Educar para reencantar a vida
Como as pessoas têm visto suas vidas nos dias hoje? Essa pergunta é respondida no livro “Educar para reencantar a vida”, de autoria do professor Jung Mo Sung, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Metodista. Ele trabalha com a temática religião, espiritualidade e economia. No livro, ele analisa como as pessoas perderam o encantamento pela vida e só se consideram felizes quando possuem algo.
A discussão é como os educadores, pais e toda a sociedade podem mudar essa realidade e considerar a vida por um outro sentido. “Quando um sentido da vida dominante na sociedade já não é nem mais discutido, é hora de levantar novamente essa pergunta! A vida sem consumo se tornou uma vida ‘sem graça’, sem encanto, e quando as pessoas se sentem deprimidas, desencantadas, vão fazer compras para tentar reencontrar sentido e força para continuar vivendo”, disse. Esse é o desafio: que na educação se reconheça o encantamento da vida nela própria, sem buscar a satisfação somente nos bens materiais.
O grande malefício de considerar a vida economicamente é reduzir a “riqueza” da pessoa humana a apenas um número. “Nenhum número, por maior que seja, é capaz de mostrar a imensa potencialidade humana. Não há dinheiro que seja capaz de substituir a imensa alegria de viver que sentimos quando conseguimos realizar um objetivo bom e difícil pelo qual lutamos muito ou quando nos sentimos amados na pura gratuidade”, destacou o professor.
A solução, na visão do escritor, é reconhecer que as mercadorias e o consumo não são o último sentido da vida e que é necessário “tornarmos mais humanos”. E completou: “como a nossa sociedade trata muitas pessoas como objetos, como meios de exploração econômica ou como pessoas de ‘segunda categoria’, o caminho da humanização passa por sermos solidários com essas pessoas marginalizadas ou excluídas”.


