Editorial

No Brasil, a pobreza tem raízes históricas. Faltam políticas públicas, ações sociais e iniciativas para combatê-la com eficácia. No mundo globalizado, os mercados e os bens de consumo uniram-se. Parcerias, holdings, join ventures são conceitos propalados pelo mundo econômico. Entretanto, precisamos de união na esfera social e vontade política para se acabar com a pobreza.

As estatísticas confirmam: 10% da população detém 46% da renda nacional, em contrapartida 50% dos mais pobres, cerca de 87 milhões de pessoas, ficam apenas com 13,3%. Em 2006, o Brasil obteve a 69ª colocação no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano(IDH), avaliado pelo Programa das Nações Unidas. O ranking considera 177 países e territórios, reunindo indicadores de educação, esperança de vida ao nascer e PIB per capita destes países.

Para combater esta triste estatística, algumas tentativas têm sido empreendidas como projetos do governo e ações da iniciativa privada, mas falta muita integração. Segundo especialistas, o problema tange não só a esfera econômica, mas as áreas educacional e social. Uma das principais causas da desigualdade no País, é falta de políticas integradas. A pobreza não se restringe à fome, mas sim a escassez de recursos, perspectiva e oportunidades.

A pobreza não é só dirimida com um prato de comida. Cultura, Educação e Lazer são prerrogativas básicas do cidadão. Se faz necessária uma postura crítica e pró-ativa. O trabalho voluntário, a contribuição para uma instituição benefi cente e a disposição em ajudar o próximo podem mudar esse cenário. Governo, iniciativa privada e cada um de nós, somos coresponsáveis pela situação do País. Iniciativas isoladas, em um primeiro momento parecem não fazer diferença, mas a nossa atitude de solidariedade pode “contaminar” o nosso meio e ecoar por muitos e muitos anos.

Pense nisto!


Prof. Marcio de Moraes
Diretor Geral do IMS
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