Editorial
Projetos sociais de Igrejas, Organizações Não-Governamentais (ONGs), organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), empresas, associações e até iniciativas individuais são essenciais e igualmente importantes no contexto da sociedade moderna. Muito mais do que meras estratégias corporativas, devem ser tratadas como parte da missão e responsabilidade de cada um de nós.
Uma pesquisa desenvolvida em 2006 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 68% das empresas realizam ações sociais e 50% delas investem até 3 milhões de reais, por ano, em projetos sociais. Mesmo no âmbito das igrejas, apesar de não haver dados científicos, podemos dizer que o trabalho tem crescido consideravelmente. A Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas), por exemplo, já agrega 23 organizações que trabalham em favor da sociedade, atendendo mais de 1,5 milhão de pessoas.
Longe do assistencialismo puro, os projetos sociais procuram cada vez mais qualificar e capacitar seus atendidos. Um exemplo disso é o projeto Comunidade Metodista Povo de Rua, realizado pela Catedral Metodista de São Paulo, com apoio da Igreja Metodista na 3ª Região e da Prefeitura de São Paulo. Nesses 15 anos de vida, o trabalho tem oferecido abrigo ao povo, ministra cursos profissionalizantes e disponibiliza um mural com vagas de empregos à população atendida.
Todas as igrejas possuem vocação social, cerne do serviço cristão. Exemplos como este, da Catedral Metodista de São Paulo, entre muitas outras; do Exército da Salvação, que por quatro vezes foi classificado entre as 50 melhores ONGs da década, no Brasil; ou projetos específicos, como a Visão Mundial, maior ONG do País, são trabalhos de alcance imensurável, que precisam de nosso engajamento e participação. Podemos ajudar doando o nosso tempo, contribuindo financeiramente e exercendo nossa cidadania. Então, mãos à obra!




