Curso de gastronomia sem aula de culinária atrai profissionais

O movimento de Slow Food, que defende a idéia de que deve-se comer melhor e mais devagar, deixou de ser somente uma manifestação e passou a ganhar rumos mais concretos.

por Gilberto Dimenstein


O movimento de Slow Food, que defende a idéia de que deve-se comer melhor e mais devagar, deixou de ser somente uma manifestação e passou a ganhar rumos mais concretos.

No ano passado, foi lançada, na Itália, a Universidade de Ciência da Gastronomia para formar profissionais que desejam trabalhar em empresas, restaurantes, indústrias de alimentos, jornalismo culinário, marketing alimentar e planificação de políticas alimentares em governos e ONGs.

Mas, diferentemente de todas as escolas do ramo, que ensinam as pessoas a cozinhar, a universidade não tem uma aula sequer de culinária. Com cursos de especialização em ciência da comunicação alimentar e gastronômica, e gestão de empresas de produção e distribuição e alimentos, ela abre um novo campo de trabalho para profissionais da área gastronômica, que querem saber mais do que simplesmente preparar pratos magníficos.

A faculdade, se propõe, de acordo com o professor de Hotelaria e Gastronomia do Senac-SP, Marcelo Traldi Fonseca, entre outros aspectos, a analisar o comportamento humano, o ponto de vista histórico e a gestão dos processos. “O profissional da cozinha também tem que conhecer o lado humano da alimentação para compreender o comportamento das pessoas e porque elas agem de determinada forma”, comenta.

Outro caso é do executivo da Algar na área de negócios, Luismar de Oliveira, que numa das avaliações descobriu que estava com colesterol alto e em poucos meses teve uma melhora significativa. “Essa iniciativa também melhora a disposição, o humor, o nível de produtividade, a motivação e estado de bem-estar”.