por Gilberto Dimenstein
Amanhã a cidade de São Paulo lembrará Alex Vallauri, considerado o pioneiro do grafite no Brasil. Uma missa será realizada na igreja do Largo de Santa Cecília em homenagem ao artista, a intenção também é de valorizar a atividade e incentivar jovens que estão iniciando na profissão.
A data, 27 de março, ficou sendo o Dia do Grafite por ser o aniversário de morte de Vallauri. Sua importância se deu pelo fato de ter trazido a intervenção urbana para os muros da capital paulista, na década de 70. O rapaz de origem italiana, nascido na Etiópia, gostava de desenhar uma bota preta de salto alto para retratar uma moça passeando pela cidade, entre outras gravuras de cunho social.
Suas obras geralmente eram feitas através de máscaras vazadas em papelão, com as quais deixava sua marca nas paredes. Assim, ele criava a nova modalidade de arte no país. Reconhecido internacionalmente, Vallauri morreu em 1987, encerrando o primeiro ciclo do grafite brasileiro.
No último sábado, grafiteiros se reuniram na praça Benedito Calixto para pintar painéis em memória de Vallauri. Já amanhã o encontro, na missa, além de homenageá-lo, celebrará a prática da arte em São Paulo.
Veja uma releitura de um dos grafites de Vallauri, feita por Ozéas Duarte.








