dentre essas ações, a realização de cursos direcionados a: ambientação do aluno ingressante no ensino superior e nos procedimentos acadêmicos, tópicos de cultura geral,Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), novas formas de aprender por meio do uso da Internet, bem como a utilização adequada de suas ferramentas. No mês de março de 2007 estão sendo oferecidos módulos de inclusão pedagógica destinados aos calouros [anexo].
  • Subgrupo de levantamento da percepção do aluno – Foi considerada a necessidade de se estabelecerem formas de conhecer a opinião do corpo discente a respeito das maneiras de aprender, identificadas como efetivas. Para tanto, foi elaborado um projeto de pesquisa qualitativa no final de 2006. Ainda em 2006, foi realizado um grupo focal piloto, envolvendo alunos da graduação, para avaliar a adequação do guia de discussão proposto. Feitos os ajustes necessários em função do teste, os grupos focais oficiais serão realizados a partir de março de 2007.
  • Subgrupo de Capacitação Docente – Propôs, após análise das sugestões apresentadas pelos docentes, um projeto de capacitação envolvendo perspectivas epistemológicas, metodológicas, operacionais, inclusivas, técnicas e avaliativas. Algumas ações já foram implementadas, tais como as Oficinas Pedagógicas oferecidas em outubro de 2006 e em janeiro de 2007 (Semana de Capacitação Docente). Os desdobramentos decorrentes subsidiaram uma relação com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Infra-Estrutura, a de Graduação e a de Educação a Distância. Cabe ressaltar que estão previstas mais 26 oficinas pedagógicas para o ano de 2007.

A partir dos resultados da Assembléia Docente de agosto de 2006, da avaliação das oficinas oferecidas em janeiro de 2007 sobre práticas diferenciadas de ensino-aprendizagem, dos resultados da avaliação institucional, realizada em 2006, e dos processos avaliativos externos (SINAES e ENADE), detectou-se a necessidade de abordar com mais profundidade e de maneira mais sistemática o processo de avaliação da aprendizagem no âmbito da Universidade. Esse será, portanto, o tema central da Assembléia do 1º semestre de 2007.

Para embasar as discussões, faz-se necessário considerar as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos diversos cursos de Graduação, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), o Regimento da Metodista e os resultados da Avaliação Institucional (2006).

Vale destacar que as DCNs dos diversos cursos de Graduação tratam de forma conceitualmente similar o tema, considerando que a avaliação discente deve basear-se nas habilidades, competências e conteúdos curriculares; por isso, os cursos superiores podem desenvolver os próprios critérios de avaliação em consonância com aqueles definidos pela instituição de ensino à qual pertencem.

No que concerne ao Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), a compreensão dos processos avaliativos é tida como momentos de ‘sínteses provisórias’, como oportunidades de articulações cognitivas novas e de metacognição.

Salienta ainda que a avaliação não pode ficar restrita aos limites e a medidas do rendimento do trabalho disciplinar, mas necessita abranger o indivíduo em todas as suas dimensões – cognitivas e não-cognitivas – no contexto educacional.

A avaliação é entendida como um processo para identificar, obter, proporcionar informação útil e descritiva acerca do valor, do mérito das metas de formação profissional, do planejamento, da realização e do impacto de um objeto pedagogicamente determinado, com o fim de servir de guia para tomar decisões, solucionar os problemas de responsabilidade e promover a compreensão dos fenômenos implicados no curso de formação profissional.

No Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e no Regimento da Metodista, em anexo, há a explicitação da diversificação das formas de avaliação. Apontam para os indicadores: freqüência (75% da carga horária da disciplina / atividade curricular) e desempenho acadêmico. Este último deve ser verificado de forma contínua e cumulativa, prevalecendo os aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período.

Na avaliação institucional de 2006, quanto ao indicador ‘Práticas Pedagógicas’, no quesito relativo às diferentes práticas de avaliação utilizadas pelo docente, os resultados, na opinião dos alunos, estão abaixo da média esperada pela Instituição, além de apontarem para uma discrepância na percepção de alunos e professores (61,9% e 97,2% , respectivamente).

Com base nos parâmetros legais e regimentais apresentados, deseja-se que a Assembléia Docente se disponha a discutir e refletir sobre o processo de Avaliação da Aprendizagem utilizado na Metodista.

É de pleno conhecimento que há diferentes tipos de avaliação, entre os quais a avaliação do rendimento escolar é apenas um. Por meio desta, busca-se compreender como o aluno constrói conhecimento, identificando aspectos que facilitam ou dificultam essa construção e com isso reorganizar conteúdos, estratégias, enfim, o plano de ensino. Portanto, deve ser também utilizada pelo aluno e pelo professor como uma forma de avaliação do processo no qual estão envolvidos e de auto-avaliação de sua participação nele. O processo de avaliação,seja ele do rendimento escolar, do curso, ou da Instituição, deve constituir um diagnóstico que favoreça movimentos reflexivos de diferentes dimensões que interferem direta e indiretamente no ensino.

Partindo da premissa da avaliação como processo de identificação de forças e fragilidades de qualquer atuação, perguntamos:

  1. O que compreendemos por avaliação?
  2. Como avaliar por habilidades e competências (DCNs)?
  3. De que forma você utiliza os resultados da avaliação institucional no diagnóstico de sua atuação docente?
  4. O critério de avaliação para aprovação por média final sete é adequado para a avaliação de aprendizagem?

Para debatermos essas e demais questões, contamos com sua presença e participação na Assembléia Docente do dia 24 de março de 2007.

Obs: Favor trazer cópia deste documento.


Vice-Reitoria