Questões de Método em História

Docente: Lauri Emilio Wirth
Horário: Terça-Feira, 13:30 às 16:00

1 - EMENTA

“Análise crítica de diferentes métodos historiográficos com o objetivo de aprimorar a metodologia para o estudo das religiões na América Latina. Objetivos específicos: familiarizar-se com diferentes métodos historiográficos, identificar os conceitos de história subjacentes ás diferentes metodologias; incentivar a pesquisa da história das religiões em diálogo crítico com as teologias e as culturas”. (Conf. Ementário de disciplinas)


2 - OBJETIVOS GERAIS

O curso pretende capacitar para a aplicação de métodos qualitativos na pesquisa da história das religiões e problematizar os referencias teóricos implícitos nestas metodologias. Também discute técnicas de investigação, bem como o limite e possíveis alcances de sua aplicação.


3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Exercitar a leitura crítica das teorias da historia que têm alguma incidência sobre a historiografia das religiões, principalmente na América Latina.
  • Aprofundar o referencial teórico para o estudo da relação entre história, memória e oralidade.
  • Problematizar as relações entre a teoria e as técnicas de investigação, bem como suas implicações para os resultados da pesquisa.
  • Confrontar, em estudos de caso, estratégias institucionais e táticas populares na disputa pelas memórias religiosas.

4 – AVALIAÇÃO

  • Participação em aula
  • Elaboração de fichas de leitura
  • Apresentação de seminário
  • Elaboração de uma monografia

5 - CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  • Conceitos norteadores: campo religioso, memória, tempo, espaço, representação, estratégias e táticas, objetividade, subjetividade e verdade.
  • A natureza das fontes escritas e orais.
  • A Relação sujeito objeto no uso das fontes orais.
  • Memória religiosa e transformação social: a quem serve a historiografia?
  • Entre a teoria e a técnica: exercícios de aplicação

6 - BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ALBERTI, Verena. Manual de história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

ALBERTI, Verena. Ouvir e contar. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

AMADO, Janaína. Discutindo novas metodologias para a história do cristianismo.

In: COUTINHO, Sérgio Ricardo. Religiosidades, misticismo e história no Brasil Central. Brasília: Universa Editora, 2001, p. 35-39.

AMADO, Janaína. O grande mentiroso: tradição, veracidade e imaginação em história oral. In: História n° 14 – Universidade Estadual Paulista. São Paulo, UNESP, 1995, p. 125 – 136.

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito da história. In: Obras escolhidas, vl. 1: Magia Técnica, Arte e política. 4.ed., São Paulo, Brasiliense, 1985, p. 222-232.

BOM MEIHY, J.C. Manual de história oral. São Paulo, Edições Loyola, 1996.

BOM MEIHY, J.C. Reintroduzindo a história oral no Brasil. São Paulo, FFLCH-USP, 1997.

BURKE, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas . (Tradução de Magda Lopes), 2.ed., São Paulo, Editora da Universidade Estadual Paulista, 1992.

CERTEAU, Michel de. A Escrita da história. (Tradução de Maria de Lourdes Menezes), Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1982.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. artes de fazer. Petrópolis, Vozes, 1994.

CHARTIER, Roger. À beira da falésia: a história entre certezas e inquietude. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2002.

CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro, Editora Bertrand Brasil , 1990.

]USSEL, Enrique. Aclaraciones metodológicas. In: História general de la iglesia en América Latina. Tomo I/1, Salamanca, Síguime, 1983, p 17-102.

ELIADE, Mircea; KITAGAWA, Joseph M (Eds.). Metodologia de la história de las religiones. Barcelona/Buenos Aires/México, Ediciones Paidos, 1986.

FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (org.). Usos e abusos da história oral. rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1996.

HALBWACKS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo, Edições Vértice, 1990.

JOSGRILBERG, Fábio B. Cotidiano e invenção: os espaços de Michel de Certeau. São Paulo:Escritura Editora, 2005.

LE GOFF, Jacques. A história do quotidiano. In: DUBY, G. História e Nova História. Lisboa: Teorema, 1986. REVEL, Jacques. Jogos de escalas: a experiência da micro-análise. Rio de Janeiro: FGV, 1998.

MATOS, Maria Izilda Santos. Cotidiano e Cultura: história, cidade e trabalho. São Paulo, EDUSC, 2002.

PORTELLI, Alessandro. “Formas e significado na história oral: a pesquisa como um experimento em igualdade”. In: Projeto História nº 14. São Paulo, PUC, 1997, p. 7-24.

PORTELLI, Alessandro. “O que faz a história oral diferente”. In: Projeto História nº 14. São Paulo, PUC, 1997, p. 25-39.

PORTELLI, Alessandro. “Tentando aprender um pouquinho: algumas reflexões sobre a ética na história oral”. In: Projeto História nº 15. São Paulo, PUC, 1997, p. 13-50.

SANCHIS, Pierre. O campo religioso será ainda hoje o campo das religiões? In: HOORNAERT, Eduardo. História da igreja na América Latina e no Caribe - 1945-1995: o debate motodológico. São Paulo, CEHILA/Vozes, 1995, 81 a 131.


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