Estudo indica que propagandas levam à obesidade infantil
09/04/2009
Alimentos que contém muito sódio e gordura contribuem para a obesidade infantil - Crédito: Agência Brasil
Um estudo publicado essa semana na revista eletrônica European Journal of Public Health mostra que limitar a exposição de crianças ao marketing de alimentos altamente calóricos pode ser uma possibilidade no esforço de tornar a dieta dos pequenos mais saudável. Os resultados sugerem que uma em cada sete crianças não seria obesa se não fossem expostas à propaganda de alimentos não saudáveis na TV.
A pesquisa realizada por pesquisadores da Austrália e dos Países Baixos afirma que já existem evidências que indicam que a propaganda de alimentos pode ser uma das causas da obesidade infantil, porém não se sabe ainda qual é a força de tal efeito. Com o objetivo de contribuir para esse debate, alguns especialistas construíram um modelo de simulação matemático para estimular os potenciais efeitos, em crianças norte-americanas com idades entre 06 e 12 anos, da exposição a comerciais televisivos de alimentos na prevalência do sobrepeso e da obesidade.
Isso significa que eles procuram estimar o quanto da prevalência da obesidade infantil pode ser atribuído à propaganda na televisão para ajudar a orientar decisões sobre até que ponto a propaganda de alimentos, de uma maneira geral, deve sofrer alguma restrição.
Esse modelo previu que se não houvesse qualquer exposição das crianças às propagandas na TV, o índice de massa corporal médio seria reduzido em 0,38kg/m2 além de diminuir a obesidade de 17,8% para 15,2%, no caso dos meninos, e de 15,9% para 13,5%, entre as meninas.
Fonte:Agência Notisa








