Estratégia para as Crises


Como a falta de gestões fortes influenciou no impacto da Operação Carne Fraca

O mundo corporativo é cheio de surpresas. Líderes de mercado sofrem crises de credibilidade repentinamente, sofrendo grandes riscos. Foi o que vimos no mês Abril de 2017, com o chamado “Escândalo da Carne”. O mundo foi tomado por dúvidas: “A carne que comemos está estragada?”, “Existem papelão, produtos cancerígenos e outras coisas impróprias para consumo nela?”.
Essa dúvida persiste na cabeça de milhares de pessoas, devido a postura que as duas maiores empresas do setor pecuarista mantiveram. Reagiram tarde à avalanche de acusações e denúncias, agindo de modo descuidado, sem clareza em seus posicionamentos.
As primeiras atitudes, notas oficiais, são impessoais e demonstram que as empresas não consideraram as preocupações dos consumidores e deixaram que diversas dúvidas e inverdades se multiplicassem, primordialmente nas redes sociais.
Para evitar este problema, deveriam ter um porta-voz, uma pessoa que passasse as informações de modo transparente, pois com notas oficiais, há espaço para qualquer tipo de informação e boatos de terceiros.
Ignorando questões importantes, ficaram mais na defensiva do que esclareceram os motivos das acusações; quais produtos foram afetados e as estratégias para solução dos problemas. Deixaram os consumidores confusos, não atentando aos princípios básicos de gestão de crise: agilidade, sinceridade, clareza, respeito com os clientes e atenção com as mídias sociais, o resultando foi perda de credibilidade.
O impacto pode ser reduzido com um programa eficaz de gerenciamento, que deve conter:
– Identificação, análise e simulação de crises;
– Escolha comitês, líderes e desenvolvimento de manuais com estratégias;
– Monitoramento de redes sociais;
– Treinamento das pessoas envolvida nestes processos.
Dessa forma, estas empresas perceberão que o tamanho da crise não tem a ver com fatos, mas com atos.

Cristiane Mitsudome – Polo de Guaianazes

Aluna do CST Marketing Ead