Chacina de Osasco: ONG Rio de Paz realiza ato contra impunidade

Chacina de Osasco: ONG Rio de Paz realiza ato contra impunidade

O Rio de Paz, filiado ao Departamento de Informações Públicas da ONU, realizou, na sexta-feira, dia 11 de agosto, das 6h às 13h, através do seu núcleo em São Paulo, um protesto para lembrar os dois anos da Chacina de Osasco e Barueri.

O ato público, que foi realizado no Museu de Artes de São Paulo (MASP) na Avenida Paulista com a presença de mães das vítimas, terá como objetivo cobrar do governo do estado de São Paulo o completo esclarecimento da chacina de Osasco. Será exigido a prisão e punição de todos os envolvidos, já que inquéritos ainda se encontram em aberto, e do grande número de investigados e suspeitos, pois apenas quatro foram indiciados até agora, sendo três policiais militares e um guarda civil, que irão a júri popular em 18 de setembro próximo.

“Todos eram inocentes. Nenhuma das vítimas tinha relação com a morte do PM e do guarda civil’, afirmou o secretário de Segurança Pública na época, Alexandre de Moraes. O corregedor da PM, Levi Félix, reconheceu que a inocência das vítimas torna os crimes ainda mais cruéis.

As famílias também desejam o pagamento de indenização, já que agentes do estado, que deveriam estar garantindo a segurança desses cidadãos, foram os responsáveis por seus assassinatos. Os familiares entraram com pedidos de indenização pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e foram obrigados a suspender as ações na justiça para negociarem com a PGE. Os familiares ainda não obtiveram qualquer previsão ou resposta, apesar de diversas tentativas e reuniões.

“Eles mataram nossos filhos, mas também nos mataram, todos os dias morremos um pouco”, diz Dona Zilda de Paula, líder das mães da chacina de Osasco e Barueri.

As próprias mães levarão faixas com as fotos de seus filhos com os dizeres “Silêncio dos Inocentes”. A ONG Rio de Paz levará placas com os nomes das 19 vítimas, que serão postas na frente do vão livre do MASP como se fossem lápides, simbolizando a morte que cada uma delas diz viver diariamente.

“É urgente que o governo do estado de São Paulo garanta que todos os envolvidos sejam punidos, as indenizações pagas e a assistência necessária seja prestada, pois foram agentes do estado que cometeram tal crueldade. O não pagamento das indenizações até agora faz com que o estado seja conivente com essa tragédia que completa dois anos. O pobre morador de periferia não tolera mais tanta violência”, afirma o pastor Antonio Carlos Costa, fundador da ONG Rio de Paz.

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