Começa a 12ª edição do Congresso de Iniciação Científica da Metodista

27/10/09

Começou na noite de ontem, 26 de outubro, a 12ª edição do Congresso de Produção e Iniciação Científica da Metodista. A cerimônia de abertura ocorreu no Salão Nobre, no Campus Rudge Ramos, e contou com a participação dos alunos e professores dos cursos da Faculdade de Humanidade e Direito (FAHUD).

Ao início do evento, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, prof. Lauri Emílio Wirth, a presidente do Congresso, profa. Laura Tomé, e o diretor da FAHUD, prof. Cláudio de Oliveira Ribeiro, compuseram a mesa de abertura. O prof. Lauri saudou todos os presentes e ressaltou a importância do papel da Universidade em incentivar nos alunos a vocação pela pesquisa.

Após o momento devocional, presidido pelo Reverendo Luiz Eduardo Prates, que ressaltou o caráter confessional da Instituição, o Congresso iniciou com o debate “Direitos Humanos, Universidade e Cidadania”. A mesa-redonda foi mediada pela profa. do Núcleo de Educação em Direitos Humanos (NEDH), Roseli Fischmann, e contou com  a participação do professor da PUC/SP, Marcio Pugliesi, do promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo, dr. Roberto Livianu, além do prof. do Núcleo de Formação Cidadã (NFC), Oswaldo de Oliveira Santos Júnior, e do diretor da FAHUD, prof. Cláudio de Oliveira Ribeiro.

O debate foi cheio de provocações aos estudantes, onde o prof. Marcos Pugliesi falou do papel perverso exercido pelo capitalismo contemporâneo, em que cria-se necessidades de consumo às pessoas e depois não as dá condições de manterem seus empregos, determinando a exclusão desse indivíduo. “Nessa condição, o homem deixa de ser homem e vira uma mercadoria também”, explicou. Ao fechar sua fala, o professor deixou uma pergunta no ar: “A enunciação dos direitos e garantias individuais servem como uma forma de dominação sistêmica, pois acalma as massas pelo simples fato de existir esse tipo de declaração, ou é, na verdade, uma bandeira de luta para quem se preocupa com seus iguais?”

O promotor, dr. Livianu, traçou um breve histórico da evolução do Ministério Público no Brasil, desde os anos de 1970, quando o órgão se destinava basicamente a execução penal, até a Constituição de 1988, onde passou a executar tarefas voltadas ao interesse coletivo e não mais individual, como por exemplo, na consolidação dos direitos sociais, civis e cidadãos.

A professora Roseli Fischmann ressaltou a importância de trazer esse tipo de discussão para dentro da Metodista, uma vez que a Universidade tem como marca a formação cidadã de seus alunos. O professor Cláudio seguiu na mesma linha ao afirmar a preocupação da Instituição em não apenas ser fonte da melhor educação técnica, mas também a formação humana. Ao término das apresentações, os alunos puderam interagir e fazer perguntas aos convidados.

O Congresso de Iniciação Científica segue com atividades até quinta-feira, 29 de outubro. Confira a programação completa.