Nova tradução da sistemática
Etienne A. Higuet
TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Leopoldo – RS, Escola Superior de Teologia e Edição Sinodal, 5ª. Revista, 2005. Tradução: Getúlio Bertelli e Geraldo Korndörfer. Revisão: Enio Mueller.
Trata-se de uma revisão completa da antiga tradução portuguesa da Teologia Sistemática de Paul Tillich. Várias inadequações, tanto de tradução como de revisão editorial, tornaram premente uma nova edição totalmente revisada desta que é uma das principais obras teológicas da história do cristianismo. No primeiro estágio, Geraldo Korndörfer fez uma revisão completa da tradução existente, a partir de uma leitura, linha por linha, do original inglês. Em vários lugares, a tradução alemã foi usada para esclarecer aspectos difíceis do texto. Milhares de alterações foram introduzidas na antiga tradução, o que resultou praticamente numa nova tradução. No segundo estágio, o da revisão técnica, o texto foi novamente submetido pelo professor Enio Mueller a uma meticulosa leitura à luz do texto original e adequado aos conhecimentos que hoje possuímos na pesquisa especializada sobre Paul Tillich. Um terceiro estágio foi a cuidadosa leitura de provas realizada por Luís Marcos Sander. Para poder compreender em toda a sua extensão e profundidade o pensamento de Tillich, os tradutores procuraram inteirar-se da complexa trama e da terminologia filosófica e teológica alemã dos séculos 19 e 20. Consultaram também diversas traduções em português de obras pertencendo a esses gêneros na mesma época. Levaram em conta a dificuldade que o próprio Tillich encontrou, para traduzir o próprio pensamento na língua inglesa. O prefácio já aponta para vários exemplos significativos, como as categorias aristotélicas de “ato” e “potência”, a categoria tillichiana de “poder de ser”, as palavras inglesas anxiety e demonic. No final do prefácio, Enio Mueller reafirma “a certeza de que a Teologia Sistemática, que marcou profundamente a atmosfera teológica do século 20, encerra em si um rico potencial para a teologia do século 21, não por último na América Latina e no Brasil.”