Educação a Distância: alternativa ou imperativo?
A Educação a Distância se tornou prioridade para vários países, instituições educacionais e empresas. A razão é que a Sociedade da Informação trouxe novas necessidades para as pessoas e organizações. Cada vez mais o poder se desloca para os que dominam a inovação tecnológica, a produção científica, o controle das mídias, a convergência digital e a geração do conhecimento.
Os países precisam garantir acesso massivo à educação formal de qualidade para sua população. Isso inclui alcançar as zonas rurais, as regiões de conflito, os mais empobrecidos e os marginalizados, com destaque para mulheres e meninas, que ainda sofrem discriminação em praticamente todo o globo. Além disso, as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação impõem um novo jeito de aprender, vivenciado cotidianamente pelas crianças e jovens que assistem à televisão, ouvem rádio e navegam pela internet.
A aula expositiva e centrada no saber do professor é uma das experiências mais improdutivas e ‘chatas’ para essa geração, chamada por alguns de screenager, que convive com telas de TV, jogos eletrônicos, telefones celulares e dedicam cerca de quatro horas diárias a lidar simultaneamente com imagens, textos, músicas, animações e interação mediada por computador.
Nações como China, Brasil, Rússia e Índia, dentre outras, devem ser mais ágeis que os países ricos para tentar permanecer na corrida do desenvolvimento humano. E a Educação a Distância se tornou crucial para vencer limitações relacionadas a distâncias, tempos, escala e investimentos necessários para a capacitação de pessoas com autonomia, competências, pensamento crítico e cidadãs.
No cipoal de informações disponíveis, em meio à inflação das palavras e imagens que se tornou o mundo contemporâneo, quem lida com Educação a Distância deve ter alguns critérios para orientar a avaliação das fontes disponíveis, que podem ser resumidos como segue:
- Autoridade: quem é o autor do material?
- Data da publicação: quando a informação foi publicada e em qual contexto histórico?
- Tipo de publicação: a informação foi disponibilizada como um artigo acadêmico, livrotexto, revista popular, jornal, blog, website etc?
- Relevância do conteúdo: a informação é relevante aos objetivos de aprendizagem previstos?
- Hipóteses e propósitos: o que levou o autor até as hipóteses propostas? Quais os seus propósitos, explícitos ou não, ao escrever o texto?
- Metodologias empregadas: como o autor chegou às conclusões apresentadas?
- Resultados: quais os resultados obtidos?
- Fundamentação teórica das hipóteses: em quais autores, teorias e ideologias se fundamentam as hipóteses divulgadas?
- Conclusões e recomendações: são coerentes com o restante do trabalho as conclusões e recomendações do autor?
- Referências: o autor disponibilizou uma lista detalhada das referências bibliográficas, de acordo com a normalização vigente?
- Citação e indicação: a informação foi referida ou citada por outros autores?

