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Noite de autógrafos do poeta Luiz de Miranda, na FaTeo, é destaque na imprensa

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O lançamento do livro Monolítico (Memória que não morre, do poeta Luiz de Miranda na FaTeo dia 12 de novembro , repercutiu em órgãos de imprensa da Grande São Paulo. O jornal O Estado de SP destacou que este novo livro é o 27º de uma carreira marcada pela produção de longos poemas. "O poeta, que começou sua produção em 1967, tem a obra poética mais extensa do mundo, com 2.810 páginas, seguido por Pablo Neruda (2080 págs.). Entre os prêmios que recebeu estão o Nacional de Poesia (2001) da ABL. Este ano, ganhou o prêmio do Instituto Literário e Cultural Hispânico, que já foi entregue a Augusto Roa Bastos e Mario Benedetti".

Segundo o também escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Olinto, "Miranda chega com Monolítico ao patamar da grande obra da Língua. É um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos". São 251 cantos de uma poesia forte, que rememora amigos e os grandes acontecimentos de uma vida inteiramente entregue à poesia, de corpo e alma.

Um dos poemas do novo livro de Miranda, aluno da FaTeo na década de 60, foi dedicado a um momento especialmente sensível de sua vida: a crise ocorrida na Igreja Metodista em 1968. Passados mais de 20 anos, o reencontro do poeta com a Faculdade de Teologia inspira outro poema:


CANTO DA VOLTA A SÃO PAULO


Luiz de Miranda


Estou na Faculdade de Teologia,

em Rudge Ramos,

quarenta e um anos depois

que fui expurgado.

O passado volta em céu azul,

aquela cor que mais gosto,

mas como nunca tinha visto.

Abraço amigos daqueles tempos

com o vento aragano

na garupa do meu cavalo.

Dou rédeas ao destino,

e canto o hino da minha volta

ao lugar que amei.

Tudo muda,

menos meu coração,

servil a Jesus,

o Cristo sem cruz

que cruza como um raio

à minha frente,

e rente a ele

vou com meu poema,

o mesmo tema

que me deu aqui

os primeiros versos

dos meus livros.

Lembro Cassiano Ricardo,

na rua Haddock Lobo,

perto da Paulista.

Minha vista alcança

seu rosto bom.

Lembro mo crítico literário do Estadão,

que me levou à sua presença,

e salvou a minha poesia.

Dança o verso

de pampa e de mar

que canto agora

bem junto à aurora.

Do livro Vendaval da Vida Inteira, em preparo

Rudge Ramos, final da tade de 10 de novembro de 2009.

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