Livro sobre Teologia da Criança traz participação de professores da FaTeo
"Uma criança os guiará. Por uma Teologia da Criança” traz coletânea de artigos com participação dos professores Blanches de Paula e Milton Schwantes e organização do pastor metodista Welinton Pereira, ex-aluno da FaTeo
A revista Mãos Dadas perguntou a pastoras e pastores: “Nos últimos dois anos, quantas pregações você fez sobre a criança?”. Quase a metade dos que responderam pregaram entre 0 a 2 vezes e 30% pregaram entre 3 a 5 vezes.(2) Já a enquete realizada de 5 a 20 de outubro de 2006 no site da Editora Ultimato, com a pergunta “Quantas vezes você já ouviu uma pregação tendo a criança como tema central?”, obteve o seguinte resultado: nenhuma, 23%; uma, 23%; de duas a três, 40%; de quatro a cinco, 10%; mais de cinco, 3%
Fonte: site da Editora Ultimato
Em setembro de 2006, a revista Mãos Dadas e a organização cristã Visão Mundial desafiaram pastores e pastoras a pensar teologicamente na criança, a partir de uma “consulta teológica”. A pesquisa foi realizada sob a assessoria de Keith White e John Collier, membros fundadores do Child Theology Movement (Movimento Teologia da Criança), organização sediada na Inglaterra cuja missão é promover o diálogo, o aprimoramento e a pesquisa sobre a natureza e o significado da criança para o cristianismo.
Em 2007, foram ouvidos sobre o tema vários teólogos/as educadores/as cristãos/ãs do Brasil, Inglaterra e Malásia. Dessas discussões nasceu o livro “Uma criança os guiará. Por uma Teologia da Criança”. Lançado pela editora Ultimato, a coletânea com artigos de especialistas em diversas áreas pretende ser uma tentativa de introdução à “Teologia da Criança” no Brasil, diz um dos organizadores, o pastor metodista Welinton Pereira.
Ex-aluno da FaTeo e do programa de Pós Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista, Welinton é também assessor de Relações Cristãs da ONG Visão Mundial e um dos gestores da RENAS, Rede Evangélica Nacional de Ação Social, e da Rede Mãos Dadas. Os outros dois organizadores da coletânea são Klênia Fassoni, diretora administrativa da Editora Ultimato e Lissânder Dias, jornalista e coordenador executivo da Rede Mãos Dadas – ambos colaboradores também da área de comunicação da Renas.
Segundo os organizadores, a criança não pode passar despercebida, seja em nossa reflexão social e teológica, seja em nossa vivência familiar e comunitária. É preciso enxergá-la como fonte de aprendizagem em um mundo esquecido de valores que ela preserva. “Uma Criança os Guiará vai ajudá-lo a colocar-se no caminho. Trata-se de um ponto de partida. Há uma peregrinação à frente: que nos próximos dias, além da leitura do livro, você preste mais atenção nas crianças. Aproxime-se delas e ouça-as com o coração.”
Leia trechos do livro:
- “Jesus disse que quem quiser entrar no reino tem de se tornar um pequenino. A criança é a melhor parte da vida humana. Ela concentra muitas das virtudes que Deus gostaria que vingassem na humanidade.” Ariovaldo Ramos
- “Há um equívoco entre os cristãos de achar que a Bíblia fala pouco sobre as crianças. Algumas das mais importantes obras e revelações de Deus foram feitas por intermédio delas. A fé e as ações dessas crianças são essenciais para a realização dos propósitos divinos.” Keith White
- “A América Latina, continente cristão praticamente por definição, ainda não tem dado grande importância à reflexão teológica sobre a criança. Na maioria das vezes, ela ainda é vista apenas de modo utilitarista, quase como um objeto a ser alcançado. A teologia evangelical brasileira parece ainda não ter despertado para a relevância de pensar a criança teologicamente.” Carlos Caldas
- “A fé, interpretada por meio da relação, começa nos primeiros anos de vida, quando o bebê, interage com seus pais ou responsáveis. Entre eles há fidelidade, lealdade, segurança. Há uma relação entre o desenvolvimento humano e a fé.” Blanches de Paula
- “Nestas crianças (Is 8.18), Isaías vê condenada sua profecia. São parábolas da utopia. Esta não está restrita a elas. Mas irradia a partir delas. O profeta não reduz seu enfoque a elas. Nem a elas se restringe sentimentalmente. Ele visa a libertação dos 'oprimidos da terra' (Is 11.4).” Milton Schwantes


