O Esteticismo e a Crise Erótica na Arte
Jessé Pereira da Silva
Resumo
O autor debate a relação entre sujeito e objeto na obra de arte. Examina essa questão no contexto do problema do esteticismo. Examina a crítica de Tillich ao esteticismo. Estuda também o pensamento de Kierkegaard a respeito. O autor acha que estamos vivendo uma crise do amor em nossa civilização que afeta também a obra de arte. O autor conclui que sem o eros criativo a nossa civilização desmorona. Apóia-se em Tillich para acentuar a importância do eu auto-centrado e do amor entre as pessoas.
Palavras-chave: arte, esteticismo, Tillich, Kierkegaard, eros.
Abstract
The author studies the relation between object and subject in the work of art. He deals with this question in the context of aestheticism. He examines Tillich´s criticism to aestheticism. He also studies Kierkegaard contribution to this theme. The author thinks that we are living a crisis of love in our civilization and that this affects the work of art. He concludes that without the creative eros our civilization falls down. With Tillich he stresses the importance of a self-centered self and of love among persons.
Key-words: art, aestheticism, Tillich, Kierkegaard, eros.
Há uma pergunta sempre presente na questão da arte que é a questão se as artes expressam o sujeito ou o objeto. Mas antes mesmo desta pergunta há uma que a precede, que consiste na relação do homem como personalidade auto-integradora, com a totalidade do reino da expressão estética – o problema do esteticismo. Ela também está enraizada na estrutura sujeito-objeto do ser finito. Assim como há o intelectualismo na função cognitiva, que é o uso do intelecto sem elos, numa desintegração existencial, optando por uma exclusividade no lado formal, controlador e lógico em detrimento da totalidade da função cognitiva, há, semelhantemente, o esteticismo. Há uma crítica insistente de Tillich quanto ao esteticismo. É a tendência para monopolizar a totalidade da função estética. É a arte pela arte, que não leva em conta o conteúdo e o sentido das criações artísticas em função de sua forma. Ele priva a arte de seu caráter existencial. Tillich reconhece que nenhuma expressão artística é possível sem a forma racional criativa, mas a forma, mesmo em seu maior refinamento, é vazia se não expressa uma substância espiritual. Mesmo a criação artística mais rica e profunda pode ser destrutiva para a vida espiritual se for recebida em termos de formalismo e esteticismo. E hoje vivemos exatamente o momento histórico em que a arte torna-se cada vez mais “o predomínio da estética formalista que privilegia a natureza autônoma da obra de arte e afirma que a arte não expressa nada além de si mesma. É o que se denomina ‘arte pela arte’, ou seja, a única coisa que a arte revela é a si própria e mais nada”.
As reações emocionais da maioria das pessoas contra o esteticismo são erradas em seu juízo estético, mas verdadeiras em sua intenção fundamental. Elas são inúteis porque são meramente emocionais, ou seja, falta-lhes elementos estruturais. A emoção é impotente tanto contra o intelectualismo e o esteticismo, quanto contra o legalismo e o convencionalismo, se ela permanece mera emoção. Mas embora impotente contra a razão, ela pode ter grande poder de destruição sobre a mente, pessoal e socialmente. Emoção sem estrutura racional (no sentido, sem dúvida, da razão ontológica) se torna irracionalismo. E o irracionalismo é destrutivo em dois aspectos: se ele ataca a razão formalizada, deve ter algum conteúdo racional. Contudo, esse conteúdo não está sujeito à crítica racional e adquire seu poder da força da emoção que traz consigo. Ainda é razão, mas razão promovida irracionalmente, e portanto cega e fanática. Tem todas as qualidades do demônico, seja ela expressa em termos religiosos ou seculares. Se por outro lado o irracionalismo se esvazia a si mesmo de qualquer conteúdo, ele se torna mero sentimento subjetivo. Produz-se então um vácuo no qual a razão distorcida pode irromper sem uma resistência racional. Um exemplo disso foi o irracionalismo vazio do movimento jovem alemão, que foi solo fértil para o irracionalismo racional dos nazistas. Se a razão sacrifica suas estruturas formais, e com elas seu poder crítico, o resultado não será um sentimentalismo vazio, mas o surgimento do demoníaco de formas anti-racionais, que em geral são ajudadas por todos os instrumentos da razão técnica. Esta experiência leva os homens à pergunta pela reunião de forma e emoção.
Mas foi Kierkegaard uns dos primeiros a mostrar a relação íntima que há entre a moralidade existencial e a cultura. A cultura fornece o conteúdo da moralidade, mas a moralidade confere seriedade à cultura. A falta de seriedade para com a criatividade cultural foi chamada de esteticismo por Kierkegaard. É aatitude distanciada para com as criações culturais que são valorizadas apenas como diversão não penetrada pelo eros em relação à própria criação. Essa atitude não deveria ser confundida com o elemento lúdico na criação e recepção cultural. A atitude lúdica é uma das expressões mais características da liberdade do espírito, e há uma seriedade nela que em nada é inferior à seriedade do trabalho necessário. Onde há seriedade, há a força, consciente ou inconsciente, do caráter incondicional do imperativo moral.
Uma cultura que perde essa orientação em sua tarefa criativa se torna vazia e auto-destrutiva, e uma moralidade que se estabelece, em contraste, como “fuga à seriedade”, nega sua própria seriedade por uma auto-constituição vazia, pessoal ou comunitária, ou como no caso de um moralismo que contesta a cultura. Em ambos os casos há a falta de um amor unificador que produz o conflito. Numa comunidade espiritual não existe distanciamento estético; existe a seriedade daqueles que buscam experimentar o último em ser e sentido mediante cada forma e tarefa culturais. São necessárias a seriedade moral e a abertura cultural.
É claro que Tillich não diria que é obrigação da arte ser o tempo todo assim. Mas o que ele diria é que a arte é mais arte se nela estiver presente o conteúdo existencial e a substância espiritual. O sujeito pode transformar qualquer objeto em “nada mais que mero objeto” usando-o para si mesmo em vez de tentar penetrá-lo numa reunião daquilo que está separado. A função estética – seja pré-artística ou artística – cria imagens que são objetos de prazer estético. Esse prazer se baseia no poder expressivo de uma criação estética, mesmo que o tema seja feio ou terrível. O prazer de imagens criadas esteticamente, pré-artísticas ou artísticas, está de acordo com a criatividade do espírito. Mas o esteticismo, ao mesmo tempo em que aceita esse prazer, retira-se de qualquer participação. O impacto da Presença Espiritual, ao unir sujeito e objeto, torna impossível o esteticismo.
Dessa forma, à questão de se as artes expressam o sujeito ou o objeto, a resposta é óbvia: nem um nem outro. Sujeito e objeto devem estar unidos numa criação através da função estética. Essa questão tem conseqüência para a valoração dos diferentes estilos artísticos. Em cada estilo a relação de sujeito e objeto é diferente; daí surge a questão se existe um estilo que seja mais teônomo do que outros ou que seja teônomo contra outros. É muito difícil fazer essa afirmação, mas deve ser feita.
O perigo, na visão de Tillich, está justamente em que a atitude esteticista deixa de perceber a diferença decisiva que há entre os alvos intrínsecos do processo natural da vida e os alvos externos, propositais das produções técnicas humanas que não são produzidos por tal processo, mas nos abrem a possibilidades infinitas. É claro que a arte esteticista continua sendo aquela que só pode ser produzida pelo ser humano, pelo ato livre, sendo um ato de escolha. Mas ela freqüentemente não leva a sério o suficiente a questão da perversão da relação de meios e fins pelo caráter ilimitado destas mesmas possibilidades. Em outras palavras, no esteticismo, os meios se tornam fins simplesmente porque são possíveis. Mas se possibilidades se tornam metas simplesmente porque são possibilidades, perde-se o sentido genuíno do que seja meta. Cada possibilidade pode ser atualizada. Não se apresenta nenhuma resistência em nome de um fim último. A produção de meios se torna um fim em si mesma, como no caso de um falador compulsivo, em que o falar se converte num fim em si mesmo. Esta pode bem ser uma forte tendência de nossa situação. Para Tillich, esta distorção pode afetar toda uma cultura na qual a produção de meios se torna um fim para além do qual não se divisa nenhum outro. Esse problema, intrínseco de uma cultura técnica, não nega o significado da tecnologia, mas mostra a sua ambigüidade em toda a sua evidência.
Hoje, diz-se que não há o desejo de reunir nada na arte porque não há nada a ser reunido, além do que, apenas a afirmação material do contexto nos basta. Esta atitude, muito provavelmente pode indicar a crise, na verdade, não da arte, mas antes dela, a crise do amor. A crise do Eros em nossa sociedade acarreta conseqüências sérias em várias atividades, inclusive na arte.
Nos dias de hoje, Eros é considerado a mesma coisa que erotismo ou excitação sexual. Mas levamos um choque quando lemos em Agostinho que “Eros é a força que impele o homem para Deus”. Este contraste deve-se menos à vontade agostiniana de ver o divino em tudo do que à deteriorização drástica sofrida pelo termo.
Naturalmente Eros incorpora o sexo, mas ele é muito mais que isto. Ao soprar nas narinas das formas de barro do homem e da mulher, deu-lhes o espírito da vida. Eros é então o doador do espírito vital, em contraste com a função sexual como válvula de escape da tensão. Eros, entre os quatro deuses originais, é o criador da vida. O sexo pode ser definido de maneira bastante adequada em termos fisiológicos como a excitação das tensões fisiológicas e sua satisfação. Eros, ao contrário, é a vivência das intenções pessoais e o significado do ato. Enquanto sexo é um ritmo de estímulo-resposta, Eros é um estado do ser. O prazer do sexo é descrito por Freud e outros como a redução da tensão; no Eros não desejamos ser libertados da excitação, e sim nos agarramos a ela. Nela nos comprazemos e até a aumentamos. A finalidade do sexo é a gratificação, o gozo e o alívio da tensão, mas no Eros o que há é o desejo de expandir, prolongar, ampliar, esticar o desejo ao máximo que pudermos, aumentando a possibilidade de colher dele toda a riqueza e esplendor que formos capazes. Em Eros não procuramos alívio e sim cultivo e formação de um mundo.
Sexo, vem do latim sexus, seccionar, significando separação, divisão, distinção. Eros, pelo contrário, é desejo ardente, aspiração de amar. Nem os gregos nem os latinos usavam muito a palavra sexus. Estava muito mais próxima de um contexto zoológico para expressar o que é meramente animal (phylon, ligada a raça). Eros assume as asas da imaginação humana e transcende todas as técnicas e modelos, zombando de orientações padronizadas, mecânicas ou banalizadas do amor, indo além da mera manipulação do corpo. Participo de formas fisiológicas sim, mas também de possibilidades, planos e significados, dimensões estéticas e éticas. Para os gregos, o conhecimento e até a bondade tinham o impulso de Eros como base. Eros é o que nos impele à união com aquilo a que pertencemos – união com nossas próprias possibilidades, com pessoas significativas do nosso mundo, em relação a quem descobrimos nossa auto-realização. Eros não é necessidade, é desejo e vontade. O central na finalidade de Eros não é o orgasmo como centro, mas união com o outro em alegria e paixão, busca de novas experiências, de troca que amplie e aprofunde o ser de ambos. Após o sexo, nossa tendência é adormecer, mas no Eros desejamos ficar despertos, pensando no amado, recordando, saboreando, descobrindo novas facetas, recriações – o que os chineses chamam de múltiplo esplendor. Em Eros, rompemos as forças do isolamento tanto interiormente como objetivamente. Deixamos de experimentar um contato de indivíduos, mas uma genuína união. Surge uma nova gestalt, um novo estado de ser. Em outras palavras, Eros nos impele a nos transcender. Em direção ao outro e em direção ao mundo e à vida. Não é de se admirar que não houve necessidade de se transformar o sexo como uma função normal do corpo num deus.
Eros não é um Deus no sentido de estar acima do homem e sim a força que une todas as coisas e todos os homens. Ele é formador, dá forma interior nas relações, a forma singular da pessoa ou objeto amado e unir-se a essa forma. É o espírito criador no homem. Dentro do impulso, da atração estão presentes a ânsia do conhecimento, a busca de relações autênticas. Em Eros nos aproximamos da poesia e da invenção e também da bondade ética. A criatividade envolvida em Eros é o ponto mais próximo da imortalidade. Os pais da igreja já viam isto. Diziam que o amor era o remédio contra a mortalidade.
Sem a dimensão erótica, a arte perde o poder de ser um importante ato de espiritualidade e recriador da cultura porque Eros é o poder de superação entre o sujeito artístico e o objeto de expressão do qual lança mão na situação em que vive. O poder criativo encontrava-se no intervalo alquímico que surge da relação entre um e outro. Sem o Eros, perdemos a força para o todo, o impulso para dar sentido e forma ao diferente. Passamos a ser tomados pelo disforme, mas não como movimento intrínseco da transformação, mas como ficar preso na indeterminação e na não-direção e na desintegração.
Nossa cultura quer nos convencer que o erótico é muito mais destruidor do que construtor. A atração erótica não é para o ajuste, mas para a contínua regeneração de quem ama. Assim pensavam os gregos. Mas eles também já sabiam da tendência para reduzir Eros à epithymia, ou em latim, libido ou concupiscência – o simples desejo sexual. Insistiam que o biológico não fosse negado e sim incorporado em Eros que nos traz de volta para a poesia, o espírito artístico e criador, como vemos no seguinte trecho:
“Os que estão grávidos apenas no corpo procuram as mulheres e geram crianças – tal é o caráter do seu amor; sua prole, segundo esperam, conservará sua memória e lhes dará a imortalidade que desejam no futuro. Mas as almas grávidas – pois existem com certeza homens mais criativos na alma que no corpo – concebem que é correto para a alma conceber ou conter. Conseguem ser sábios e virtuosos. E tais criadores são poetas e artistas merecedores do nome de inventor.”
Tillich salienta que mesmo no nível da epitimia há um “mal entendido se ela for definida como o mero desejo por prazer.” Ela deseja comida, movimento, crescimento, participação num grupo, união sexual, etc. A satisfação destes desejos é acompanhada por prazer. Mas não é somente o prazer como tal que é desejado e sim a união com aquilo que realiza o desejo.
Mas é a dimensão erótica que faz o corpo se mover em totalidade – o biológico em abertura para participar, via imaginação e sensibilidade emocional e espiritual. Temos a reunião de fato e valor. Ele encontra-se tanto dentro quanto fora da pessoa. Mesmo Nietzsche enfatizou a importância de Eros na dimensão do amor fati – ou seja, Eros no amor do próprio destino. É ele que nos dá força para que apesar do estado de finitude irremediável, ainda assim podemos lutar perenemente com a fraqueza e a morte. “Ao tentarmos traçar um contraste radical entre agape e eros”, diz Tillich, “nem percebemos que tal contraste pressupõe a identificação de Eros e Epitimia. Há epitimia todo Eros, mas Eros transcende epitimia.”
De fato, desejo satisfeito é prazer e desejo não realizado é dor. Mas é uma “distorção do próprio processo da vida se derivarmos destes fatos o princípio de prazer-e-dor no sentido de que a vida consiste essencialmente em fuga da dor e busca de prazer. Quando isto acontece a vida é corrompida. Somente vida corrompida segue o princípio do prazer-e-dor. A vida busca aquilo que ela tem no querer. Busca a união com o que está separado e ao qual pertence.” A teoria de Freud não deveria nos levar à valorização da forma pervertida de libido. Se ele interpreta a libido como a busca do prazer pelo prazer, está equivocado. Mas o fato de Freud não mencionar Eros nos primeiros dois terços de sua vida e obras não significa que teria concordado com nosso evangelho contemporâneo de livre expressão. Teria ficado surpreendido com os debates de nossa cultura relativos a fazer o que ocorre naturalmente. Em 1912 escreveu:
“ Pode ser facilmente demonstrado que o valor psíquico do impulso erótico torna-se mais reduzido na medida da facilidade de sua satisfação. É preciso um obstáculo para incrementar a libido; e onde as resistências naturais à satisfação não foram suficientes, os homens de todos os tempos ergueram barreiras convencionais, a fim de gozar do amor. Isto é exato tanto dos indivíduos como das nações. Nos tempos em que não houve nenhum obstáculo à satisfação sexual, como talvez no declínio das antigas civilizações, o amor tornou-se sem valor, a vida vazia, e foi necessário vigorosa reação para restabelecer os indispensáveis valores afetivos.”
O dilema que enfrentamos em nossa cultura é similar ao que Freud encontrou – a suposição de que o verdadeiro alvo da existência é a satisfação de impulsos que conduzem o sexo ao beco sem saída do tédio e da banalização. Eros, arrastando-nos para frente, volta-se ao reino das possibilidades, ao alcance da imaginação e intencionalidades humanas. Para nós, Eros se tornou numa criança doente. Mas nós não somos os primeiros a viver a banalização do Eros. Há uma tendência nas civilizações a domesticar Eros para encaixá-lo nas necessidades da cultura, transformando o poder que traz à vida num enfraquecimento até tornar-se o objetivo da facilidade perpétua, da afluência e finalmente, da apatia.
Notemos como não existe guerra entre sexo e tecnologia. As invenções tecnológicas ajudam cada vez mais a tornar o sexo mais seguro, disponível e eficiente. Hoje, acabaram de ser inventados os órgãos sexuais artificiais para serem acoplados ao computador. Contudo, a relação entre Eros e tecnologia não é tão tranqüila. O amante, como poeta, é uma ameaça para a fabricação em série. Eros é irregular e nos arranca da fixação ao objetivismo. A tecnologia exige regularidade, previsibilidade e é governada pelo relógio. O Eros luta contra todos os conceitos operacionais e limitações de tempo.
Nosso élan artístico perdeu Eros. E há muitos que aplaudem como sucesso esta perda. Rougemont, psicanalista, escreveu:
“Sem a submissão sexual, que as chamadas tendências puritanas nos impuseram desde que a Europa existe, não haveria em nossa civilização nada além do que há nas chamadas nações subdesenvolvidas e menos ainda, sem dúvida: não haveria trabalho, esforço organizado, ou a tecnologia que criou o mundo atual. Não haveria também o problema do erotismo! Os autores eróticos esquecem ingenuamente este fato, comprometidos com sua paixão poética ou moralizadora, que com freqüência os aliena da verdadeira natureza dos ‘fatos da vida’ e de seus elos complexos com a economia, a sociedade e a cultura.”
O que são os verdadeiros fatos da vida? A submissão da vida a complexos econômicos mecanicistas ou à vitalidade de uma cultura? É uma questão de opção. Quando um alívio de tensão torna-se tão importante a ponto de que, para sua aquisição, temos que dispor de nosso Eros criativo, então está garantida a queda da civilização. Tillich nos deixa um conselho:
“Sem a existência de um ser auto-centrado, nem o eros criativo nem o eros religioso é possível. Seres sem um centro pessoal estão sem Eros, embora com epitimia. Aquele que não pode relacionar-se como um Eu a um Tu, não pode amar um amigo e não pode amar a expressão artística da realidade última.”
TILLICH, Paul. Teologia sistemática. São Paulo/São Leopoldo, Edições Paulinas/Sinodal, 1987, p. 536
Idem , p. 82
CALVANI, Carlos Eduardo B. Teologia e MPB. São Paulo, Loyola e Umesp, 1998, p. 75
TILLICH, Paul. Teologia sistemática., p. 82
Idem , p. 85
TILLICH, Paul. Teologia sistemática, p. 507-508
Idem, p. 508
Idem, p. 580
Idem, p. 432
BOIS, Yve-Alain. Opacités de la sculpture . In : Critique, fevereiro de 1979, n. 381, ps. 183-214
AUDEN, W. H. (Ed.) The Portable Greek Reader. New York , Viking Press, 1948, p. 495
TILLICH, Paul. Love, Power and Justice. New York and London , Oxford University Press, 1954, p. 29
Citado em MAY, Rollo. Amor e vontade – eros e repressão . Petrópolis, Vozes, 1992, p. 88
TILLICH, Paul. Love, Power and Justice. Op. cit., p. 30
TILLICH, Paul. Love, Power and Justice. Op. cit., p. 29
FREUD, Sigmund. A tendência universal para o aviltamento na esfera do amor . In: The complete psychological Works of Sigmund Freud, London , Hogarth Press, 1961, xi, p. 187-8.
ROUGEMONT, Denis de. The Myths of Love. New York , Pantheon Books, 1963.
TILLICH, Paul. Love,Ppower and Justice. Op. cit., p. 31
Jessé Pereira da Silva é mestre e doutorando em Ciências da Religião pela UMESP. É membro do grupo de pesquisa sobre Paul Tillich e professor de Inglês.








