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Energia eólica é uma alternativa de energia renovável

13/01/2008

Energia eólica é uma alternativa de energia renovável

O Brasil usa menos de 1% da tecnologia da energia eólica (divulgação)

Se todo potencial eólico do Brasil fosse convertido, seria possível gerar cerca de 272 terawatts/hora (TWh) por ano de energia elétrica, ou seja, metade do consumo brasileiro, que no ano de 2006 estava em torno de 424 TWh. É o que afirma um estudo realizado pelo físico Fernando Barros Martins e publicado na “Revista Brasileira de Ensino de Física”, na semana passada.

Atualmente o Brasil usa menos de 1% dessa tecnologia. Segundo o responsável pelo Laboratório de Instrumentação Meteorológica do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o físico Celso Thomaz, há dois fatores que justificam o pouco aproveitamento deste potencial eólico: o cultural e o econômico.

Thomaz afirma que o preço do aerogerador ainda é muito alto, por isso não compensa trocar de tecnologia dentro do sistema brasileiro. Ainda segundo o físico, outra limitação ao uso desse tipo de energia é que o Brasil não tem a cultura de buscar fontes alternativas de energia, embora haja observação da sociedade em relação ao aquecimento global.

Entretanto, para o chefe do Grupo de Energia e Meio Ambiente, Ênio Bueno Pereira, o maior problema não é o financiamento, mas sim a mão-de-obra. Pereira explica que não há reposição de pessoal para manter o conhecimento, embora o Brasil tenha excelentes institutos de pesquisa.

De acordo com Pereira o incentivo que o governo oferece para a área de energia renovável ainda é pouco. O governo deve dar subsídios, como fez com o Pró – álcool, que se tornou referência no mundo todo. “Temos que apostar nessas energias renováveis para substituir as fósseis”, ele completa.

A energia eólica só decolou um pouco no País graças ao Programa de Incentivo de Fontes Alternativas da Eletrobrás (Proinfa). A Alemanha é uma das maiores economias do mundo que incentiva a energia renovável. Cerca de 23% da energia que o país usa é eólica. Além desse, em outros países da Europa qualquer pessoa que tenha condições financeiras pode instalar um gerador ou vários geradores na sua fazenda, por exemplo.

Fonte: Folha Online (12/01/2009)

Energia eólica no Brasil e no mundo

A primeira turbina eólica comercial ligada à rede elétrica publica foi instalada em 1976, na Dinamarca. Depois disso, houve uma grande expansão, principalmente nos países desenvolvidos. Entre os países usuários da energia eólica estão Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Índia, Japão, China, França, Argentina e Tunísia.

A empresa alemã Wobben Windpower Enercom é uma das que aproveita as pesquisas sobre motores de aviões que foram aproveitados para a construção de parques eólicos. A companhia se instalou por todo o mundo, inclusive no Brasil, onde abriu uma fábrica no estado do Ceará.

Em 1999 foi construído o primeiro parque eólico do mundo sobre dunas de areia, na praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante, Ceará. Com 10 aerogeradores, tem capacidade toal instalada de 5 Megawatts (MW). Anualmente o parque produz cerca de 17 milhões de kilowatts/ hora (KWh), quantidade suficiente para suprir de forma limpa e renovável as necessidades domiciliares de uma população de 50 mil pessoas.

Nesse mesmo ano foi instalado um dos maiores parques eólicos da América Latina no município de Aquiraz, também no Ceará. Possui 20 aerogeradores e tem capacidade total instalada de 10 MW e sua produção anual chega aos 35 milhões de KWh.

A energia eólica também está presente nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Graças ao Programa de Incentivo de Fontes Alternativas da Eletrobrás (Proinfa), vários projetos estão em execução e novos parques serão inaugurados.

O Proinfa tem como objetivo aproveitar uma parte do potencial brasileiro. Segundo estimativas o País possui uma capacidade total de 143,5 gigawatts (GW), sendo 52% somente no nordeste. A faixa litorânea do Brasil apresenta ventos adequados para o aproveitamento em larga escala da energia eólica.

Fonte: Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis

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