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Fumantes vem perdendo espaço no Brasil

13/02/2009

Fumantes vem perdendo espaço no Brasil

Campanha da Metodista contra o tagismo

A taxa de fumantes no Brasil vem diminuído cada vez mais. Tudo isso graça à proibição das propagandas e a ambientes livres do cigarro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável e mais de um terço da população mundial adulta, ou seja, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas são fumantes. No Brasil essa indústria movimenta cerca de R$8,5 bilhões por ano e atinge 16% da população.

O cerco contra o cigarro está se fechando e em muitas cidades, como Brasília, a exclusão dos fumantes acontece além das rodas de não fumantes. Nos bares da capital, assim como em repartições públicas, shoppings, restaurantes e edifícios comerciais não é permitido fumar. Essas atitudes servem de incentivo tanto para aqueles tabagistas que desejam parar , quanto para os amigos e familiares que fazem campanha contra esse vício.

A psicóloga do Programa de Cessação de Tabagismo da Amil Brasília, Eliane Schmaltz conta que mais de 90% dos pacientes que acompanha afirma que a convivência com não fumantes e a dificuldade de encontrar lugares que permitam o fumo são fatores motivacional para vencer o vício.

Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) – um dos levantamentos mais completos produzidos pelo Ministério da Saúde em 2007 – o número de fumantes diminui de 20% (levantamento produzido em 2003 pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Secretaria de Vigilância em Saúde) para 16%. Para Eliane, o novo estilo de vida social está relacionado à interrupção do tabagismo e o primeiro passo é a determinação e a conscientização dos males que o habito provoca.

Quando se trata de parar de fumar os homens são mais determinados: 25,8% pararam de fumar contra 18,6% das mulheres. Entre elas a situação é ainda pior, pois a combinação anticoncepcional e cigarro aumenta os riscos de infarto, eleva o índice de infertilidade e a predisposição à ansiedade. Pior ainda, para elas a depressão é duas vezes maior e os riscos de infarto e derrame quadriplicam.

Ações contra o Tabagismo

Em 2008, a Faculdade de Publicidade e Propaganda da Universidade Metodista lançou uma Campanha, destinada à comunidade acadêmica,  alertando para os malefícios do cigarro.Foram distribuídos cartazes, banners, papéis de bandeja (nos refeitórios) e adesivos nos três Campi da Metodista (Rudge Ramos, Vergueiro e Planalto). Leia mais aqui.

A ONG Aliança Contra o Tabagismo trabalha com a promoção de ações para diminuir o impacto sanitário, social, ambiental e econômico gerado pela produção, consumo e exposição à fumaça do tabaco. É composta por organizações da sociedade civil, associações médicas, comunidades científicas, ativistas e pessoas comprometidas com a redução da epidemia tabagista.

Sua missão é monitorar a implementação e cumprimento das medidas indicadas pela Convenção – Quadro para o Controle do Tabaco e seus protocolos, desenvolver a capacidade de controle do tabagismo em todas as regiões do País, além de promover e apoiar uma rede de organizações comprometidas com o controle do tabagismo e suas atividades correlacionadas.

A ACT acredita que a ação conjunta e transversal é a única solução viável para lidar com a epidemia do tabagismo, um grave problema de saúde pública resultante de interesses comerciais.

Mais informações no site www.actbr.org.br.

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