Metodista entre as 30 melhores instituições do Grande ABC

IMS recebe prêmio "Melhores dos Melhores" por case publicado na revista Livre Mercado
O IMS (Instituto Metodista de Ensino Superior) foi eleito uma das 30 melhores instituições do Grande ABC. A premiação aconteceu nesta terça-feira, dia 23, em São Bernardo, com a festa dos Melhores do Ano, do Prêmio Desempenho da revista Livre Mercado. A solenidade, realizada no Espaço Lux, reuniu dois mil convidados, entre empresários e representantes do poder público e da sociedade civil. A Metodista concorria com três indicações: pelo Colégio Metodista, pelo programa DP Online e pelos 30 anos da Faculdade de Publicidade e Propaganda. Este último foi premiado como um dos 30 melhores cases do ano, dentre mais de 100 escolhidos em junho. Nesta edição do evento, foram 38 premiados, divididos em 30 Melhores do Ano, sete Melhores dos Melhores e um Melhor dos Melhores. Além disso, o professor Alexandre Takara, da Faculdade de Educação e Letras da Metodista, foi homenageado com o título de imortal durante a premiação. Leia abaixo o case premiado: UMESP -- FACULDADE DE PUBLICIDADE, PROPAGANDA E TURISMO
Criatividade pede passagem Considerado um dos melhores do Brasil, o curso de publicidade da Metodista ganha prestígio até no Exterior Agosto está relativamente distante no calendário, mas muito presente na expectativa de centenas de estudantes da Faculdade de Publicidade, Propaganda e Turismo da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo). É quase como um segundo vestibular, já que cresce a cada ano a disputa para atuar na Agência Experimental de Comunicação Mercadológica, espécie de laboratório da FAPPT onde estudantes podem exercitar seu talento predileto -- a criatividade -- e carimbar o passaporte rumo às mais cobiçadas agências e badalados festivais de publicidade do mundo. Da Agência Experimental de Comunicação da Metodista, em São Bernardo, já saíram em quase três décadas de atividades várias dinastias de profissionais dessa área que projeta para todo o mundo a criação brasileira. Não por acaso o acesso a esse celeiro acadêmico é concorrido. Para cada vaga da unidade laboratorial há pelo menos sete candidatos, selecionados anualmente em fevereiro e agosto. Para integrar o grupo, o estudante passa por prova escrita de aptidão e entrevista. Com instalações próprias anexas ao Edifício Capa, no campus Rudge Ramos, a agência experimental reúne equipamentos de ponta semelhantes aos de agências profissionais. Diariamente, uma centena de pessoas se reveza ao longo do expediente. São professores do curso de publicidade e propaganda que formam o corpo consultivo responsável pelo apoio pedagógico, funcionários que atuam na parte técnica e alunos de diversos semestres. Além da experiência prática simultânea aos conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula, a unidade projeta os estudantes para o mercado de trabalho. "Muitas agências renomadas buscam aqui seus estagiários e funcionários" -- assegura a coordenadora Simone Navacinsk. Daí o grande interesse em trabalhar meio período, cinco dias por semana, sem remuneração. Dos alunos que compõem o seleto grupo, só 15 têm bolsa paga pela própria universidade. Os demais 65 são voluntários. Outro fator é o prestígio obtido por seguidas premiações. No ano passado, pela segunda vez consecutiva a agência da FAPPT obteve primeiro lugar na 9ª Expocom (Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação). O evento reúne produções experimentais de estudantes em cinema e vídeo, editoração, jornalismo, publicidade e propaganda, comunicação mercadológica, rádio, tevê e relações públicas. A exposição é realizada anualmente em setembro e faz parte do Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação). O órgão integra a rede nacional de sociedades científicas ligadas à SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e redes internacionais de ciências da comunicação, como Associação Latinoamericana de Pesquisadores da Comunicação, Associação Internacional para Pesquisa dos Meios de Comunicação e Federação Internacional das Associações dos Meios de Comunicação. A Agência Experimental de Comunicação Mercadológica da Metodista está estruturada em quatro unidades: propaganda, pesquisa mercadológica, promoção de vendas e web. A primeira é organizada nos moldes das agências existentes no mercado. Ali são criadas campanhas e material de divulgação para a própria universidade -- exceto material veiculado na grande mídia -- e para 42 clientes externos conquistados a partir de 2000, quando a coordenação da agência ampliou atuação. O shopping center Lapa, de São Paulo, e o Metrópole, de São Bernardo, além de instituições religiosas e de caridade, transportadoras, prestadores de serviços, bares, hotéis, escolas, construtoras, prefeituras e indústrias cujos produtos variam entre alimentos e cosméticos, do Grande ABC e de cidades vizinhas, entre outros empreendimentos, confiam a imagem de suas marcas à agência da Umesp. O setor de promoção de vendas planeja, cria e implementa estratégias de promoção para gerar vendas. Para isso, coordena participações em feiras, congressos e eventos. Organiza e acompanha a produção de materiais promocionais, displays, gôndolas, quiosques e peças de merchandising que ampliam a visibilidade dos produtos em pontos-de-venda. A unidade de pesquisa mercadológica coleta, tabula e interpreta dados sobre tendências de mercado, de modo a articular a preferência do consumidor com o planejamento da comunicação da marca. E, por último, a divisão web é responsável pelo planejamento, criação e produção de anúncios para propaganda digital, além de sites e CDs. Simone Navacinsk cita que os trabalhos custam apenas 10% do valor estipulado na tabela do sindicato do setor. "Como a agência é experimental e não visa lucro, os recursos obtidos são aplicados na aquisição de novas tecnologias" -- afirma. A unidade laboratorial é a menina dos olhos do curso de publicidade e propaganda -- em agosto de 2002 comemorou 30 anos de fundação ao lado das habilitações em jornalismo e relações públicas. Os festejos foram marcados por conquistas nacionais e internacionais. Em novembro passado, em Barcelona, na Espanha, seis trabalhos de alunos do curso foram premiados no Drac Novell -- Semana Internacional de Publicidade, que reúne profissionais e estudantes do mundo inteiro, autores de peças publicitárias para rádio, televisão e cinema. O evento é organizado pelo Gremi de Publicitat de Catalunya, entidade que agrega agências de publicidade da Catalunha. Dois filmes publicitários ficaram em primeiro lugar. Um sobre o achocolatado Toddynho, na categoria produto, e outro sobre a Associação de Cegos Desportistas, na categoria institucional. Tiveram menção honrosa quatro filmes produzidos por alunos do último semestre dos anos de 2001 e 2002. Destaque desde 76 -- O destaque publicitário da Umesp começou em 1976, quando um grupo de alunos conquistou pela primeira vez o prêmio máximo de um concurso universitário com uma campanha sobre meio ambiente. Promovida pela Rede Globo e Associação Paulista de Propaganda -- hoje Associação dos Profissionais da Propaganda --, a homenagem ainda é realizada anualmente e conta com participação das faculdades mais renomadas do País. Das 25 edições da premiação, 14 foram ganhas por alunos do curso da Umesp. "Mais importante que ganhar prêmios, é constatar a inserção de nossos jovens no mercado graças à formação profissional e humana que proporcionamos" -- considera Paulo Rogério Tarsitano, diretor da Faculdade de Publicidade, Propaganda e Turismo e um dos estudantes premiados em 1976, quando cursava o terceiro ano. Dados de pesquisa própria da Metodista mostram que mais de 80% dos ex-alunos estão empregados. "Quem ainda estuda está incluído em programas de estágios nas principais agências" -- afirma Paulo Tarsitano. Danilo Podboy, aluno do sétimo semestre, trabalhou um ano e três meses na unidade laboratorial, de onde saiu há 11 meses a convite da Leo Burnett, uma das maiores agências do País, que detém contas de anunciantes como Visa, Fiat, Phillip Morris e Procter Gamble. Ele espera ser contratado no fim do período de estágio. "Não tive dificuldade para me adaptar ao mercado. A rotina vivida na Umesp é muito parecida com a daqui. Muda apenas a dimensão do trabalho, já que os grandes clientes têm exigências mais complexas" -- compara. Aliar teoria e prática de forma interdisciplinar a partir do primeiro ano é um dos diferenciais do curso da FAPPT que asseguram as quatro estrelas concedidas pelo ranking do Guia do Estudante, da Editora Abril, ao lado das universidades federais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de Brasília, Fundação Armando Álvares Penteado, Fundação Cásper Líbero e Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Só a Escola Superior de Propaganda e Marketing obteve cinco estrelas. "No primeiro semestre o aluno vai aprendendo e aplicando, ao mesmo tempo em que aplica para aprender. Ou seja, ele já faz propaganda desde que entra na faculdade. Nossa meta permanente é diminuir a distância entre o curso e a realidade do mercado de trabalho" -- explica o diretor Paulo Tarsitano, ressaltando que o aprendizado ocorre a partir de um grande tema enfocado por todas as disciplinas. No quinto semestre, os alunos participam do Metofashion, evento para o qual organizam todas as etapas do desfile do cliente (uma empresa real), desde a locação do espaço até a seleção dos modelos. No sétimo semestre, eles criam campanha completa para uma grande empresa. Se ganharem a concorrência, têm a possibilidade de verem seu trabalho veiculado na grande mídia. Para manter o padrão de ensino, a Faculdade de Publicidade e Propaganda da Umesp conta com corpo docente que mescla doutores da academia e técnicos com experiência no mercado de trabalho. Fazem parte da infra-estrutura acadêmica quatro estúdios de tevê, três de áudio e vários laboratórios de informática equipados com o que há de mais moderno em recursos de trabalho. O projeto pedagógico do curso, que integra as disciplinas, estende-se também à avaliação. Exceto no último ano, os estudantes são avaliados por uma só prova bimestral, que contempla todos os componentes estudados no período. "Buscávamos um mecanismo que avaliasse de forma integral, mostrando o desempenho das turmas como um todo. O mercado não aceita mais o profissional de qualidade parcial" -- argumenta o diretor.