Você está aqui: metodista Maiscidadania Artigos A contribuição da comunicação ao Terceiro Setor

A contribuição da comunicação ao Terceiro Setor

“A comunicação excelente é aquela administrada estrategicamente, que alcança seus objetivos e equilibra as necessidades da organização com a dos principais públicos.” Richard Lindbord

Comunicação é um elemento-chave para as organizações e para aquelas que pertencem ao Terceiro Setor isto não é diferente. Uma primeira atividade que cabe à Comunicação é a identificação dos públicos com os quais a organização se relaciona.

Na visão do professor da Metodista, Fábio França, “o critério de públicos interno, externo e misto não satisfaz mais as condições atuais de relacionamentos das organizações por não abranger todos os públicos de seu interesse, não defini-los adequadamente, nem precisar o tipo e a extensão de relacionamento deles com a organização, nem explicar sua dimensão". Em linhas gerais, aqueles que colaboram e promovem a organização e seus interesses.

Públicos podem ser empresas terceiras com as quais uma organização pretende captar recursos, podem ser voluntários ou ativistas de uma causa comum, podem ser departamentos ligados ao Governo, pesquisadores, jornalistas, enfim, uma infinidade de possibilidades que dependem da realidade de cada um. Portanto, a delimitação desse primeiro passo é essencial, para se ter clareza das ações que virão a seguir.

Em seguida, é preciso estabelecer os objetivos da comunicação – o que se pretende a partir daquela proposição? Nesse contexto, cabe também selecionar a mensagem, o que se quer comunicar aos públicos. Importante destacar que a mensagem e o discurso devem ser únicos, sempre, embora haja uma forma diferenciada de se comunicar a cada um dos públicos. Ou você conversa da mesma forma com um voluntário e com um jornalista?

Também é preciso selecionar quais os meios mais adequados para se estabelecer a comunicação. Uma dica prática é a utilização de um mix de Comunicação, que pressupõe a utilização de diferentes ferramentas.

Se não há orçamento suficiente, como é o caso da maioria das organizações não-governamentais, há alternativas interessantes. Podem ser desde as simples e necessárias correspondências até a utilização das ferramentas online: site com notícias sempre atualizadas, boletim digital periódico, assessoria de imprensa proativa (ganhar espaço na mídia de forma espontânea), entre outros.

Vale destacar, por fim, que a transparência na informação. Não é preciso inventar a roda: só é possível divulgar fatos reais e críveis. Neste caso, como diria Kotler, “enxergar o processo do ponto de vista do receptor é essencial para uma boa comunicação”.

Então, mãos à obra!


Dicas Bibliográficas:

  • DUARTE, Jorge Antonio Menna. Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia. Teoria e técnica. São Paulo: Editora Atlas, 2002.
  • KOTLER, Philip. Administração de Marketing. In: Gerência de comunicação integrada de Marketing. São Paulo: Prentice Hall, 2000.
  • KUNSCH, Margarida M. K. Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada. São Paulo: Summus, 2003.

Dicas da Internet:

Ana Claudia Braun Endo é mestre em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo, onde atua como gerente de Comunicação

Ações do documento