Práticas Pedagógicas
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A educação a distância oferece uma oportunidade diferenciada para o estabelecimento de novas e outras relações entre educador-educando-conhecimento, bem como para a socialização do conhecimento científico criado e trabalhado pela Metodista. Cada vez mais as diferentes mídias, especialmente as com maior capacidade de promover interação entre seus usuários alimentam as formas de aprender e ensinar, assim como também mudam os modos de organizar o conteúdo gerador das relações dialógicas.
Ainda que as tecnologias de informação e comunicação propiciem condições novas de diálogo entre educandos e educadores, o princípio ético que inspira a prática educativa deve permanecer o mesmo, porquanto os objetivos da educação não mudam. Altera-se apenas o suporte que garante a relação. Por essa razão, os fundamentos aqui expressos sobre a educação a distância na Metodista estão enraizados no Projeto Pedagógico Institucional.
Deve-se, porém, reconhecer as especificidades da educação a distância. A discussão sobre essa modalidade de ensino e aprendizagem avança e, atualmente, as atenções se dirigem a identificar as melhores estratégias pedagógicas dentro desse novo cenário e qual o conjunto de meios de comunicação e informação favorece a melhoria da qualidade dos processos educativos. As escolhas variam conforme o perfil discente e do conteúdo a ser trabalhado. Nessa seleção, meios milenares como o papel impresso e tecnologias de ponta, como a comunicação satelital, se complementam num mundo a ser explorado.
No novo contexto educacional, o ensino presencial tradicional passa a incorporar elementos outrora típicos de projetos de educação a distância, como comunicação e publicação de conteúdos via Internet. A educação a distância, por sua vez, propicia condições cada vez mais próximas do ensino presencial, como a realização de videoconferências ou de transmissões de aulas via satélite. Ainda que se marquem as características específicas das duas modalidades de ensino e aprendizagem, o debate deveria sempre se orientar para o desenvolvimento do aluno enquanto autor-cidadão, capaz de se ver enquanto sujeito e produtor de sentido numa sociedade negadora dessa condição, reificada e reificante.
A práxis pedagógica dos processos de ensino-e-aprendizagem a distância na Metodista reconhece o estudante como sujeito do processo educativo e, portanto, em relação dialógica com outros sujeitos, colegas de turma e professores, que se encontram para desvelar o mundo a partir de suas respectivas experiências, dos materiais didáticos e objetos de aprendizagem geradores da interação. Para tanto, a pesquisa, não apenas de caráter científico, mas como atividade cotidiana de interrogação do mundo, apresenta-se como princípio formativo a partir do qual é possível exercitar, na prática, qualidades inerentes à formação do sujeito: o de questionamento e de fazer sentido para a realidade a que se liga. Ao assumir a pesquisa como eixo integrador do currículo, a construção do conhecimento se alia à construção do sujeito, enquanto autor-cidadão capaz de se engajar criativamente na busca de soluções para os desafios da vida cotidiana e de seu entorno social.
A incorporação das modernas tecnologias de informação e comunicação à educação promovida pela Metodista inspira-se pelas possibilidades pedagógicas que elas alimentam e não por modismos inconseqüentes. Tal compreensão é nutrida pelos Princípios e fundamentos das práticas acadêmico-pedagógicas expostos no Projeto Pedagógico Institucional. Por essa razão, os processos de educação a distância, em todos os seus níveis e modalidades, devem expressar os valores éticos cristãos a fim de fortalecer a identidade institucional enquanto universidade cidadã, voltada para ações de promoção humana, e que consolide mecanismos de avaliação permanente e de participação efetiva de sua comunidade acadêmica.
Vale ressaltar que a educação a distância apresenta-se também como uma possibilidade flexível de acesso à formação, superando as dificuldades estabelecidas pelas distâncias geográficas e favorecendo a administração do tempo por parte de alunos e professores. Tais fatores são particularmente importantes em um país de dimensões continentais, cuja produção do conhecimento científico e acadêmico encontra-se concentrada. Destarte, ainda que a inclusão social dependa muito mais de fatores econômicos e políticos, a educação a distância pode ser um fator importante para a socialização e democratização do saber. Em outra frente, o desenvolvimento da educação a distância deve ser entendido como uma oportunidade de gerar conhecimento sobre o processo de ensino e aprendizagem mediado por tecnologias de informação e comunicação.
A flexibilidade oferecida pela educação a distância também é especialmente importante para a promoção da educação continuada, conforme as exigências da sociedade atual. A flexibilidade da formação a distância pode ser a oportunidade necessária para profissionais que desejem se aprimorar e que já estejam no mercado de trabalho.
A prática didático-pedagógica da educação a distância, com o apoio de mídias tradicionais e das mais avançadas tecnologias de comunicação e informação, exige uma concepção específica da prática docente assim como estratégias diferenciadas para o desenvolvimento das relações de ensino-e-aprendizagem. O docente, outrora responsável pelas etapas de planejamento, desenvolvimento e avaliação do conteúdo programático, tem a opção de dar conta de tais atribuições com o apoio de uma equipe composta por tutores e técnicos especialistas de áreas diversas tais como designers educacionais, webdesigners, revisores, ilustradores, animadores gráficos, roteiristas, editores de áudio e vídeo, dentre outros. Isso exige uma nova forma de trabalho, mais colaborativo e aberto a críticas.
Não obstante a revisão da atuação docente, a prática didático-pedagógica em cursos oferecidos na modalidade a distância na Metodista será sempre orientada pelo Projeto Pedagógico Institucional e pelos Fundamentos Pedagógicos expressos neste documento. Deste modo, todos os integrantes da equipe responsável pelo desenvolvimento do conteúdo e diálogo com os discentes precisam estar imbuídos dos princípios aqui expostos, diretrizes que deverão ser percebidas nos materiais elaborados, nas atividades e avaliações propostas e na relação com o aluno e entre os profissionais envolvidos.
Nesse processo, portanto, são valorizados:
a) o conhecimento prévio dos educandos;
b) o desenvolvimento de atividades, presenciais no pólo e a distância, que estimulem a expressão dos alunos e o diálogo com os demais atores envolvidos no processo educativo;
c) a formação integral que garanta as condições necessárias para o exercício da profissão escolhida de forma competente, ética e responsável socialmente;
d) processo de avaliação continuada a distância e presencialmente nos pólos;
e) a estruturação do currículo de forma articulada, buscando-se fazer uso de temas transversais, distribuídos de forma modular;
f) o desenvolvimento de pesquisas que busquem soluções para questões de interesse dos pólos regionais.






