Mesmo com "rotina" de títulos, Metodista/SBC ressalta emoção e gosto diferente após penta da Liga
Mesmo multicampeãs, as meninas da Metodista/São Bernardo não conseguiram conter a emoção após a conquista do pentacampeonato da Liga Nacional Feminina de Handebol, na noite desta quinta-feira, 25 de novembro. Após o fim do jogo, que contou com a vitória de 24 a 18 para o time paulista sobre o Blumenau/Furb, várias atletas choraram como se tivessem vencido o torneio pela primeira vez.
O histórico a equipe do ABC nesta competição e em outras, porém, aponta para a direção contrária: o time, criado em 2006, simplesmente venceu todas as edições que disputou da Liga. Além disso, o time também levantou todos os títulos que disputou em 2010 (Paulista, Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior e Jogos Abertos Brasileiros) e nunca passou um ano sequer em uma "seca" de conquistas.
Para o técnico Eduardo Carlone, o choro das meninas após a mais esta taça é um dos principais ingredientes para a "rotina" de vitórias da equipe, que já venceu, pelo menos, uma edição de todas as competições regulares que participa. "O dia em que perdermos essa emoção, é melhor a gente parar. Esse título veio coroar a continuidade de um trabalho", explicou o treinador.
Para a armadora-esquerda Tayra, artilheira da decisão com 12 gols e integrante da equipe desde sua formação, a "fome" por títulos não acaba porque, mesmo com tantos troféus na estante, nenhuma conquista é igual a outra. "Cada ano, [a Liga] tem um gostinho diferente. Nesta temporada, teve o gosto da superação, tanto individual quanto coletivamente", disse a armadora-esquerda.
Para o reitor da Universidade Metodista de São Paulo, professor Marcio de Moraes, as conquistas, porém, não são tão importantes quanto à postura das atletas, que acabam servindo de exemplo positivo para a comunidade. "Isso não tira o mérito da equipe, mas o mais importante é mostrar uma opção de saúde para as crianças. As meninas têm essa preocupação tanto quanto a Universidade: formar pessoas", finalizou.




