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Resumo dos Trabalhos de Conclusão do Curso de Filosofia 2009

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Universidade Metodista de São Paulo
Faculdade de Humanidades e Direito
Curso de Filosofia

Caderno de Resumos do Seminário de Produção Filosófica – 2009

Organizadores:
Prof. Daniel Pansarelli
Prof. Marcos Sidnei Pagotto Euzébio


Autores em ordem alfabética

Autor(a)

Página

Alexandra Paulino de Aguiar

4

Ana Paula del Vecchio

9

Cristiano Coutinho da Cruz

6

Eduardo Carvalho

5

Fabiana Alves de Oliveira

10

Fernando Lopes de Aquino

8

Gilmar Rodrigues da Silva

7

Gisele Lina de Oliveira

3

Gláucio Adriano Zangheri

3

Jefferson Alves Leite dos Santos

7

Jhonny Juliani

10

João de Melo Garcia

10

Joseilton Nunes da Silva

7

Karina Martins dos Santos

6

Marco Aurélio Passos

9

Paulo Cesar Soares do Patrocínio

11

Rodolfo David

3

Rodrigo do Amaral

4

Vinícius Gomes Machado

8

William Dubal da Silva

5



RESUMOS


Segunda-feira, 23/11

A mítica na arte de Francisco Brennand à luz da estética antropológica de Claude Lévi-Strauss
Autora: Gisele Lina de Oliveira
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

A análise da obra do artista plástico brasileiro, Francisco Brennand, situa-se no domínio de interesse principal deste ensaio. A partir da relação entre mito e arte nas culturas ameríndias estudadas por Claude Lévi-Strauss e de sua teoria estética estrutural, investigaremos o quanto a obra de Brennand, mais precisamente suas esculturas cerâmicas, refletem sua forma de pensar os temas que pretende representar por meio delas (a vida, a natureza, as paixões humanas), um pensar ao qual Lévi-Strauss classificou como “pensar selvagem”

 

A fenomenologia do som no mensamento de Pierre Schaeffer
Autor: Gláucio Adriano Zangheri
Orientador: João E. Regis Lima

O principal objetivo deste trabalho é expor a apropriação que Pierre Schaeffer faz do método fenomenológico proposto por Edmund Husserl. Após traçarmos um breve quadro da crise da produção musical erudita no século XX, resultado da ausência de uma linguagem, exporemos as razões que levaram Schaeffer a investigar os fundamentos do próprio fenômeno sonoro. Tal investigação será realizada por meio do método fenomenológico e, portanto, acabará por se constituir como uma fenomenologia do som. Em nosso segundo capítulo buscaremos, em linhas gerais, expor os princípios do método fenomenológico tal como são concebidos por Husserl em seu livro A idéia da fenomenologia. No terceiro capítulo, já de posse de tais princípios, vamos expor a fenomenologia do som proposta por Schaeffer em seu Tratado dos objetos musicais mostrando como, gradativamente, este método vai se incorporando e tomando forma em suas investigações. Numa breve conclusão, apenas vislumbraremos a contribuição que os resultados de uma fenomenologia do som poderiam dar na solução o problema da linguagem musical.

 

O olhar da filosofia para a margem: um horizonte para a palavra marginal de Plínio Marcos a partir da reflexão filosófica de Michel Foucault
Autor: Rodolfo David
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

O objetivo desta pesquisa é propor para a filosofia a investigação da palavra-marginal e, por meio dessa investigação, refletir sobre a condição do sujeito que está à margem. A literatura será o recurso auxiliar para que se alcance esse objetivo dentro da pergunta-problema que se coloca: Em que medida o diálogo entre filosofia e literatura pode contribuir para que possamos repensar o discurso essencialista da filosofia, que na busca por universais, acaba perdendo a concretude da vida? Nesse sentido, primeiramente será proposta a reflexão sobre a questão do discurso da filosofia essencialista em relação ao discurso da literatura, tendo como eixo de discussão a questão do marginal; em seguida será apresentado vida e obra do dramaturgo Plínio Marcos. Por fim, a partir do pensamento de Michel Foucault vamos refletir e investigar filosoficamente o discurso marginal do dramaturgo Plínio Marcos, que, em meados do século XX “invade” o teatro com as suas personagens marginalizadas, que estão sempre olhando para a realidade, refletindo sobre essa realidade e deixando uma pergunta para o século XXI - Será que somos gente?

 

A filosofia francesa no século XVIII. Denis Diderot: o homem e seu tempo
Autor: Rodrigo do Amaral
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

Denis Diderot é seguramente uma das personalidades mais marcantes de seu tempo, identificado como uma das mais ilustres figuras do chamado “partido dos filósofos”. Tal identificação não se deve tanto aos livros que publicou, mas à atividade que há alguns anos o ocupa integralmente: a direção da Enciclopédia. Quando se fala em filosofia das Luzes pensa-se logo na grande Enciclopédia. Enciclopédia: emblema das Luzes, monumento que a humanidade deve à cultura do século XVIII. Paralelamente ao projeto da Enciclopédia, Diderot foi elaborando uma larga obra pessoal. Escreveu romances, contos, verbetes, diálogos, mas nunca tratados. Aliás, Diderot tinha aversão aos tratados filosóficos, aos pensamentos sistemáticos e à linguagem filosófica incompreensível. Filósofo militante, tinha como sonho maior popularizar a filosofia; torná-la acessível a todos. Assim sendo, Diderot fez da literatura, especialmente dos romances, dos contos e dos diálogos, os veículos por excelência da difusão da filosofia para o povo. Ateu e materialista: eis a metafísica de Diderot em dois conceitos. Por filósofo ateu entendamos que Diderot recusou categoricamente a existência de uma divindade criadora e ordenadora da natureza. Por materialista, entendamos de Diderot sustentava a tese de que havia na natureza uma única substância, e essa substância seria a matéria, a qual seria eterna, portanto, incriada, sem começo e nem fim.

 


Terça-feira, 24/11

Adam Smith: uma leitura segundo a antropologia filosófica
Autora: Alexandra Paulino de Aguiar
Orientadora: Suze de Oliveira Piza

O trabalho tem como proposta realizar uma leitura no pensamento de Adam Smith. O problema que se coloca, confere a idéia de que há uma antropologia filosófica dentro do seu pensamento. Se há, portanto, a temática compreende estudar o homem que A. Smith aborda para a sua concepção de homem moral e natural.
Trabalha-se com a hipótese que A. Smith dentro da concepção da filosofia moral, por estar circunscrito no contexto iluminista, centra o seu estudo no homem natural, e no entorno que o determina como construção de conhecimento, que perpassa pela preocupação de entender o universo da natureza humana, de entender os princípios naturais que este homem está fundado, não apenas, sobre a consistência da virtude de sua conduta, mas também, da faculdade que figura o seu espírito, o seu caráter.
Diante disso, a temática será também de estabelecer o vínculo necessário intersubjetivo entre os homens, sobre o registro da moral utilitária e necessária do homem no mercado. Buscar o universo empírico das ações e sua constituição enquanto homem moral e natural. Compreende ressaltar os pressupostos da construção do ser diante do mercado das trocas, do conceito moral que A. Smith apreende sob a acepção da simpatia entre a relação dos homens. Enfim, o caminho da antropologia filosófica está posto e a proposta confere estudar o homem moral no mercado das trocas.
O desenvolvimento do estudo compreende três capítulos. O primeiro capítulo terá como registro, o contexto histórico e teórico que o pensador está inserido. A idéia remete investigar, os pressupostos e as influências, que estão imanentes na leitura do filósofo. Ressaltando, sobretudo, o contexto iluminista, o desenvolvimento da filosofia moral e observações gerais que levam ao pensamento de A. Smith.
No segundo capítulo será trabalhada a hipótese, a idéia é estabelecer uma tese acerca da leitura da antropologia filosófica. Para tanto, utiliza-se a primeira obra do pensador; “Teoria dos Sentimentos Morais.” Para o terceiro capítulo, compreende buscar o homem que representa essa situação moral e natural no mercado, entender o reflexo dessa construção. Ater-se a existência do sujeito histórico que está posto, pensar o homem que surge dessa relação com o outro no mercado, e atrelá-lo a concepção da antropologia filosófica.
Entende-se que essa leitura da moral antropológica como processo de humanização da economia no pensamento clássico possui importância. Compreende a necessária dissociação a ser realizada, entre o homem moral-natural e o homem econômico, como pressuposto que antecede todo o entendimento do curso histórico da economia.

 

O mal e o liberum arbitrium nas controvérsias entre Santo Agostinho, maniqueísmo e pelagianismo
Autor: Eduardo Carvalho
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

Esta pesquisa trabalha o tema do mal e sua influência em Santo Agostinho para ele culminar no tema liberum arbitrium. Passa por duas controvérsias de grande envergadura, mostrando que o tema do liberum arbitrium é resultado da busca para entender o problema do mal, e não o contrário. Empenhamo-nos por demonstrar como a educação, a família e o ambiente sócio-cultural de Santo Agostinho o influenciaram para ele se tornar um homem voltado a controvérsias, o demolidor de heresias. Retórico excelente, e de uma alma insaciável em busca da verdade, toda a sua atenção se volta para a forma e o conteúdo de como os maniqueístas entendiam a relação mal e o liberum arbitrium por um momento se sentiu seduzido, mas logo se distanciou dos maniqueístas e deu uma nova interpretação para o problema do mal e do liberum arbitrium com ajuda do neoplatonismo e dos teólogos de Milão, tornando o principal oponente desta seita. Mas uma nova fase se estabelece da problemática do mal e do liberum arbitrium. Agora Agostinho tem que enfrentar as principais teorias pelagianas, que afirmavam que o mal não é corrupção ontológica do homen, entretanto, Agostinho discorda categoricamente e se volta para explicar o pecado original, a origem da alma e a ação da gratia divina no auxílio para o bom uso do liberum arbitrium, demonstrando que o homem caído tem sua natureza alterada pelo pecado é i incapaz de fazer o bem sem o auxílio da gratia divina.

 


Quarta-feira, 25/11

A tropicália e as novas formas: arte, sociedade e política à luz de Theodoro Adorno
Autor: William Dubal da Silva
Orientador: João E. Regis Lima

Este trabalho pretende, a partir do estudo inicial acerca da relação entre esclarecimento e mito à luz da obra Dialética do esclarecimento de Adorno e Horkheimer, promover uma reflexão acerca da sociedade surgida no contexto do capitalismo tardio para, em outro momento, tentar compreender a crítica estabelecida por Adorno à racionalidade promovida pelo esclarecimento e a possibilidade que a obra de arte autônoma possui de se contrapor nos mais diversos aspectos por ele manifestados. Após este caminho, finalmente abordaremos a Tropicália como um movimento estético que, na sua expressão musical, parece possuir muitos traços da arte autônoma defendida por Adorno como crítica à racionalidade dominante, principalmente no que diz respeito aos aspectos políticos no contexto da ditadura militar, entre os anos de 1967 a 1968. O avanço da indústria e da técnica que a movimenta, bem como dos imperativos econômicos oriundos da chamada racionalidade instrumental procuram manipular a natureza externa e interna ao homem. Sendo assim, o mundo espiritual e suas manifestações culturais são tratados apenas como objetos por esta racionalidade pelo que foi chamado por Adorno e Horkheimer de indústria cultural. Este braço do capitalismo em sua fase monopolista não respeita fronteiras ou diferenças. É a partir desta idéia que procuraremos situar a problemática envolvendo a Tropicália, a política e a industrialização no Brasil, que representa o avanço do capitalismo monopolista em seus territórios.

 

Escola, espaço de reprodução e alienação: uma reflexão no âmbito da filosofia contemporânea
Autora: Karina Martins dos Santos
Orientadora: Suze de Oliveira Piza

O objetivo dessa reflexão filosófica é trazer presente a discussão sobre o papel da instituição escolar para o momento atual, seus mecanismos de ideologização a serviço da classe dominante. O estudo, com base em teses formuladas pelo filósofo Louis Althusser, apresenta e define conceitos como: ideologia, Estado e Aparelhos de Estados ( ideológicos e repressivos). A ideologia, ferramenta de falseamento da realidade utilizada pela classe dominante, camufla as lutas de classes e constrói um ideário fundamental para a manutenção da reprodução do modo de produção capitalista.

 

O modo de produção asiático e a concepção de história em Marx
Autor: Cristiano Coutinho da Cruz
Orientadora: Suze de Oliveira Piza

Benoit em seu ensaio sobre o Manifesto Comunista (A Luta de Classes como Fundamento da História) mostra que a discussão em relação a concepção de história de Marx é ou não é unilinear, multilinear ou não-linear não é o ponto principal em relação a essa concepção de história. Apresenta em seu ensaio que a eliminação do modo de produção asiático seria na verdade uma ruptura com a conceitualização apresentada no Manifesto Comunista, ou seja, o materialismo histórico e a crítica a economia política em sua primeira elaboração. A discussão sobre se a história é ou não: unilinear, multilinear ou não-linear é no máximo resultado da compreensão que tivemos dessa conceitualização do materialismo histórico e da crítica da economia política. A problemática de Benoit leva a considerar que o erro dos marxistas posteriores a Marx (em especial os stalinistas) é em relação a sua compreensão do específico ou particular e da relação deste com o geral ou a unidade. Benoit desenvolve dessa forma uma lacuna: ele opõe aquelas diferenças das sociedades asiáticas como o específico "profundo" que não pode ser classificado contra esse específico "secundário" dos marxistas posteriores. Procuraremos mostrar a diferença destas duas posições e a suas imbricações para a concepção de história de Marx.

 


Quinta-feira, 26/11

“Pedagogia libertina”: uma leitura da obra A filosofia na alcova do Marquês de Sade
Autor: Jefferson Alves Leite dos Santos
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

Neste trabalho proponho analisar sob a luz da filosofia iluminista e da literatura libertina, a obra A filosofia na alcova, escrita por um dos mais importantes expoentes da literatura francesa no século XVIII: Donatien-Alfonse François, o Marquês de Sade. Escrita em forma de diálogos, esse rormance que se assemelha muito a uma peça teatral, tem como enredo a educação da jovem Eugénie por dois libertinos, a Sra. de Sant-Ange e Dolmancé que intercalando orgias aos discursos filosóficos, vão iniciando a garota na arte do deboche. O intuito desse projeto vai se desvendando ao longo da obra e fica cada vez mais clara a intenção de seu autor em subverter todo o alicerce de sustentação da moral humanista elaborada no século das Luzes. Refutando algumas noções correntes na época que apontavam para a bondade natural do homem, e para a construção de uma moral baseada em uma intuição a priori, revelada por deus, Sade afirma a primazia da crueldade e defende a destruição como princípio fundamental da natureza. Dessa forma, resta ao libertino aprender a interpretar racionalmente essa natureza que é ao mesmo tempo automotora e autocriadora, para daí retirar as bases de sustentação de uma moral que privilegia o egoísmo e a busca incessante pelo gozo. Há ainda, no sétimo diálogo, um panfleto inserido na obra que tem a função de elevar a discussão ao âmbito político, propondo através dessas idéias, erigir uma república cuja transgressão seja o motor perpétuo, e que tenha a finalidade de satisfazer os desejos egoístas de seus cidadãos, em clara oposição ao pacto social defendido por Rousseau.

 

“Tudo se faz por contraste”: uma reflexão sobre a “Kínesis” (mudança) a partir de Heráclito de Éfeso
Autor: Gilmar Rodrigues da Silva
Orientador: Daniel Pansarelli

Nosso trabalho pretende, sobretudo, analisar o principal conceito da filosofia do pensador Heráclito de Éfeso, a saber: a kínesis (mudança). Contudo, para que a análise do conceito não seja desprovida de sentido, visamos antes, uma estruturação de seu contexto, isto é da filosofia que antecede a Heráclito e das transformações políticas e sociais que possibilitam não só o surgimento da filosofia, mas também uma nova representação do homem grego. De fato, Heráclito é tido como um dos principais pensadores pré-socráticos, nossa intenção é dar vazão a este pressuposto demonstrando como sua filosofia revigora a análise dos primeiros filósofos jônicos, sobretudo por pensar a dinâmica do devir situando o homem no centro das inúmeras transformações e paradoxos da realidade, bem como demonstrando que o logos, disponível a todos, é o que fornece a verdade apensar dessas aparências.

 

O Outro: uma condição ética em Emmanuel Levinas
Autor: Joseilton Nunes da Silva
Orientador: Daniel Pansarelli

O entendimento do ser no decorrer do século XX tem assumido uma direção que fundamenta ou deu condição para se efetivar um modo de ser totalmente desvinculado com a idéia que Levinas assume para sua investigação filosófica. Como meio de conseguir ultrapassar os limites que este Ser apresenta, onde figura um fim que culmina na existência, Levinas anteriormente encantado com a postura que Ser e tempo apresenta, utiliza suas idéias e seus princípios até chegar ao rompimento total das idéias do segundo Heidegger.

 

Educação e formação cultural segundo a Teoria Crítica de Theodor W. Adorno
Autor: Fernando Lopes de Aquino
Orientador: Daniel Pansarelli

Buscaremos através deste ensaio analisar as considerações de Adorno quanto ao processo de desenvolvimento cultural da modernidade e sua relação com os pressupostos acerca da educação. Sobretudo, veremos como se processa a criação de um modelo cultural cuja barbárie do século XX, isto é, a experiência de duas Grandes guerras Mundiais é, para Adorno, o expoente histórico mais nefasto e, portanto, uma prerrogativa no que tange a reflexão sobre a educação. Relacionando isto com o nosso principal objeto de pesquisa, teríamos segundo o filósofo, a alegação de que a exigência de que Auschwitz não se repita é algo extremamente primordial no que diz respeito à educação. Ela deve preceder a qualquer outra prerrogativa, não querendo qualquer justificativa. Assim, como veremos, não se trata somente de analisar tais considerações, mas expor a questão acerca do pressuposto da educação como um referencial para emancipação humana.

 

Dialética e educação em Theodor W. Adorno: formação cultural e o ensino de filosofia
Autor: Fernando Lopes de Aquino
Orientador: Daniel Pansarelli

Neste artigo buscaremos estabelecer uma relação entre as concepções de Adorno quanto a “Formação Cultural” e o ensino de filosofia. Consideraremos primeiro o papel da filosofia e sua relação com o momento histórico em que se desenvolve sua prática. Em seguida, a partir das considerações de Adorno quanto à semicultura perpetuada na modernidade através da indústria cultural e, a conseqüente acomodação da educação a este postulado, buscaremos explicitar de que modo o ensino de filosofia pode corroborar para uma resistência e transformação dessa realidade.

 


Sexta-feira, 27/11

Ensaios Kantianos
Autor: Vinícius Gomes Machado
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

O texto se divide em três partes: 1ª) trata da formulação da pergunta sobre a época esclarecida, a origem e a formulação do problema no conceito de Esclarecimento; 2ª) faz uma breve exposição do contexto intelectual do século XVIII, situando este a partir da influência inglesa na cultura francesa e sua disseminação na Europa, chegando a Prússia do despotismo esclarecido personificado por Frederico II; 3ª) traz a formulação da resposta de Kant e apresenta a apologética kantiana em defesa da liberdade crítica e do esclarecimento do espaço público.

 

Bakhtin e a impossibilidade de uma linguagem privada
Autor: Marco Aurélio Passos
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

Esta pesquisa propõe-se a estudar a problemática relativa à crítica realizada por Mikhail Bakhtin, filósofo russo do século XX, no que se concerne aos questionamentos do subjetivismo idealista de Wilhelm Von Humboldt e suas vertentes, ao psicologismo funcionalista e o objetivo abstrato de Ferdinand de Saussure. A partir de tais críticas, Bakhtin identifica algumas lacunas no pensamento de Humboldt e Saussure. No primeiro caso, (o subjetivismo idealista) Bakhtin explicita que esta tendência interessa-se apenas pelos atos da fala, de criação individual, como fundamento da língua, no sentido de toda atividade de linguagem. Neste sentido, sendo a língua uma evolução ininterrupta, uma criação contínua, - Bakhtin diz que para esta tendência são as leis da psicologia individual e são elas que devem ser estudadas pelo lingüista e pelo filósofo da linguagem. Ou seja, o erro do Subjetivismo idealista é reduzir o fenômeno lingüístico a um ato significativamente individual. Na segunda tendência, (o objetivismo abstrato) a oposição explícita que Bakhtin faz a Ferdinand de Saussure é denunciar que este constitui a língua como um “arco íris” imóvel que domina um fluxo ininterrupto, ou seja, as formas normativas se tornam a substância da língua. Para Bakhtin não resta dúvida que o traçado da segunda orientação é demasiadamente difícil de ser feito, mas não resta dúvida que o objetivismo abstrato possui fortes ligações com o racionalismo do século XVII e XVIII e tais raízes mergulham no cartesianismo e sua visão global do mundo neoclássico com seu culto a forma fixa, racional e imutável. Ou seja, os apontamentos que Bakhtin faz é que nesta visão, bem como no paralelo estabelecido entre o código lingüístico e matemático, o que interessa é apenas a lógica interna do próprio sistema do signo, este considerado independente das significações ideológicas que a eles se ligam. Neste sentido, a critica de Bakhtin tem como eixo central evidenciar a impossibilidade de conceber uma linguagem pura, á histórica e independente da realidade que a cerca. Partindo destas críticas, o objetivo desta pesquisa é evidenciar a impossibilidade de se conceber uma linguagem privada, pois esta, segundo Bakhtin é pública e pressupõe ordem social. Neste sentido, conceber a linguagem tal como entende o subjetivismo idealista e o objetivismo abstrato é assumir uma visão tida como oficial e conservadora da linguagem.

 

Pitágoras e Orfeu, pitagorismo e orfismo: distinções a respeito da tese da transmigração da alma
Autora: Ana Paula del Vecchio
Orientador: Marcos Sidnei Pagotto Euzébio

Apresentação, descrição e explicação a respeito da vida e doxografia de Pitágoras; da Tradição Pitagórica e das doutrinas científicas fundamentais e universais que são atribuídas a Pitágoras, a doutrina dos números como princípio de todas as coisas e a relação estabelecida entre o ilimitado e o limitante e sua tese sobre a transmigração da alma. Descrição das características do Pitagorismo e a Escola Pitagórica, quem a fundou, quais os seus ensinamentos e sua relação com os pitagóricos. Comentários sobre os Versos de Ouro dos Pidagóricos escritos por Lysis com a finalidade de espalhar a doutrina de Pitágoras. Apresentação, descrição e explicação sobre a vida de Orfeu e sua relação com o orfismo. Por fim a distinção e relação que se tem do pitagorismo com o orfismo e a apresentação da distinção e similitudes dessas duas correntes filosóficas a respeito da doutrina sobre a metempsicose ou transmigração da alma.

 

Intuição e movimento em Henri Bérgson
Autora: Fabiana Alves de Oliveira
Orientador: Marcos José Alves Lisboa

Trata-se de examinar conceitos da obra de Henri Louis Bérgson, sua crítica ao intelectualismo, e a linguagem, por não buscar o conhecimento no movimento das coisas, sendo apenas uma faculdade de instrumentos práticos. Já o movimento é o impulso vital, que é uma virtualidade em atuação, sendo uma essência da vida, na filosofia bergsoniana.

 

A dissolução da interpretação bíblica tradicional por Espinosa
Autor: João de Melo Garcia
Orientador: Marcos José Alves Lisboa

Nessa pesquisa, pretende-se examinar o capítulo VII, “Da Interpretação da Escritura”, do livro Tratado Teológico-Político, de Baruch de Espinosa, no qual o autor apresenta um método de pesquisa para a correta interpretação da Escritura Sagrada. Sendo o texto do referido livro a fonte principal de pesquisa, objeto desse trabalho, pretende-se verificar o modo como Espinosa discorre sobre a prática do uso da Palavra de Deus e as diversas interpretações decorrentes dessas palavras; observar os meios e as formas empregadas por indivíduos eleitos ou autointitulados representantes divinos, que ao se apropriarem de determinadas interpretações, as utilizam em benefício próprio, de acordo com sua conveniência; estudar os artifícios usados por representantes divinos para conquistar e se manter no poder, e os estratagemas criados pelos mesmos para manter a fidelidade de seus seguidores, de maneira a discutir sobremaneira alguns conceitos relacionados à submissão do homem ao próprio homem. A Liberdade divina é causa incondicional em si e por si, e a essência humana contém o desejo de sua própria preservação no esforço individual (conatus) expresso nas afecções. A lei da Natureza, em concordância com a lei de Deus (Deus sive Natura), determina que tudo ocorre segundo a perfeição divina, O homem – ser impotente diante da Natureza – define a Liberdade na capacidade de entendimento adquirido na razão  e em função dos esforços empregados pelo conatus. O tema Liberdade é resultado da busca interior e reforçada pelo evento de sua excomunhão, decorrente do esforço de compreender o problema da Liberdade de pensamento e de expressão, quando esses últimos não implicarem em violação da paz social e em risco ao direito adquirido pelas autoridades soberanas.

 

Hannah Arendt: as revoluções modernas e o problema do absoluto
Autor: Jhonny Juliani
Orientadora: Suze de Oliveira Piza

Este trabalho procurou apreender, à luz do pensamento de Hannah Arendt, como se posicionaram os homens das revoluções modernas, no período pós-revolução, em relação ao absoluto que herdaram da tradição medieval. Para tanto, foi analisado o capítulo cinco, Fundamento II: Novus Ordo Saeclorum da obra Da Revolução. No entanto, não se ignorou a base do argumento da autora em todo o livro, abordando, à medida que se fez necessário, outras partes dessa obra. Utilizou, ainda, a contribuição de outros textos e autores imprescindíveis para a compreensão do tema. Nesse sentido, a pesquisa inferiu que, segundo essa autora, as revoluções caminham para um mesmo fim: o esquecimento do espírito revolucionário e o retorno ao absoluto.

 

Poder e resistência em Michel Foucault
Autor: Paulo Cesar Soares do Patrocínio
Orientadora: Suze de Oliveira Piza

Este trabalho mostra no que consistem as análises sobre o poder em Michel Foucault, os efeitos e o funcionamento de mecanismos de poder e suas tecnologias. Analisaremos o poder supliciar e como a partir do século XVII e XVIII ocorreu a passagem deste poder supliciar para o poder disciplinar e seus dispositivos de controle e de saber. Será mostrado também o poder pastoral e como ele torna o rebanho obediente e sujeito a esse poder, o controle coletivo das almas e se utiliza de uma técnica específica para a direção da consciência: a confissão. Em seu desenvolvimento o trabalho mostra como acontece o biopoder no seio da população através de uma série de ações do governo que propiciam mudanças artificiais em fenômenos naturais modificando a vida e a morte da espécie humana. A partir desta exposição e análise das relações de poder será mostrado como ocorrem as resistências em relação a esses mecanismos de poder. O ilegalismo, como revolta a um tipo de poder abre espaço para uma nova modalidade do poder, o sistema jurídico, na qual surge uma série de revoltas ao sistema penal, onde abrem espaço a uma série de ações políticas, como as inquirições. Por fim será tratado da realidade e quais as ferramentas de resistência a essa realidade, que tenta a todo o momento controlar a conduta humana através das tecnologias de poder.

Ações do documento

Wesley Dourado
Coordenador

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Sobre o Coordenador

Possui bacharelado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista (1998), licenciação em Filosofia (2000) e mestrado em Educação (2003) pela Universidade Metodista de São Paulo. Possui experiência com o ensino de filosofia no Ensino Médio e é co-autor dos livros “Filosofia e Modernidade” (Editora Metodista, 2008), “Debates e contribuições sobre a escola pública: de professor para professor (LCTE Editora, 2009) e, “Curso (in)completo de filosofia” (Editora Metodista, 2010). Além disso, possui artigos publicados em revistas científicas nacionais e internacionais e textos didáticos para o ensino de filosofia no ensino superior.

Reconhecimento

Portaria nº 904/97 de 06/08/97.

Avaliação do MEC

Enade: 3 | CPC: 4
Entenda as notas

Mensalidade 2013

Programa Metodista de Apoio à Licenciatura (ingressantes em 2012):
Valor: R$ 355,56

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