Marketing pessoal dos pastores neopentecostais é tema em GT
O Grupo de Trabalho que se reuniu no período da tarde, no delta 430, nesta quarta-feira (13), debateu Estudos Culturais de Mídia e Religião. Entre os trabalhos expostos estavam: A liturgia de Bento XVI; A novela “Machos”( Chile) e a homossexualidade: reconfigurando os julgamentos de normalidade; e, Marketing pessoal e a formação dos pastores neopentecostais.
O trabalho apresentado pelo dr. em Comunicação Social prof. Daniel dos Santos Galindo, intitulado: O marketing pessoal e a formação dos pastores neopentecostais, falou acerca do uso deliberado das estratégias de mercado que os pastores neopentecostais utilizam para atrair os fiéis. “Eles disputam a atenção dos fiéis frente a fantástica oferta de conteúdos”, disse Galindo.
Para o professor de Comunicação Mercadológica, da Universidade Metodista de São Paulo, estes pastores travam uma batalha nos meios de comunicação tentando chamar a atenção dos fiéis e procuram, como no marketing, oferecer o que os seus clientes buscam. “Se eles buscam um determinado cristo, eles o oferecem. Hoje nós podemos falar que existem diversos cristos, eles propõem um reencantamento do mundo”, afirmou.
De acordo com uma pesquisa, feita pelo professor, o número de evangélicos neopentecostais cresceu significativamente, no ano de 2000, este grupo somava 26,1 milhões de pessoas e segundo o professor se este ritmo continuar, em 2010, eles formarão um contingente de 55 milhões de pessoas. “Enquanto as igrejas tradicionais diminuem, as neopentecostais aumentam, virou um fast produto e para isso é necessário o aumento do número de líderes, um fast pastor”, disse Galindo, que complementou dizendo que o pastor neopentecostal estuda entre outras coisas, para ser um gestor, pois o conteúdo está na imagem e por este motivo a questão da imagem é tão trabalhada.
Questões como educação do corpo e carisma são essenciais para esta personalidade, que muitas vezes aparece em programas de televisão. No seminário estes pastores têm aulas de mídia e padronização de comportamento. “No Protestantismo Tradicional isto é um absurdo porque o conteúdo não está na imagem, eles educam estes líderes em uma fast academia para atender a demanda e quando comparados com seminários Católicos e Protestantes, em que os futuros líderes passam por uma imersão de anos, podemos dizer que estes líderes que trabalham a imagética ficam em um SPA”, finalizou o professor.
SUZANA DINIZ








