Alunos desenvolvem sabão feito com óleo de cozinha
08/12/2008
Os alunos do curso de Engenharia Química do Centro Universitário da FEI desenvolveram um estudo para aprimorar o processo de produção de sabão. Nesse novo processo, o produto seria feito com a partir do óleo de cozinha e ajudaria a comunidade de São Bernardo na geração de renda. Além desse, também há outro projeto que recicla o blister (cartela de remédio), com a separação do PVC e do alumínio.
O objetivo do projeto é reduzir o custo de fabricação, o tempo de secagem e aumentar o volume de vendas do sabão. Para isso, os alunos modificaram a formulação do produto, feito por moradores do Parque Selecta, em São Bernardo do Campo. Os estudantes aumentaram a quantidade de água fervente – de 13% para 22% - adicionaram sal para reter água, acrescentaram carbonato de sódio na formulação e aumentaram o tempo de secagem – que passou de oito para dois dias.
Com essa iniciativa, o preço de manufatura do sabão, que era R$0,65 por Kg produzido, caiu para R$ 0,08. Além disso, a capacidade de produção saltou de 3 mil barras por mês para 10 mil. O óleo de cozinha, principal matéria-prima na produção do sabão é recolhido na própria comunidade, que iniciou há cerca de um ano o projeto de educação ambiental e geração de renda.
Além do sabão, também foi desenvolvida uma técnica para reciclar cartela de remédios (blister), geralmente feita de PVC e alumínio, que são materiais de custo elevado. O blister é um resíduo industrial pouco estudado que tem volume significativo na composição de lixos urbanos. Com a idéia de viabilizar um meio de separação dos materiais que compõe o de embalagem, outro grupo de alunos da Instituição desenvolveu uma técnica de inchação do PVC. Depois de análises laboratoriais, o grupo chegou à conclusão de que o processo é viável, com lucro potencial de R$ 1,15 por Kg de blister reciclado.








