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Capivaras são vistas no Córrego dos Meninos, na divisa de São Bernardo com São Caetano

por Renato da Silva Pinto última modificação 03/10/2022 14h28
Moradores, pedestres e motoristas relatam terem visto 23 animais no período noturno ao longo do rio

Publicado em 28/09/2022 17h56

Última atualização em 03/10/2022 14h28

Capivaras são vistas no Córrego dos Meninos, na divisa de São Bernardo com São Caetano
Foto: Reprodução/Internet

IGOR GUEDES

Da Redação*

No Córrego do Meninos, na divisa de  São Bernardo e São Caetano, moradores conseguiram ver capivaras morando no local, pedestres e motoristas que também passam pela região, conseguem ver os animais no período noturno. Algumas pessoas relatam terem encontrado pelo menos 23 capivaras no rio. 

Para o médico veterinário, especializado em animais silvestres, André Nicolai e Silvia, as capivaras que vivem no córrego, provavelmente migraram de áreas próximas.” A capivara é uma espécie com alto poder adaptativo, que a exemplo de outros roedores necessitam apenas de água, abrigo e alimentos para se instalarem”.

O veterinário, explica quais doenças os animais podem transmitir, ”A principal delas é a febre maculosa, no entanto é preciso frisar que a transmissão não é feita diretamente pela capivara, mas sim pelo carrapato que pode estar presente nesses animais.”

André, comenta sobre a alimentação dos animais, e quais os cuidados que eles precisam ter. “Elas são animais herbívoros, comem vegetação, capim, e podem ingerir também frutas. Em áreas onde se tem plantio da cana sobrepondo o território delas, elas têm se alimentado de cana de açúcar, e já temos o diagnóstico de alguns animais que estão desenvolvendo diabetes em decorrência da cana.”

O especialista ainda relata que é importante a monitoração das populações de capivaras por autoridades sanitárias locais, seja pelo risco de saúde e a cidades com animais em vias públicas. Ele diz que a destruição do habitat destes animais está associada ao crescimento desordenado de centros urbanos, e tem aproximado os seres humanos da população de animais silvestres.  

A moradora do Rudge Ramos, Ana Paula Lima, 33, designer de unhas, diz que ficou triste ao ver as capivaras na água suja, e relata a sua preocupação. “Eu tenho receio com a saúde delas, por estarem em um ambiente contaminado, os filhos já nascem em um ambiente sujo, nós temos que fazer alguma coisa para tirar elas de lá”. Ana, acha que o ser humano pode prejudicar os animais. “Nós oferecemos riscos a elas, estamos invadindo o habitat natural delas.

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