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A educação e a responsabilidade social

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Há algum tempo, a educação deixou de ter caráter unicamente pedagógico e teórico. Algumas instituições de ensino buscam transmitir valores sociais e transformar as pessoas em cidadãos conscientes e éticos. Não basta criar profissionais, o importante é dar base para que cada um se torne uma pessoa de bem. Os preceitos oferecidos nos dias de hoje por escolas e universidades podem transformar vidas.

A preocupação com o aspecto social é tão grande que, além de se aprofundar em questões éticas e passar para frente noções de respeito ao próximo e solidariedade, algumas instituições envolvem seus alunos em projetos que buscam unir os estudantes com a parcela mais carente da população. O beneficio disso é que o corpo estudantil tem a oportunidade de ficar mais consciente e aprender lições que serão usadas não apenas na vida profissional, mas também na pessoal.

A Universidade Metodista de São Paulo é um dos centros educacionais que pretendem melhorar a vida de seus membros e de comunidades mais necessitadas. Diversos projetos foram desenvolvidos para envolver os cursos da Universidade com os problemas sociais do país. “É o cuidado com a formação pelo exercício da cidadania”, afirma o prof. dr. Paulo Bessa, assessor de extensão da Vice-Reitoria Acadêmica da Universidade Metodista de São Paulo.

Não basta ter a intenção de incluir os estudantes nos projetos e incutir neles a idéia de cidadania. É necessário proporcionar uma estrutura organizada de profissionais interessados e com credibilidade.

As disciplinas eletivas, obrigatórias nos dois primeiros anos dos cursos universitários oferecidos pela Metodista, são um modo de despertar nos alunos o espírito crítico e “o olhar atento ao nosso redor”, como explica o professor Bessa. O aprendizado nas aulas eletivas, que varia de capoeira e teatro até reflexão da atualidade e noções de arte e cultura, é o primeiro passo para os alunos entenderem a necessidade dos trabalhos sociais e despertarem o interesse em participar de ações comunitárias.

O currículo de cada curso universitário determina qual a ação social a ser desenvolvida. Alunos de Odontologia, por exemplo, atendem a pessoas que não podem arcar com os altos custos do tratamento dentário. Os estudantes de Fisioterapia têm em sua grade curricular o dever de prestar atendimento à população na Clínica-Escola da Universidade.

O curso de Jornalismo inclui seus alunos em ações solidárias, com a disciplina “Jornalismo Comunitário”. É desenvolvido um plano para ensinar aos moradores de uma comunidade a fazerem veículos de comunicação para divulgar suas opiniões, idéias, reclamações e interesses.

Um dos projetos que ajuda os universitários a entender a importância da solidariedade é o “Projeto Piauí”, realizado em parceria com o Colégio Emilie de Villeneuve.

As lições deixam a sala de aula e passam para o contato direto com a comunidade. Durante 15 dias, alunos dos cursos de Odontologia, Psicologia, Comunicação, Veterinária, Tecnologia Ambiental, Fisioterapia, Biologia, Farmácia, Nutrição e Biomedicina levam seus conhecimentos para a população da cidade de Oeiras, que fica a cerca de 300 quilômetros de Teresina, capital do Piauí. Os resultados obtidos em 2004 foram bons e as perspectivas para 2006 continuam animadoras.

A Instituição também desenvolve projetos para a região do abc paulista. A “Escola de Esportes” atende crianças de nove a 16 anos, de escolas públicas ou particulares. Funciona desde 1993 e, agora, conta com quinze professores e estagiários responsáveis. “Nosso objetivo principal é levar o esporte como instrumento educacional e exercício da cidadania”, define o professor Rogério Toto, um dos coordenadores do programa.

Atualmente, a “Escola de Esportes” trabalha com 800 crianças, mas tem planos para expandir as atividades para duas mil. No início do programa, apenas 50 crianças eram atendidas.

O “Projeto Vida” é outra iniciativa. Tem o objetivo de auxiliar portadores de deficiência a praticar atividades físicas, com o apoio dos alunos de Publicidade e Propaganda, Psicologia, Nutrição e Relações Públicas, sob a coordenação dos cursos de Educação Física e Fisioterapia.

Essas ações fazem a diferença nos futuros profissionais e unem a satisfação do dever cumprido com o compromisso da responsabilidade social.

Gabriela Gianesi Araújo e Michel Vita

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