Metodista contra o cigarro
Você pode baixar as peças da Campanha Antitabagismo e imprimí-las para afixar em seu estabelecimento.
Clique nos links abaixo para fazer o download das peças [PDF]:




De março até novembro, a Metodista começa uma campanha interna contra o cigarro. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre os malefícios do cigarro em locais fechados, mas de acesso público, como corredores, salas de aula, Centro de Convivência e outros locais onde a situação para os não fumantes se torna ainda mais desagradável, sem falar nos malefícios causado pela ingestão passiva.
Serão distribuídos cartazes, banners, papéis de bandeja (nos refeitórios), adesivos nos três Campi da Metodista (Rudge Ramos, Vergueiro e Planalto). O projeto foi produzido a partir de pedido da própria instituição pela Agência de Comunicação e Marketing (AGC&M) e pela Diretoria de Comunicação (Dicom).
A campanha antitabagismo da Metodista, vai ser mais leve e bem-humorada. “Há oito anos, fizemos uma campanha que visava mais à falta de respeito causada pelos fumantes. Agora, a gente achou que isso poderia trazer algum tipo de contrariedade dos alunos, por isso, desta vez, evitamos fazer algo taxativo e procuramos ser mais interativo, incitando-os a pensar nos malefícios”, completa Simone Navacinsk, coordenadora da AGC&M.
A campanha terá duas fases. No início, a ação será mais focada na conscientização sobre coisas que não combinam, se referindo diretamente aos ambientes fechados da Metodista, como salas, corredores e banheiros.
Na segunda fase, o destaque fica para uma ação inspirada no quadro do programa Pânico na TV, ‘Vô num vô’, com adesivos escritos ‘Vô apagar meu cigarro’ e ‘Num vô fumar aqui’.
Para Paulo Tarsitano, diretor da Faculdade de Publicidade, Propaganda e Turismo (FAPPT) da Metodista, as ações só irão obter sucesso com a ajuda da comunidade.
“A campanha é muito interessante, mas precisa da colaboração de todos. Por parte dos fumantes, evitar que fumem nos ambientes internos. Já os não-fumantes podem ajudar estimulando os que fumam a não praticar esse vício, seja em ambiente aberto, seja em ambiente fechado”, diz o diretor.
A luta contra o cigarro
"Não existem níveis seguros para o consumo destas substâncias.” Esse é o aviso que, há seis anos, todos podem ler em maços de cigarros. No caso, a frase se refere às mais de 4700 substâncias que compõem a fumaça resultante das tragadas. Dado este, aliás, que também é divulgado nos pacotes do produto.
Desde 2002, quando entrou em vigor uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinando que embalagens e propagandas de produtos fumígenos derivados do tabaco tivessem advertência sobre os malefícios causados. Fotos e frases como: “Não existem níveis seguros para o consumo destas substâncias”, são exemplo disso.
No Brasil, a luta se intensificou nos últimos tempos. Desde dia 2 de janeiro, por exemplo, nenhum funcionário do Metrô paulista poderá fumar nas instalações, mesmo que esteja ao ar livre. No final do ano passado, vereadores de São Paulo aprovaram lei proibindo fumar na direção do carro.
Em outros países, as medidas também tem sido drásticas. Irlanda, Grã-Bretanha e Itália introduziram lei que proíbe o fumo em escritórios, bares e restaurantes. Na entrada de 2008, passaram a vigorar regulamentos semelhantes na França e na Alemanha.
Origem e malefícios
O hábito de fumar tabaco veio dos povos indígenas do Continente Americano, que acreditavam que a inalação da fumaça da planta tinha a capacidade de curar problemas de saúde e também a utilizavam em rituais.
Ele foi incorporado à civilização ocidental após Cristóvão Colombo, em seu primeiro contato com os índios da América, ter recebido as folhas de tabaco juntamente com outros presentes oferecidas pelos nativos ao navegador.
Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de cigarro e outros derivados do tabaco podem originar cerca de 50 tipos de doenças, principalmente as cardiovasculares (como o infarto), respiratórias (enfisema, por exemplo) e vários tipos de câncer.
Impotência sexual, complicações na gravidez, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e trombose vascular são outras complicações às quais os fumantes estão expostos (veja o quadro para conferir mais dados).
Como parar de fumar
Cortar o cigarro do dia-a-dia não é fácil. Quase todo fumante já tentou largar o vício causado pela nicotina (substância que altera o funcionamento do sistema nervoso por um tempo e causa dependência, assim como a maconha, a cocaína, o LSD etc.), mas a maioria acaba voltando pouco tempo depois.
Para ajudar quem quer largar esse vício, o governo federal disponibiliza, gratuitamente, o Disque Saúde (0800-61-1997). Pela internet, existe o site do Instituto Nacional do Câncer (www.inca.gov.br/tabagismo), que oferece dados e dicas aos fumantes.
Outro site que se propõe a ajudar os fumantes é www.fumantesanonimos.org, que realiza reuniões em que pessoas que querem se livrar do fumo podem se apoiar, em formato semelhante ao realizado pelos alcoólicos anônimos.
Doenças causadas pelos derivados de tabaco
- 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora).
- 25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio.
- 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos.
- 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos.
- 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema.
- 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos).
- 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero).
- 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).








