Editorial
O livro é um poderoso instrumento de cidadania. Ele oferece a oportunidade de se descobrirem novos horizontes e conceitos. Desperta a capacidade de interpretação e leitura do mundo, supera barreiras geográficas e temporais e é um importante meio de inclusão social. O Brasil ainda não detém parcela significativa de leitores, mas essa realidade pode mudar. A verdade é que é necessária uma atitude proativa, tanto nossa, quanto do poder público.
Segundo a Câmara Brasileira do Livro, o setor editorial brasileiro lançou 41,5 mil títulos em 2005 e comercializou 270 milhões de exemplares, contudo apenas 1,8 título per capita é lido no País. A última pesquisa sobre o panorama da leitura no Brasil, encomendada pela CBL, revelou que apenas 30% das pessoas alfabetizadas costumam ler com regularidade.
O grande desafio é sermos bons leitores em casa e disseminarmos o hábito para as futuras gerações. Doar um livro para alguém, depois de lido, também representa uma atitude tão simples quanto importante. O poder público pode investir na construção de mais bibliotecas que, atualmente, são poucas em nosso País. Segundo o Plano Nacional do Livro e da Leitura do Ministério da Educação e Cultura, 598 municípios não contam com esse serviço.
Projetos culturais, construção de bibliotecas e parcerias podem ser grandes aliados na tarefa de disseminar e democratizar o acesso à informação contida em milhares de livros. Iniciativas como essas podem mudar o panorama e reverter os números para que o Brasil se situe de modo qualificado na rota do desenvolvimento cultural e social.