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Terceira idade, em plena ação

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Não são apenas os jovens universitários que desenvolvem projetos sociais durante o curso. Os alunos da Universidade Livre da Terceira Idade da Metodista também têm consciência de seu papel na sociedade. E para colocar em prática tudo o que aprenderam durante a vida e também no curso, realizam alguns projetos para ajudar o próximo.

“Eu gosto de ajudar. Meu Jesus me faz ter o coração muito mole”, contou a aluna de 82 anos, Palmira Duarte Silva, uma das voluntárias no Projeto de Ação Comunitária. Ela e mais um grupo de alunos levaram brinquedos, roupas, remédios, alimentos, além de alegria, carinho, diversão e amor para cerca de 50 crianças em situação de risco do Instituto Viva a Vida, em Suzano, nos últimos meses.

As colegas de Palmira confirmam a necessidade e a alegria de ajudar. “Lá é bem carente. A gente voltou bem triste. Nós chegamos lá e não tinha nada”, relatou Eloina Alfonso Garcia. Para Inês Garcia Nogueira, a expectativa de ajuda se mistura à alegria de ver que é possível fazer algo. “Quero levar muita alegria e ver as dificuldades para ajudar. Estou muito feliz pelo projeto estar dando certo”, relatou.

A ação faz parte da disciplina de projetos da Universidade Livre da Terceira Idade, ministrada pela professora Márcia Velasques. “É impressionante ver o poder de articulação que as alunas da Terceira Idade têm. Pela experiência e contatos adquiridos por toda uma vida, elas são capazes de mudar o mundo”, disse a professora. No curso, elas desenvolvem projetos junto a associações, ONGs (Organizações Não-Governamentais) etc. Durante todo o ano, os alunos recolheram doações, organizaram bazar e chás beneficentes, fizeram doações pessoais, além de parcerias com outras empresas.


INTERAÇÃO

Nem a idade, muitas vezes avançada, tira o ânimo dos alunos. Além de levar os donativos, o grupo também se fantasia de palhaço (clown), brinca, senta no chão com as crianças e oferece carinho e atenção. “Uma coisa interessante é a vitalidade que elas possuem. Cansaço é uma palavra que não existe. Elas são muito objetivas, sabem o que querem e o que são capazes de realizar”, comentou a professora Márcia.

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Essa disposição reflete de forma positiva nas crianças. “Acho legal. Eu gosto quando vem gente aqui. Anima meu dia. É bom quando vem mais gente”, falou Beatriz Bianca Pereira Ferreira, de 7 anos.

A estudante Eloina confirma a forte relação que se estabeleceu entre crianças e idosos. “Foi maravilhoso. Nós interagimos com as crianças e isso é muito gratificante. A emoção a alegria são tão grandes que a gente não tem palavras. É muito confortante ver a alegria no rosto das pessoas. Parece que a gente ganhou na loteria.”

O resultado foi tão positivo que elas não pensam em parar tão cedo. “Adorei, mas cansei muito. Mas se precisar ir de novo, eu vou”, contou com alegria Palmira. Inês também acredita na força de projetos como esse. “Pra mim não tem coisa melhor do que você doar em trabalho, doar sorrisos. É onde eu me sinto bem. O que me resta de bom é fazer o bem para os outros”, finalizou.

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