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Análise de fatores físicos e bioquímicos para biodegradação de resíduos sólidos por Fusarium sp

Profa. Marta Cristina Souza


Microrganismos são encontrados praticamente em todos os ambientes da terra, inclusive em meios nos quais nenhuma outra forma de vida pode sobreviver Podem ainda, crescer em uma gama de ambientes, agüentando desde condições altamente ácidas até aquelas um tanto alcalinas (Black, 2002). As espécies de organismos encontradas em um dado ambiente e a velocidade nas quais elas crescem podem ser influenciados por uma série de fatores, tanto físicos como bioquímicos. Os físicos incluem o pH, temperatura, a concentração de oxigênio, a umidade, a pressão hidrostática, a pressão osmótica e a radiação. Os fatores bioquímicos incluem a disponibilidade de carbono, nitrogênio, enxofre e fósforo, oligoelementos e em alguns casos as vitaminas (Black, 2002). Os tratamentos biológicos de contaminadores orgânicos são baseados na habilidade de degradação de microrganismos, assim sendo, o conhecimento da fisiologia e da ecologia de espécies biológicas, bem como, as características de substâncias poluidoras são fatores decisivos para selecionar um protocolo adequado de biorremediação (Kim et al., 2002). O solo é o principal ambiente de ocorrência da maioria dos fungos e tem uma grande importância para suas atividades biológicas. Assim, os fatores que influenciam sua atividade, tem sido relativamente estudados. Espécies telúricas e queratinofílicas como Fusarium sp tem mostrado potencial interessante para a biorremediação de solos contaminados (Rafin et al., 2000). O fungo Fusarium spp tem sido observado em seu potencial biodegradador e sua facilidade de crescimento em meio de cultura (Moreira & Siqueira, 2006). Nosso grupo tem analisado meios de cultura ideais, bem como as características físicas de influência para seu crescimento e sua utilização na degradação de resíduos sólidos. Entre os meses de Janeiro e Dezembro de 2006 foram coletadas 80 amostras de solo provenientes de praças e parques públicos localizados em 8 diferentes bairros no município de São Bernardo do Campo. Do total de amostras, 148 fungos pertencentes a 25 gêneros distintos foram isolados, dentre os quais 14 isolados desse fungo, um dos quais com crescimento sob um fragmento de borracha. As observações desses experirmentos com o isolado do fungo Fusarium sp, proveniente do fragmento de borracha vem apresentando resultados animadores no processo de degradação. Assim sendo o presente projeto tem por objetivo estudar as condições de degradação de fragmentos de borracha de pneu e outros resíduos sólidos pelo Fusarium sp isolado do solo.


Avaliação de diferentes antiinflamatórios não esteroidais (AINEs) e esteróidais (AIE) nos processos de reinervação simpática do ducto deferente de rato

Prof. Isaltino Marcelo Conceição


O ducto deferente de rato (DDR) é um órgão pertencente à genitália acessória masculina localizada ente a cauda do epidídimo e a glândula prostática (porção distal). Sua principal função é a condução dos espermatozóides provenientes dos ductos seminíferos. O órgão é inervado por fibras simpáticas provenientes do plexo hipogástrico, é um dos órgãos periféricos mais densamente inervados pelo sistema nervoso autônomo. Classicamente, a noradrenalina, é considerada como principal neurotransmissor do sistema nervoso autônomo simpático. Entretanto, além de noradrenalina, as purinas (ATP, ADP, AMP, adenosina), se constituem em importantes mediadores da contração no DDR. ATP e noradrenalina, uma vez liberados no espaço juncional agem de modo sinérgico, caracterizando um processo de co-transmissão.

A desnervação cirúrgica promove no DDR, quatro dias após o procedimento, uma grande diminuição no conteúdo de noradrenalina, voltando aos índices normais por volta dos 28 dias pós cirurgia. Durante este período a resposta contrátil do órgão permanece diminuída chegando a 76% quando comparado ao animal controle. É grande a falta de dados a respeito da reinervação simpática no ducto deferente de rato e das substâncias que possam facilitar ou atrapalhar esta reinervação, portanto o presente trabalho se propõe a fazer uma análise dos efeitos dos AINE e AIE na reinervação simpática do ducto deferente de rato visando avaliar se estas drogas poderiam ajudar ou não neste processo e elaborar um novo modelo para estudo farmacológico.


Implantação do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade Metodista de São Paulo
Profa. Daniela Silvestre Alves

A Biologia Molecular é um campo em expansão dentro das ciências biológicas. Ela abrange estudos nas mais diversas áreas, como a Biomedicina, a Nutrição, a Medicina Veterinária, a Botânica, a Zoologia, a Ecologia, a Microbiologia e a própria Genética, de onde se originaram as técnicas moleculares. Projetos de qualquer uma dessas áreas podem se beneficiar da utilização de marcadores moleculares que confirmem, especifiquem ou justifiquem seus resultados. Assim, a implementação de um laboratório generalista de Biologia Molecular pode ser aproveitada para colaborar com projetos de diversos outros laboratórios. Os dados obtidos dessa parceria aumentam o valor científico dos projetos, facilitando sua publicação em revistas internacionais. A Universidade Metodista já conta com diversos equipamentos que podem ser centralizados para esse laboratório, favorecendo o uso multidisciplinar. Esses equipamentos serão especificados neste projeto. Alguns equipamentos poderão então ser adquiridos para comporem essa lista, gerando um laboratório mais completo.


Análise populacional por DNA mitocondrial e diagnóstico de vírus da dengue e febre amarela por RT-PCR em Aedes aegypti (Diptera, Culicidae)

Profa. Daniela Silvestre Alves


O mosquito Aedes aegypti é um vetor importante de arboviroses como a dengue e a febre amarela. A espécie chegou a ser erradicada no Brasil, porém seus hábitos antropofílicos facilitaram a reinfestação do país. A febre amarela é uma febre viral grave e geralmente silvestre, mas sua forma urbana pode ser transmitida pelo Ae. aegypti. Já a dengue constitui uma das doenças mais problemáticas em termos de saúde pública no mundo e no Brasil, tendo aumentado muito devido aos costumes modernos que facilitam a manutenção dos criadouros do mosquito. No estado de São Paulo, estudos prévios detectaram duas subpopulações do mosquito após a reinfestação, uma originária dos estados vizinhos que ocupa interior e a capital e outra proveniente do porto de Santos que ocupa o litoral. Porém, não foram estudadas amostras da região intermediária, o ABCD paulista. Estudos populacionais dessa área poderão esclarecer se as duas subpopulações estão separadas ou se existe uma zona de hibridação entre elas. Para isso, este projeto propõe a utilização de um marcador do DNA mitocondrial (mtDNA) para analisar a estrutura populacional de Ae. aegypti no estado de São Paulo, através de coletas de fêmeas adultas nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Santos. Devido à importância epidemiológica do mosquito como vetor das doenças virais, as mesmas amostras coletadas serão testadas quanto à febre amarela e aos sorotipos da dengue. Outro foco deste estudo será a detecção molecular dos mesmos vírus em pacientes com suspeitas de arboviroses encaminhados por hospitais da região e também a comparação dos sorotipos de dengue com aqueles que porventura tenham sido encontrados nos mosquitos.

 

Ações do documento

  Isaltino Marcelo Conceição
Coordenador

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Sobre o Coordenador

Possui graduação em Biomedicina pela Universidade Federal de São Paulo, instituição pela qual é Mestre e Doutor em Farmacologia. Além de coordenador do curso de Biomedicina e Professor Titular da Metodista é também Pesquisador Científico do Instituto Butantan. Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em neuroquímica de neurotransmissores, atuando com os temas: efeitos de drogas, estudo do mecanismo de ação de neurotoxinas de origem animal, e dos mecanismos de desnervação e regeneração neuronal.

Reconhecimento

Portaria N° 1836 de 21/06/2004

Avaliação do MEC

Enade: 2
CPC: 3
Entenda as notas

Guia do Estudante




Mensalidade

Período noturno ou matutino (ingressantes em 2012):
Valor: R$ 1.215,56
Para o pagamento até o dia 6 de cada mês, o preço é de R$ 1.094,00, por meio do programa de estimulo à adimplência.

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