Metodista é parceira em iniciativa para solução de conflitos
Ser uma solução mais rápida e mais simples, evitando a abertura de um processo judicial e promovendo uma pacificação social é o principal objetivo do Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de São Bernardo do Campo, inaugurado nesta segunda-feira, 2 de julho, no Fórum da cidade.
O juiz coordenador do Cejusc, Leonardo Caccavali Macedo, explicou que a criação do Centro atende à resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça para solucionar conflitos por meio da mediação. “Desta maneira, são tratados outros aspectos, mais do que apenas a solução para cada caso. Com o auxílio de facilitadores, preservam-se os direitos das pessoas e o respeito à vizinha e à família.”
De acordo com o juiz, “é necessária uma mudança de mentalidade das pessoas que participam das engrenagens do poder judiciário para que haja uma cultura de pacificação social e se promova uma ampliação dos meios de acesso à Justiça”.
Macedo explicou ainda que o Cejusc também prestará serviços de informação e orientação jurídica, independente da existência de um conflito.
O desembargador Jesus de Nazareth Lofrano destacou o papel do conciliador, “uma figura essencial que pode sugerir, escutar, compreender as angústias e ver as necessidades das partes envolvidas. Por isso a importância da Psicologia neste processo”.
Atuação da Metodista no Cejusc
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia, professora Maria Geralda Heleno, explica que desde o início do ano, estagiários do 5º ano de Psicologia atuam no Fórum como conciliadores na Sessão de Conciliação e Mediação. Já os estudantes da Pós-Graduação participam com a capacitação dos facilitadores.
Segundo a docente, “o trabalho começou na comarca de Ribeirão Pires, com o juiz Glauco Leite e, a partir do que foi desenvolvido, recebemos o convite para atuar em São Bernardo, já que conhecíamos o assunto e estávamos preparados para lidar com o tema”.
De acordo com Maria Geralda, essa iniciativa leva em conta a justiça restaurativa, que se trata de “uma forma de pensar o conflito como possibilidade de superação de maneira que as partes não sejam vencedoras ou perdedoras, mas que possam reparar de fato o conflito. É um pouco diferente do acordo em que nem sempre as pessoas saem satisfeitas”.
Para ela, o objetivo é inserir práticas restaurativas nos métodos consensuais de resolução de conflitos. “Por isso é fundamental o papel da Psicologia, que fornece conhecimentos importantes para isso”.
Também devem participar do Cejusc uma equipe de professores e alunos do curso de Direito que atuarão como mediadores, o que deve ocorrer nos próximos meses.


