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Central de triagem de recicláveis em São Bernardo recebe visita monitorada

por ariel.silva1 última modificação 03/09/2018 18h58
Secretaria do Meio Ambiente promove visita para conscientizar a população do destino do lixo reciclável

Publicado em 03/09/2018 11h04

Última atualização em 03/09/2018 18h58

Central de triagem de recicláveis em São Bernardo recebe visita monitorada
Cooperluz é a segunda cooperativa da cidade - Foto: Ariel Correia/RR

ARIEL CORREIA
Da Redação*

Papel, plástico, papelão e embalagens são lixos comuns, para algumas pessoas, mas pode virar fonte de renda. Em São Bernardo, a reciclagem além de preservar o meio ambiente tem garantido trabalho e renda para muitas famílias.

A cidade possui dois caminhos para o lixo, as coletas regulares que passam nos bairros e, os resíduos coletados são destinados ao aterro sanitário privado de Mauá – a prefeitura sãobernardense paga por m² para descartar no aterro,  cerca de 22 mil toneladas por mês, este aterro privado localizado no ABC recebe lixo de toda região menos de Santo André e, só tem mais cinco anos de vida útil. O segundo caminho do lixo são as coletas seletivas, que conta com três modalidades: o porta a porta (o caminhão de lixo recolhe na porta dos moradores o lixo), os pontos de entrega voluntária (PEV’S) são caçambas de lixos em pontos estratégicos como praças, parques e os Ecopontos que são espaços que recebem materiais reciclados, entulhos de construção civil e objetos domésticos. Todos os resíduos de coleta seletiva, vão para as cooperativas de catadores.

Na cidade, há duas centrais de triagem de materiais recicláveis, onde o lixo é separado bem detalhadamente e, vendido para empresas recicladoras. A central é formada por catadores, responsáveis pela triagem e comercialização de todo o material. Por ser uma cooperativa, os catadores não têm uma renda fixa e dependem da quantidade de lixo que reciclam por mês para garantir o sustento das famílias. Quanto mais lixo a cooperativa recebe, mais postos de trabalho podem ser abertos  

 Esta semana, a prefeitura de São Bernardo e a Secretaria do Meio Ambiente promoveram uma visita monitorada em uma destas centrais de triagem. E eu fui acompanhar e conhecer de perto o trabalho que eles desenvolvem. Inicialmente fiz uma inscrição pelo site da prefeitura (http://www.saobernardo.sp.gov.br/), depois recebi a confirmação por e-mail. No dia da visita, foi disponibilizado um ônibus no Paço Municipal que levou todos que participariam do evento, até a central de triagem Cooperluz localizada na Estrada Particular Yae Massumoto, 500, no bairro Dos Casas. Ao chegar na cooperativa, fui integrada a um grupo de aproximadamente 20 pessoas, todos foram muito bem recebidos pelos catadores que trabalham lá e, por conta do barulho nos encaminharam para uma sala onde recebemos informações e instruções já que não era possível se ouvir enquanto caminhássemos pelo local.

O ato de visitar é uma ótima oportunidade de comprovar que o lixo que é separado, ao contrário do que muitas pessoas falam, tem um destino sim. E depende muito da população para que ele deixe de ser mandado para o aterro e gere renda e postos de trabalho na cooperativa.

Inicialmente, nos apresentamos para saber qual o interesse de cada um em acompanhar a visita. E depois uma das monitoras contou um pouco da história da cooperativa, e nos apresentou o coordenador da associação, o ex catador de lixo Reginaldo Rufino dos Santos, que relatou como foi sua vida e de sua família como catadores no lixão, até ser construída a cooperativa que lhe gerou um emprego e, até mesmo conhecimentos pois os catadores receberam curso do Sebrae para aprenderem a negociar com os compradores de recicláveis.

Antes de visitar a triagem propriamente, os monitores nos instruíram sobre como e quais os matérias que mais são utilizados para reciclagem. Garrafas pet, caixas, papeis, embalagens, potes plásticos, vidros, todos podem ser colocados em um saco a parte e descartados na coleta porta a porta que é feito pela cidade, igual a coleta de lixo normal porém são em outros dias. O lixo não precisa ser separado por materiais, precisa apenas estar seco e limpo.

Segundo passo foi visitar o escritório onde são feitas as partes mais burocráticas, que tem o controle da quantidade de lixos que foi triado, são realizadas as negociações com as empresas, as emissões de notas fiscais e a contabilidade que eles fazem para poder dividir a verba que recebem mensalmente.

Enfim, fomos conhecer a triagem. Inicialmente acontece a chegada dos materiais, quando o caminhão descarrega,  logo após a esteira é alimentada e as pessoas ficam ao lado retirando os resíduos mais volumosos como papelão, peças grandes de plástico e também os vidros, logo após os recicláveis vão para o Trommel, uma peneira rotativa, e depois acontece uma seleção manual que os materiais vão sendo colocado em tambores e por último vão para um enfardamento, após os materiais serem prensados eles são armazenados e juntados até obter uma quantidade mínima para a empresa que negociou vir retirar.

Infelizmente no dia em que realizei a visita, a esteira teve um problema de manutenção e não estava funcionando. Mas, isso não impedia que os catadores realizassem todo trabalho à mão.

Se você ainda tem dúvidas, ou se interessa pelo assunto, vale a pena conferir esta experiência de perto. A Secretaria tem feito visitas periódicas e, a cooperativa funciona semanalmente. Para mais informações acesse o site da prefeitura. A sua colaboração é muito importante para mim, pra você, pra sua família, amigos e para o mundo, repasse esta ideia.

                                                       

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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