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A clínica do Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma modalidade de tratamento que já possui um lugar próprio no debate das práticas psy. Atende demandas variadas de trabalho, tais como a clínica das psicoses em contextos diversos (alternativa à internação, inclusão escolar, etc), dependência química, terceira idade, entre outros. Fala-se de uma clínica que habita os espaços da cidade, que promove circulação.
Sabe-se que, historicamente, essa modalidade clínica surgiu no âmbito da Reforma Psiquiátrica, o que já marca uma proximidade com os dispositivos de tratamento da Loucura. Nesse sentido, é possível apresentar a clínica do AT desde as montagens institucionais, seja a enfermaria psiquiátrica, seja o hospital-dia. Interessa-nos pensar qual é a demanda específica do AT frente ao tratamento do psicótico. Assim, interroga-se: Por que se inventou a função do acompanhante terapêutico, no contexto acima citado?
Outro aspecto importante é o de que a função clínica do AT é teorizada pelas teorias advindas do campo da psicologia. Ponto não sem tensão, já que se colocam questões sobre o modo como cada teoria trabalha os seus conceitos para fundamentar essa modalidade clínica: como as abordagens do campo psy entendem o AT?
Por fim, pretende-se também apresentar outras demandas da clínica do AT, já que suas estratégias de circulação não se restringem ao tratamento das psicoses, mas sim em qualquer demanda de tratamento em que se coloca em evidência dificuldades de circulação. Será discutido o AT com crianças psicóticas no contexto escolar, o AT e a dependência química e o AT e a terceira idade.




