Metodista tem novos dirigentes

O Conselho Diretor do Instituto Metodista de Ensino Superior anunciou os novos dirigentes da Instituição para a gestão 2007- 2010. O ex-vice-diretor-geral e vice-reitor administrativo, professor Marcio de Moraes, foi escolhido para assumir a Direção-Geral do IMS e a Reitoria da Universidade. O Conselho também nomeou o professor Clovis Pinto de Castro, ex-vice-reitor acadêmico, para o cargo de vice-reitor da Universidade.
Vinculado ao IMS desde 1987, o professor Marcio é economista formado pela PUC-SP, e concluinte do curso de doutorado pela Universidade de Barcelona (Espanha). No IMS ocupou a função de vice-reitor administrativo da Universidade nos dois últimos períodos de gestão (1999-2002 e 2003-2006).
Quanto à nova gestão, o novo reitor diz que “administrar uma instituição que abriga o equivalente à população de uma pequena cidade é uma grande responsabilidade”. Mas o maior desafio para os próximos anos, segundo ele, é manter a credibilidade conquistada pela Metodista perante a comunidade.
Em entrevista ao Jornal da Metodista, o professor Marcio fala sobre suas expectativas com relação aos novos processos acadêmicos, defendendo que o ambiente acadêmico e administrativo são igualmente importantes e devem trabalhar em sintonia rumo à construção de uma Universidade cada vez melhor.
Jornal da Metodista: Quais os projetos da nova gestão para as áreas de ensino, pesquisa e extensão?
Prof. Marcio: Queremos, primeiramente, qualificar e aprimorar os projetos que já estão em andamento. Segundo, manter e aumentar a credibilidade que a Metodista conquistou nesses 36 anos – nove dos quais como Universidade. Esta credibilidade – relacionada ao ensino, pesquisa e extensão – precisa ser mantida, contudo, queremos avançar ainda mais, dando igual atenção às três áreas. Vamos trabalhar para qualificar ainda mais os projetos e as pessoas, para que a Universidade se torne ainda melhor.
JM: Há uma grande preocupação da Instituição em ampliar suas pesquisas e aplicá-las especialmente à região do ABC, envolvendo-se em parcerias com a iniciativa privada e também pública. O sr. poderia mencionar alguma ação prevista a curto e a médio prazos?
Prof. Marcio: Precisamos tomar bastante cuidado quando falamos sobre ampliar pesquisas. Lógico que queremos ampliar a produção científica de forma numérica, mas também qualitativamente. O financiamento para a pesquisa é sempre difícil para uma universidade privada, então, queremos trabalhar com a possibilidade de ampliar as pesquisas por meio da construção de parcerias com o poder público e privado. Queremos desenvolver parcerias em todas as instâncias – municipal, estadual e até, quem sabe, federal – com projetos muito claros para a região.
JM: Qual é a expectativa com relação à Educação a Distância? Prof. Marcio: É um desafio e tanto, porque isso significa que a Universidade estará presente em diferentes locais no Estado de São Paulo e no Brasil. Menciono primeiro o Estado São Paulo porque esta foi a primeira autorização que recebemos. Acabamos de receber autorização para instalar pólos em outros locais do Brasil. Isso significa estar em outras regiões, acompanhar esses locais, oferecer a mesma proposta de qualidade de ensino e o mesmo cuidado com nossos alunos. Precisamos aumentar nossos braços e pernas para conseguir chegar nesses lugares, e isso só se faz com pessoas devidamente preparadas para atender essas novas frentes. Passaremos a conviver com realidades completamente diferentes. Estar no Grande ABC, na Grande São Paulo, é uma coisa, mas estar em Porto Velho é bem diferente. Esse é o maior desafio para essa gestão: a qualificação, o acompanhamento e a garantia de bom atendimento nos pólos.
JM: Qual é a imagem e marca da Instituição que o sr. gostaria de solidificar em sua gestão?
Prof. Marcio: O que eu gostaria que acontecesse é que, quando se fala na Metodista, venha à mente das pessoas seriedade, onde se respira um ambiente universitário de verdade e a convivência é agradável. Queremos que a credibilidade da Metodista seja refletida por meio dos alunos que concluem seu curso aqui, com formação técnicoprofissional e cidadã, que pressupõe um bom relacionamento com as pessoas.
JM: Como o sr. pretende fortalecer a imagem da Metodista como uma universidade comunitária?
Prof. Marcio: As universidades comunitárias são reconhecidas pela inserção que têm na região, estando a serviço da comunidade. E a Metodista já está a serviço da comunidade. O que nós pretendemos e sonhamos é que esse reconhecimento seja ainda maior, com novas propostas de pesquisa, ampliação de projetos de extensão, alunos que se envolvam com a vida universitária. A Metodista é uma universidade comunitária bastante atuante na vida da região na qual está inserida.
JM: Como aproveitar ao máximo o que a Universidade oferece? Qual é a importância disso?
Prof. Marcio: Uma das dificuldades que a gente percebe é daquele aluno que trabalha durante o dia e estuda à noite. Eu vivi esta situação nos quatro anos do curso de Graduação, e percebi que não conseguia vivenciar tudo o que a Universidade oferecia. Essa pode ser a situação atual de muitos alunos. Hoje, de alguma forma, a convivência e as atividades extracurriculares podem ser vivenciadas por meio das disciplinas eletivas. Se houver demanda por parte dos alunos, talvez a Universidade tenha que ficar aberta aos fins de semana. Se isso for realmente uma necessidade, será muito bom para a Universidade suprir essa demanda.
JM: Vamos falar um pouco sobre investimentos no ensino. Como manter e aprimorar o ensino de qualidade que a Metodista tem?
Prof. Marcio: A qualidade do ensino está 90% na qualificação e capacidade docente e 10% em tecnologia. Tecnologia só faz sentido se o docente estiver qualificado para isso e disposto a utilizá-la. A nossa qualidade só é percebida se tivermos funcionários (docente e administrativo) qualificados. A qualidade também tem a ver com a cobrança responsável do aluno, com dedicação aos estudos, exigindo e querendo mais do professor.
JM: Em termos administrativos, alguma ação da próxima Reitoria afetará diretamente os alunos?
Prof. Marcio: Uma notícia que se pode adiantar é que, em termos administrativos-financeiros e que afeta diretamente nossos alunos, é que os preços serão os mesmos para 2007. A Metodista decidiu optar pelo reajuste zero.
JM: Há algum tempo, a Metodista já discute a questão da acessibilidade, inclusive com a criação de fóruns e órgãos que cuidam do tema. Que prioridade haverá nos próximos anos nessa área?
Prof. Marcio: É um desafio. O Rudge Ramos é um Campus que tem uma construção antiga, tanto que já temos feito algumas adaptações. Todos os prédios novos, como prevê a legislação, já têm essa solução. A nossa expectativa é que, ao longo de 2007, se nós não conseguirmos 100% de acessibilidade no Rudge Ramos, alcancemos pelo menos 80%. Os Campi Vergueiro e Planalto já são adequados para as pessoas com deficiência física.
JM: De que forma o aluno pode colaborar para uma Metodista melhor?
Prof. Marcio: Acho muito interessante esta pergunta. De alguma forma, os alunos têm esta possibilidade por meio dos representantes, envolvendo uma cobrança responsável, especialmente junto às coordenações de curso. Elas precisam estar próximas dos alunos – e viceversa. O aluno deve adotar a cobrança responsável, dos aspectos acadêmicos, não só para benefício próprio, mas para as pessoas que chegarão depois dele. Eu acho que esta é uma visão muito importante. As primeiras turmas dos cursos novos são desbravadoras ao apresentarem sugestões. Isto é ação cidadã: a busca de benefícios para um grupo de pessoas, para uma determinada categoria.
JM: Que mensagem o sr. deixa para os alunos sobre essa nova fase na Instituição? Quais são suas expectativas?
Prof. Marcio: Eu gosto muito que as relações tragam alegria e prazer. Se há alguma coisa que eu gostaria de ver na Metodista é as pessoas vindo para cá com alegria em estar aqui, no convívio com professores, funcionários, colegas. Se isso acontecer, com certeza vai ficar muito mais gostoso ser aluno da Metodista.
Vice-reitor

Prof. Dr. Clovis Pinto de Castro, vice-reitor da Universidade Metodista de São Paulo. Possui graduação em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo (1980), graduação em Pedagogia pela Universidade Metodista de São Paulo (1988), especialização em Administração da Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (1989) , mestrado em Filosofia da Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (1992) e doutorado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1999).
Diretores Administrativos
Em sua nova estrutura acadêmica, a Metodista criou cinco Pró-Reitorias:

