Brasil reduz quase a metade do desmatamento na Amazônia
06/04/2009
Nos últimos dez meses, o desmatamento na Amazônia diminuiu em 45%. Para conseguir isso, o Ministério cortou o crédito dos desmatadores ilegais do ponto de vista ambiental e fundiário. Também foram ampliadas as operações do Ibama e da Polícia Federal que agora não usa somente os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mas uma nova tecnologia que permite ver através das nuvens. O governador do Estado está criando as chamadas unidades de conservação, que são cinco novos parques estaduais. “Vamos garantir recursos federais para que esses parques realmente sejam implantados e garantam que a população possa ter mais ecoturismo, emprego e artesanato sem destruir as populações nativas e a Floresta Amazônica”, afirmou Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente.
A meta do Brasil é diminuir a emissão de CO2 ( gás carbônico) em 70% até 2017, o que significa que 4,8 bilhões de toneladas da substância não sejam “despejados” no meio ambiente. Outra alternativa para controlar a emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente é substituir as térmicas a óleo e a carvão por energia solar e eólica, que farão com que as industrias usem uma energia mais renovável.
O Ministério do Meio Ambiente apóia a implantação de compensações financeiras aos produtores rurais que deixam de desmatar, são os chamados pagamentos por serviços ambientais. Na semana passada, o ministro Carlos Minc, assinou a lei MT ( Mato Grosso) Legal , que permitirá aos produtores e pecuaristas do Estado do Mato Grosso que progressivamente recuperem as áreas degradadas, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as reservas legais.
Outra iniciativa para diminuir o desmatamento é a Operação Arco Verde, na Amazônia.O projeto procura trazer atividades agropecuárias e florestais da região da Amazônia para a legalidade. Uma das ações na operação é a criação de uma linha de crédito voltada para a recuperação ambiental de imóveis rurais. As ações emergenciais de auxílio à população local são: 120 mil cestas de alimentos distribuídas para 40 mil famílias – três cestas por família, contratação e capacitação de brigadistas para combater os incêndios nas florestas, agilidade no acesso ao Seguro Desemprego para os desempregados do município e atender 100% da demanda por benefícios previdenciários e assistenciais.
Minc explicou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário fará a regularização fundiária, entregando para cada um o título da terra, que dará crédito ao agricultor. Em compensação, ele se compromete a não desmatar, porque se fizer isso perde seu título. Depois, o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia vão dar dinheiro para pequenos negócios sustentáveis.
O Ministério do Meio Ambiente também irá adotar um novo modelo de Bacia Hidrográfica, que irá fiscalizar não só a parte de hidroelétrica, mas áreas que precisam de irrigação, de hidrovia, em que o esgoto é tão grande que o próprio abastecimento de água da população está sob risco. A primeira grande bacia analisada é do Araguaia, no Estado de Tocantins. Haverá a criação de várias eclusas para garantir trechos de rios navegáveis, o que significa abrir menos estradas, desmatar menos, ter menos caminhões a diesel circulando e irrigar cerca de um milhão de hectares de terra.








