Editorial

Grande parte da população brasileira sofre com o flagelo da fome, apesar da extensão territorial do País e da crescente exportação de grãos para todo o mundo. Muito poderia ser evitado por meio do não-desperdício dos alimentos produzidos no País.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil perde anualmente cerca de 11 milhões de toneladas de comida devido a problemas ocorridos em toda a cadeia produtiva do alimento (plantio, colheita, transporte e distribuição). Segundo dados da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), só em 2007, cerca de 24 mil toneladas de alimentos que entraram no entreposto foram jogadas fora. Esta mesma quantidade de comida poderia alimentar aproximadamente 30 milhões de pessoas.

Ainda segundo a própria Companhia, entre 30% e 50% do total desperdiçado é composto por mantimentos que estão em plenas condições para o consumo humano. Muitas são as soluções apontadas pelos especialistas. Como é possível conferir nas reportagens desta edição, há uma modificação na legislação específica, em que a empresa doadora é responsabilizada por qualquer tipo de mal que esse alimento venha causar, o que gera o desencorajamento do ato.

Outra atitude que todos nós podemos utilizar em nosso dia-a-dia é dar preferência pela compra de produtos regionais, que não necessitem ser transportados por longas distâncias. Evitar o desperdício de alimentos é uma obrigação de todos, para que, no futuro, cada vez menos, tenhamos pessoas atingidas pela fome no Brasil. Façamos nossa parte!

Prof. dr. Marcio de Moraes • reitor

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