Conheça também

null null null
 

Ações Sociais, realizadas por voluntários, crescem no Brasil

Por iniciativa própria, ou aderindo a um grupo voluntário, brasileiro defende a cidadania e a inclusão social

Em 2001, o Brasil foi considerado, pela Organização das Nações Unidas (ONU), o País que mais progrediu no voluntariado. Segundo a Organização em 2002, cerca de 42 milhões de pessoas participavam de alguma atividade com cunho social.

Projetos eficazes dentro da Universidade e do Colégio Metodista são exemplos de ações de solidariedade, como o Projeto Vida (que promove a inclusão social de portadores de necessidades especiais por meio do esporte), o Dançando a Vida (que oferece aulas de dança para a comunidade local e para pessoas com deficiência física-motora), o Projeto Piauí (uma equipe multidisciplinar oferece atendimento na área de saúde e educação a população de comunidades do sertão do Piauí) e a Ação Comunitária em Quilombos.

O corpo docente e discente da Universidade Metodista de São Paulo contribui de forma significativa nas questões sociais. “Participar de uma ação social fazem com que lembremos que somos mais do que simples estudiosos, somos responsáveis pela vida. Convivendo com o outro, recebemos informações e sensações que tiram o conforto individual e nos fazem compreender a importância de nossas ações responsáveis”, analisa a Assistente de Coordenação do Núcleo de Formação Cidadã da Universidade e voluntária da Ação Comunitária em Quilombos, Lucilia Laura Lopes.

No mês passado, 42 pessoas entre alunos e professores das Faculdades de Biomedicina, Odontologia, Fisioterapia, Faculdade de Educação e Letras, Veterinária, Psicologia e o Núcleo de Artes viajaram para o Quilombo de Ivaporunduva (em Eldorado), com o propósito de conhecer as necessidades do local, resgatar aspectos culturais da comunidade negra esquecida e ampliar o vínculo junto a Universidade por meio de um programa de desenvolvimento sustentável no Vale do Ribeira. Outra ação desenvolvida, mas pelo Colégio Metodista, é o ProSol (Projeto Solidariedade) em que os alunos, a partir do último ano do ensino fundamental, são estimulados a colaborar com trabalhos sociais.

“Toda ação social agrega valores para quem participa. E nos coloca de frente com a realidade permitindo a análise de diversos valores”, completa a assistente de Coordenação do Núcleo de Formação Cidadã, Lucilia.


MÃOS SOLIDÁRIAS

O Brasil é o quinto país no mundo em número de voluntários. Atualmente, participar de ações solidárias tem mobilizado, cada vez mais, parte da sociedade incomodada com as questões de desigualdade. O cubano, professor e técnico do time de handebol da Universidade Metodista de São Paulo, Daniel Suarez, faz parte desta estatística.

Suarez chegou ao País há mais de vinte anos com um propósito: criar um projeto social voltado para crianças e jovens carentes. Há três anos, o professor conseguiu realizar o sonho antigo e criou o Projeto Mão Solidária. Ele contou com o apoio de empresas e um colégio particular em Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo. Hoje, 30 crianças e adolescentes da cidade praticam esportes duas vezes por semana. “Já estava na hora de devolver ao handebol tudo o que ele me proporcionou. O que eu sou e que tenho, devo tudo ao esporte”, reconhece o técnico.

Para divulgar o trabalho foi preciso força e dedicação. Diariamente, o professor colocava, em baixo das portas de escolas, bilhetes oferecendo aulas gratuitas aos alunos que gostariam de ser esportistas e que, no entanto, não tinham oportunidade. “Penso em crescer no esporte e quem sabe um dia ser jogador da seleção”, revela Diego Diniz, 17 anos, aluno do Projeto.

Para os alunos, além de ser referência no handebol, Suarez tem passado uma verdadeira lição de vida. “No começo eu levava tudo na brincadeira. Hoje sei que esporte é coisa séria e isso eu aprendi aqui. Para mim, ele é mais que um professor é quase um pai”, afirma a aluna Pâmela dos Santos, de 16 anos.


Adriana Proença

Ações do documento