Após o auge no início do século XXI, nos últimos anos a crise econômica afetou o mercado de construção civil de forma significativa. No Brasil, o setor sofreu 27 quedas consecutivas e analistas apontam três fatores principais:

– redução do número de obras públicas;

– Operação Lava Jato e escândalos com construtoras;

– queda na compra de imóveis em virtude da crise econômica.

No segundo semestre de 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor subiu 2% comparado ao mesmo período do ano anterior. Os investimentos avançaram 5,2% em comparação ao segundo semestre de 2018.

Nova fase

A crise das grandes construtoras possibilitou o surgimento de pequenas empresas na área. Em 2017, por exemplo, a consultoria americana CB Insights fez uma extensa pesquisa sobre as empresas de construção civil ao redor do mundo. Na lista constava 100 startups que estão inovando o ramo da construção e que lucraram 169 milhões dólares naquele ano.

Ao contrário da indústria automobilística, segmento muito digitalizado e inovador, o setor da construção deixou de ousar durante um bom tempo. Entretanto, empresários e empreendedores estão empenhados para transformar essa realidade. O magnata inglês Richard Branson (do conglomerado Virgin) instituiu um fundo de 12,7 milhões de dólares para empresas que desejam inovar na área.

As construtoras Tecnisa e Andrade Gutierrez também querem se aproximar de startups para mudar a realidade e enfrentar a crise no setor. A primeira promove há alguns anos o evento “Fast Dating”; um programa que abre espaço para as startups apresentarem as suas ideias em 10 minutos. Já a Andrade Gutierrez escolheu dez empresas no ano de 2017 para atuarem em suas obras.

Diante dessa realidade, é possível perceber que a crise não foi capaz de acabar com o setor. Tem o desejo de cursar Engenharia Civil? A Universidade Metodista de São Paulo oferece um curso inovador adaptado às novas realidades do mercado.

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