A Noção de Pecado Como Alienação Em Paul Tillich

Notas de leitura a partir do pensamento de Gianni Vattimo

Cleber A. S. Baleeiro [1]

Resumo
Que significa “pecado” no pensamento de Paul Tillich? E como esse significado pode relacionar-se ao com o pensamento pós-metafísico de Gianni Vattimo? Creio que essas duas questões orientam esse breve ensaio. O artigo trata, em primeiro lugar, da relação entre alienação e pecado. A manifestação da alienação como separação do homem do ser de Deus, do seu ser e do ser do mundo é denominada como descrença, como hybris e como concupiscência. Em segundo lugar, a alienação é, ao mesmo tempo, destino do homem, algo a que ele não pode fugir, e conseqüência de sua liberdade. A leitura de Tillich a partir de Vattimo permite perceber que o maior distanciamento entre os dois autores está na ontologia, o ser aparecendo ou não como fundamento estável. Ao contrário, eles se aproximam quanto à relação entre amor e pecado.
Palavras-chave: Paul Tillich, Gianni Vattimo, Pós-modernidade, pecado, alienação, amor.

THE NOTION OF SIN AS ALIENATION IN PAUL TILLICH

Notes from a reading departing from Gianni Vattimo’s thought

Cleber A. S. Baleeiro

Abstract
What means “sin” in Paul Tillich’s thought? How this meaning can relate with Gianni Vat-timo’s postmetaphysical thinking? I believe these two questions guide this paper. Firstly, we have dealt with the relation between alienation and sin. The manifestation of alienation as man’s separation from God’s being, from his being and from world’s being is denominated as desbelief, as hybris and as concupiscence. Secondly, alienation is, at the same time, man’s fate, something from which he is not able to flee, and the consequence of his free-dom. We have observed when reading Tillich departing from Vattimo that the most distance between both of them is on ontology, that is, the appearance or not of the being as stable ground. We can find out an approach between Tillich and Vattimo in the relation between love and sin.
Keywords: Paul Tillich, Gianni Vattimo, Postmodernity, sin, alienation, love.

  1. Que significa “pecado” no pensamento de Paul Tillich? E como esse significado pode relacionar-se com o pensamento pós-metafísico de Gianni Vattimo? Creio que essas duas questões podem nos indicar um indício de caminho de leitura. Não pretendo fazer uma ex-posição detalhada da compreensão tillichiana de pecado, visto que outros já o fizeram [2] , a-lém de não caber às intenções deste texto. Pretendo apenas destacar pontos que considero mais importantes, tentando observar onde o filósofo de Turim se distancia, se aproxima, pode criticar e que contribuições pode oferecer. É claro que minha escolha por alguns pon-tos implica na não-escolha de outros, mas não é meu desejo fazer uma leitura sistemática ou descritiva, mas uma leitura livre de forma que aproxime esses pensadores que em alguns momentos parecem tão diferentes um do outro. Quero me deter apenas na Teologia Siste-mática, mostra da moderna metafísica do nosso teólogo, e, por fins metodológicos, mais especificamente na terceira parte, A existência e o Cristo, que relaciona pecado a aliena-ção, ficando de fora a noção de pecado como ambigüidade, exposta principalmente na quar-ta parte, A vida e o Espírito. Estou interessado apenas nessa noção de pecado, sem me preocupar com seus desdobramentos na teologia tillichiana, como sua relação com o mal ou a pergunta pelo Novo Ser.
  2. Tillich, partindo de seu método de correlação, estabelece uma relação entre alienação e pecado, sendo que não há aqui uma superação ou substituição de conceitos, também não são sinônimos, mas a idéia de alienação ajuda a interpretar a mal interpretada idéia de peca-do. Pecado como alienação é o afastamento do ser humano daquilo a que pertence. Seja do seu próprio ser, seja do ser de Deus. Textualmente ele diz:
[...] A palavra “pecado” não pode ser desconsiderada. Ela expressa aquilo que está implícito na palavra “alienação”, a saber, o ato pessoal de se afastar daquilo a que pertencemos. Pecado expressa com mais agudeza o caráter pessoal de alienação por sobre seu aspecto trágico. Ele expressa liberdade pessoal e culpa em contraste com a culpa trágica e com o destino universal de alienação. A palavra “pecado” pode e deve ser restaurada, não só porque a literatura clássica e a liturgia continu-amente a empregam, mas mais particularmente porque a palavra tem uma agudeza que aponta marcadamente para o elemento de responsabilidade pessoal na própria alienação. A condição humana é de alienação, mas essa alienação é pecado. Não é um estado e coisas, como leis da natureza, mas uma questão tanto de liberdade pessoal como de destino universal. Por esse motivo o termo “pecado” deve ser u-sado depois de reinterpretado religiosamente. Um instrumental importante para essa reinterpretação é o termo alienação (1987, p. 279).

Alienação não é um termo encontrado nas páginas da Bíblia mas está implícito nas narrati-vas e descrições da condição humana, sendo assim, pode ser usado para descrever a situação da humanidade. Tillich (1987, p. 279) diz que em Paulo o termo “pecado” geralmente apa-rece no singular e sem artigo, apontando-o como o estado de alienação do mundo, diferente dos “pecados” da cristandade, que apontavam para “desvios das leis morais”. Vattimo, em Acreditar em acreditar (1998, p. 87), diz, partindo da tradição bíblica, que da mesma forma que a circuncisão, como condição para se fazer parte do povo de Deus, e a guarda do sábado foram revogadas, alguns pecados (que ainda são considerados pecados) também de-veriam ser. Nesse ponto acabamos por entender que Tillich e Vattimo partem de sentidos diferentes mas convergentes da noção de pecado. O que Vattimo deseja abolir não é o “pe-cado” mas os “pecados”. Vattimo fala a partir da compreensão de pecado como quebra de preceitos morais sexuais e familiares pregados pela Igreja Católica (e também pelas igrejas protestantes), a quem ele tem duramente criticado.

  1. A manifestação da alienação como separação do homem do ser de Deus, do seu ser e do ser do mundo é denominada como descrença, como hybris e como concupiscência. A descrença é o afastamento do ser humano do seu fundamento, Deus, o ser-em-si, em conhe-cimento, vontade e emoção. Nesse ponto possivelmente reside o maior distanciamento entre Tillich e Vattimo. “Deus é o ser-em-si” (TILLICH, 1987, p. 199), ou seja, aquele que basta a si mesmo não precisando de fundamento e, segundo Maraschin (2006, p. 216), é o próprio fundamento do ser: “No caso da teologia de Tillich, o fundamento proposto é um conceito, uma vez que o ‘ser-em-si’ é o próprio fundamento”. Na tradição metafísica, o fundamento do ser sempre foi relacionado a Deus, isso desde Aristóteles, passando por Agostinho, até Tillich. Vattimo não aceita essa relação entre Deus e o fundamento do ser, já que, a partir do anúncio nietzscheano da morte de Deus e do anúncio heideggeriano de fim da metafísica tornou-se impossível conceber a idéia de fundamento. Isso não quer dizer que morte Deus ou fim da metafísica significam o fim ou a desconsideração da idéia de Deus ou de religião, mas que Deus deixa de ser fundamento, porque, na verdade, não há um fundamento absolu-to. Em Depois da cristandade, Vattimo afirma (p. 31) que “é quando refletimos sobre essas dificuldades, ligadas aos êxitos do fim da metafísica e da morte de Deus, que, a meu ver, a filosofia encontra a religião, não mais apenas como uma possibilidade aberta ‘negati-vamente’, a partir do reconhecimento de sua própria fraqueza”. Essa fraqueza a que se refe-re é a diluição das estruturas fortes da metafísica (como por exemplo a idéia de fundamento) que por mais de dois milênios conduziram a reflexão filosófica – e também teológica. Mais do que ateísmo, um pensamento fraco, ou seja, livre de fundamentos absolutos, para Vatti-mo constitui-se nova oportunidade para a fé e a religião. Nesse sentido talvez, diferente de Tillich, Vattimo compreenda pecado – em sua marca como descrença – como um fato (ou melhor, destino) positivo quando se desvincula da idéia de fundamento.
  2. Sendo a alienação como descrença o afastamento do homem do ser de Deus (de seu fun-damento absoluto), pode-se então, numa perspectiva pós-metafísica, enxergar a descrença como face positiva do pecado? Para Tillich (1987, p. 280), a alienação como descrença é o afastamento do homem de seu fundamento (Deus) e a volta para si mesmo e para seu mun-do. Isso reflete a liberdade – que é finita, visto que sempre se esbarra na liberdade do outro (1987, p. 268) – e o destino – já que, dentro da tradição que remete a Agostinho, Lutero e Calvino, não se pode evitar totalmente o pecado (1987, p. 275). Descrença não pode ser confundida com amor-próprio. Na condição essencial, deve-se amar a si sem deixar de amar a Deus. Nesse ponto, alienação como descrença se confunde com alienação como hybris, que é o não reconhecimento de sua finitude, que leva o homem a se elevar à esfera divina. Creio que cabe aqui a crítica vattimiana ao humanismo, que se vê em crise com o fim da metafísica. Não estou associando diretamente a hybris, mencionada por Tillich, ao huma-nismo, mas entendo que a crítica vattimiana possa ser aplicada. Mas a idéia de se abandonar Deus como fundamento não seria positiva? Não quando se abandona um fundamento e se elege outro. No caso da hybris, Deus deixa de ser fundamento (ou centro) e o homem é posto em seu lugar. Vattimo (2002, p. 17) já afirmou que “a negação de Deus, ou o registro de sua morte, não pode dar lugar hoje a nenhuma ‘reapropriação’ pelo homem de uma sua essência alienada no fetiche do divino”. A idéia de fundamento continua a existir, ou seja, o humanismo (ou no caso de Tillich, hybris) nessa perspectiva simplesmente transforma o fundamento-Deus em fundamento-homem. Por isso, “não há humanismo a não ser como desenvolvimento de uma metafísica [...] o homem só mantém a posição de ‘centro’ da reali-dade, a que alude a concepção corrente de humanismo, por força de referência a um Grund que lhe garante esse papel” (VATTIMO, 2002, p.19). Sendo assim, hybris como presunção ou soberba do homem de se colocar no lugar de Deus reflete ainda a idéia de um fundamento.
  3. Percebemos a ligação de Tillich com o platonismo e, conseqüentemente, com a metafí-sica clássica quando afirma que o homem não reconhecendo a sua a finitude (hybris) con-funde sua verdade parcial com a verdade absoluta, sua bondade limitada com a bondade absoluta, sua criatividade cultural com a criatividade divina (TILLICH, 1987, p. 283). Tilli-ch evoca aqui a idéia de perfeição (infinitude) de Deus em contraste com a imperfeição (fi-nitude) do homem, ou seja, verdade-em-si, bondade-em-si, criatividade-em-si, etc. não são atributos do homem (ou usando a expressão de Platão, do mundo sensível). Ainda que a concepção de que o homem é preso à finitude pareça, de certa forma, impossibilitar absolu-tismos, existe ainda o perigo do Deus infinito – que é absoluto enquanto fundamento. Vat-timo diz que a metafísica deve ser superada por sua idéia de verdade ou absolutos. Ele a associa à violência quando afirma: “Se existe natureza verdadeira das coisas, há também sempre uma autoridade – o Papa, o partido, o cientista ‘objetivo’, etc. – que a conhece me-lhor do que eu e que pode impô-la também contra a minha vontade. Para que serve insistir na objetividade e na realidade do verdadeiro senão para garantir autoridade a alguém?” [3] . Sendo assim, superar a metafísica é uma questão ética. Não havendo verdade absoluta não há conhecedor da verdade ou “dono da verdade” que domine e imponha sua vontade sobre aquele que não conhece. O fundamentalismo religioso, os governos totalitários são exem-plos de dominação pela verdade. Mas ainda que, segundo Tillich, não seja possível ao ho-mem o acesso à verdade-em-si, à bondade-em-si, à criatividade-em-si, etc., a idéia de que existem absolutos mesmo fora do homem pode conduzir a essa mesma violência: mesmo na finitude, conhece mais a verdade, é mais bondoso e criativo aquele que mais se aproxima de Deus. Voltando à argumentação vattimiana sobre a crise do humanismo, este entra em crise por causa do anúncio da morte de Deus, em outras palavras, o humanismo se desestabiliza pela perda do fundamento que não é necessariamente o homem. Superar a idéia de absolutos que fundamenta as categorias do pensamento ocidental é para Vattimo uma forma de criar uma cultura de paz.
  4. Tillich também identifica uma outra marca da alienação: a concupiscência (concupiscentia). Isto é, o desejo do homem de atrair para si o conjunto todo da realidade. A concupiscência se dá pela finitude. “A possibilidade de alcançar abundância ilimitada é a tentação do homem que é um eu e possui e mundo” (TILLICH, 1987, p. 284). Essa marca da alienação tem sido em alguns momentos da história do cristianismo identificada com o sexo. Tillich afirma que em Agostinho isso aparece como herança neoplatônica que com-preende o corpo como mau e conseqüentemente desvaloriza o sexo, mas acha “inconsistente e difícil de entender” como esses resquícios ainda persistiam nos reformadores. A identifi-cação de concupiscência com sexo não permite vislumbrar o “estado de alienação geral” e, nesse sentido, torna-se um termo que pode ser descartado. Por essa interpretação “A igreja nunca foi capaz de tratar adequadamente deste problema ético e religioso central. Poderia ser de grande ajuda para superar essa situação se houvesse um reposicionamento com rela-ção ao sentido da palavra ‘concupiscência’” (TILLICH, 1987, p. 284). Para Vattimo, a idéia de que existem pecados, que o são enquanto tais, com base numa lei natural, “dentro de uma visão metafísica de essências” (1998, p. 87) é que identifica de forma tão próxima sexo e pecado. Por isso, e também por sua condição homossexual (condição de pecado), ele critica tenazmente a moral sexual católica (e de forma geral, cristã). Em tom bastante pessoal, ele afirma que começou a se preocupar com a lei natural, a qual as igrejas têm se utilizado para fundamentar sua moral, por dois motivos: o primeiro de ordem filosófica e o segundo de ordem pessoal. O primeiro se deu quando começou a ler Nietzsche e o segundo quando “tomara consciência de que pertencia a uma minoria sexual, entregue àquilo que o catecis-mo chamava vício contranatural, pecado contra o Espírito Santo, ou qualquer coisa do gêne-ro” (VATTIMO, 1998, p. 69). Essa identificação de “pecado” (como Paulo entende, no sin-gular e sem artigo) com “pecados”, especificamente na identificação de concupiscência com sexualidade, é o que Tillich afirma que precisa ser superada. E aqui Vattimo se aproxima do teólogo quando também propõe desvincular pecado e sexualidade, só que nesse caso, bus-cando superar a metafísica em seu caráter violento.
  5. Tillich também afirma que a alienação é “fato” e “ato”. Que isso significa? A alienação é, ao mesmo tempo, destino do homem, algo a que ele não pode fugir, e conseqüência de sua liberdade. Mas essa liberdade está enraizada no destino universal. Por isso, ele afirma:
[...] é impossível separar pecado como fato de pecado como ato. Ambos estão en-trelaçados, e sua união é uma experiência imediata de quem quer que se sinta cul-pado. Mesmo que se assuma plena responsabilidade por um ato de alienação – como se deveria fazer – também se está consciente de que este ato é dependente do próprio ser total, incluindo atos do passado e o destino que é próprio e especial, bem como o destino universal da humanidade como um todo (TILLICH, 1987, p. 287).

Tillich constantemente enfatiza a consciência de culpa mesmo diante do destino de aliena-ção. A graça é a antítese do pecado. É ela quem resolve o problema do sentimento de culpa. Enquanto pecado é alienação, graça é reconciliação. A ênfase na culpabilidade e na graça como reconciliadora reflete a idéia de salvação. Por isso, Maraschin (1995, p. 77) afirma que Tillich, “seguindo o modelo tradicional da ênfase na ‘perdição’, sua teologia nada mais faz do que traduzir em linguagem filosófica a mesma preocupação de outras teologias tanto medievais como mais recentes (principalmente nos meios evangélicos) com a ‘salvação’ e os mecanismos para alcançá-la”. Essa noção (protestante) de graça, apesar de ter gerado um rígido moralismo, dá certeza de perdão. Distante dessa noção de graça, Vattimo entende que esse sentimento de culpa e pecado (e aqui pecado não é alienação, mas mal moral) é tam-bém decorrente do que ele chama de uma “metafísica da subjetividade”, e que pode ser su-perado com a dissolução das certezas racionalistas. É nesse sentido que ele diz que “o mal e a culpa são menos ‘escandalosos’ se o sujeito não se levar tão à sério como pretende a men-talidade metafísica, explícita ou implicitamente racionalista” (VATTIMO, 2000, p. 100).

  1. Como anunciado no início, minha tentativa foi de fazer uma leitura livre da noção de pecado como alienação em Tillich a partir do pensamento de Gianni Vattimo. A partir dessa leitura livre, percebo que o maior distanciamento entre nossos dois autores esteja na ontolo-gia. Tillich estrutura sua sistemática numa ontologia que compreende o ser como fundamen-to estável. Também identifica Deus com o ser-em-si (onto-teologia). Vattimo não deixa de pensar o ser, diferente de Derrida que relaciona diretamente ontologia a metafísica, mas, seguindo os passos de Heidegger, o entende como evento. Uma situação em que Tillich e Vattimo se aproximam, e dessa vez mais por tradição religiosa que por perspectiva filosófi-ca, é quanto à relação entre amor e pecado. Tillich analisa essa relação acrescentando a fé, a partir de Agostinho e dos reformadores (TILLICH, 1987, p. 281). Em Agostinho a graça que supera a alienação é infusão do amor. “Portanto, para Agostinho e para a igreja católica romana (sic), o amor tem primazia na doutrina do pecado”, enquanto que, nos reformadores, supera-se a alienação na relação pessoal com Deus como um ato de coragem de aceitar que se é aceito por Deus. Vattimo, de dentro da tradição agostiniana, afirma que o amor de Deus é superior ao seu caráter de justiça (VATTIMO, 1998, p. 89). Supera-se o pecado amando a Deus e ao outro e pode-se ser perdoado pelo pecado de não amar pelo amor divino.

Referências Bibliográficas

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PIEPER, Frederico. A vocação niilista da hermenêutica: Gianni Vattimo e religião. Pro-grama de Pós-graduação em Ciências da Religião, Universidade Metodista de São Paulo. São Bernardo do Campo, 2007. (Tese de Doutorado em Ciências da Religião).

ROSA, Merval. Antropologia filosófica: Uma perspectiva cristã. 2ª ed. rev. Rio de Janeiro: Juerp, 2004.

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______. Depois da cristandade: Por um cristianismo não religioso. Rio de Janeiro: Record, 2004.

______. O fim da modernidade: Niilismo e hermenêutica na cultura pós-moderna. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

______. O vestígio do vestígio. In: DERRIDA, J.; VATTIMO, G. (Organizadores). A reli-gião: O seminário de Capri. São Paulo: Estação Liberdade, 2000.




[1]Mestrando em Ciência da Religião (UMESP).
[2]CARVALHO, 2007, p. 175-178; ROSA, 2004, p. 263-266.
[3]VATTIMO, G. Soffusi e deboli: cosi preferisco. In: Attualità del’iluminismo. Apud. PIEPER, 2007, p. 40.