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Capitão William pede parceiros para reerguer vôlei da região

por natalia.oliveros — última modificação 23/06/2015 09h40
Ex-jogador da geração de prata afirma que só a verba de prefeitura não é suficiente para formar grandes atletas

Publicado em 19/06/2015 19h40

Última atualização em 23/06/2015 09h40

Capitão William pede parceiros para reerguer vôlei da região
William Carvalho assumiu o time feminino do São Bernardo Vôlei - Foto: Fernando Moretti/RRO

NATÁLIA SCARABOTTO
Da Redação*

Na década de 1980, Santo André mostrou para o mundo as maiores estrelas do vôlei brasileiro. O time apoiado pela Pirelli foi vice-campeão na Olimpíada de 1984. Os jogadores da geração de prata não trouxeram o título para casa, mas deixaram para o esporte algo muito mais valioso: eles revolucionaram e impulsionaram o vôlei no Brasil.

Grandes nomes fizeram parte daquela seleção, o principal foi William Carvalho. O “eterno capitão William”, como ficou conhecido, começou a jogar em Santo André e conquistou muitos títulos ao longo de sua carreira.

Ele foi oito vezes campeão paulista pela cidade andreense entre 1981 e 1988 e ganhou ouro três vezes nos Jogos Sul-Americanos pela seleção. Mas o auge da sua carreira foi como capitão da geração de prata no Mundial de 1982 e na Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

Naqueles anos, a cidade andreense que revelou William ficou conhecida como a “capital do esporte” por formar essa seleção forte e reconhecida mundialmente. O sucesso da geração de prata continuou por anos a fio, mas não ocorreu o mesmo com Santo André.

Em 2011, a prefeitura cortou a verba nas divisões principais. Apenas as categorias de base e escolinhas continuaram recebendo apoio. Esse cenário é visto com muita tristeza por William. “Na época da Pirelli, era o vôlei mais forte do mundo. Agora, falta investimento da cidade e parceiros”, afirmou.

De acordo com ele, a região não tem mais a importância que teve na década de 1980, e a falta de verba pode ser o principal motivo. “Não dá pra viver só de prefeitura. É claro que a Prefeitura de São Bernardo faz um grande trabalho. Mas o que a gente precisa é de parceiros. Não existe hoje uma equipe forte que consiga chegar ao topo sem parceiros.”

Ele avaliou também que esse problema reflete nos atletas. “A gente vive de alguns fenômenos que aparecem às vezes. Estamos carentes de atletas olímpicos, não estamos sabendo aproveitar muito para dar um pontapé, isso acontece em todos os esportes”, avaliou.

 

São Bernardo Vôlei

Depois de tantas conquistas dentro de quadra, William pendurou as chuteiras, mas não abandonou o vôlei. Há duas décadas, ele contribui para o esporte militando como técnico.

Na última semana, assumiu o time feminino do São Bernardo Vôlei e, apesar de já ter disputado 20 Superliga, ele ainda encara a função como um grande desafio. “As meninas novinhas te motivam porque elas estão sempre tentando buscar o próprio espaço. Saber que você pode ser fundamental nessa etapa da carreira delas é talvez o maior desafio que já tive”, contou.

Toda sua experiência em quadra e como técnico pode incentivar as meninas do juvenil. “Tudo que elas irão passar, eu já passei. Eu já peguei equipes jovens, experientes, equipes muito boas e equipes fracas. Nessa hora, eu acho que a experiência pode ajudar. No jogo e no treinamento. Isso pode motivá-las. É um ponto positivo”, contou.

A equipe conta ainda com sete novos reforços para disputar os Jogos Regionais e a Superliga de Vôlei 2015/2016. Passaram a integrar o elenco a central Milka, as levantadoras Yslany e Mariana Nardi, as opostas Flávia e Stephanie e as ponteiras Graziele e Carla Fell. As líberos Teny e Dalila, a central Carla e a ponteira Paula, da temporada passada, foram mantidas no time. Dessas, fazem parte da seleção sub 23 a ponteira Paula e a central Milka.

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