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Santo André é sede de rua voltada para noivas

por thamiris.galhardo última modificação 17/09/2015 16h14
Lojistas da cidade decidem montar polo especializado em razão da demanda

Publicado em 17/09/2015 08h25

Última atualização em 17/09/2015 16h14

Santo André é sede de rua voltada para noivas
Região movimenta cerca de 35 milhões de reais e realiza 11 mil casamentos por ano. Foto: Gabrielli Salviano/RRJ

 

GABRIELLI SALVIANO
Do Rudge Ramos Jornal*

O ABC oferece muitas opções de lojas de roupa, especializadas em fazer fotos, festas, convites e serviços em geral para quem pretende se casar da maneira tradicional. Mas, das sete cidades, Santo André se destaca no segmento. No município, os casais encontram a Rua das Noivas, que é a Campos Sales, no centro da cidade, e também um shopping especializado, localizado na avenida Pereira Barreto.

Segundo o presidente da Associação da Rua das Noivas, Marcio Casablanca, a região tem ao seu favor uma população que ainda carrega gostos por cerimônias tradicionais. “A demanda expressiva fez os lojistas se organizarem para a criação de um polo. As pessoas marcam esses tipos de pontos.”

As estatísticas corroboram a avaliação de Casablanca. De acordo com a última pesquisa do IBGE, o número de casamentos civis no Brasil cresceu 1,1% em 2013. Na região, foi de 10%. São Bernardo lidera o número de uniões, com 5.954 registros, seguida de Santo André, com 4.075, e São Caetano, com 1.253 uniões.

O presidente da associação, que também é o empreendedor do shopping, conta que há dez anos os lojistas perceberam o potencial da região, mas que há apenas seis anos houve um estudo do mercado. Casablanca afirma que as cidades movimentam cerca de R$ 35 milhões no setor.

A Associação da Rua das Noivas fez um levantamento com seus estabelecimentos, cruzou com os dados do IBGE, e concluiu que os noivos da região promoveram 11 mil festas. Portanto, havia demanda para a iniciativa.

Mas nem todos os comerciantes acreditam que o ramo esteja aquecido. José Edmar Jota Lima, 64, e sua família estão nessa atividade há 20 anos. Desde 2008, ele tem uma loja de vestidos na Rua das Noivas, a Noiva Imperial. Porém, segundo o empresário, as vendas não atingem mais os R$ 50 mil mensais. “Tenho a impressão de que as pessoas deixaram de fazer cerimônias de casamento”, disse Jota Lima, que agora fatura R$ 30 mil mensalmente.

Para a estilista da Maison Vitória, em Santo André, Norma Pinheiro, 55, o segmento de casamentos também está competitivo, devido ao grande número de lojas que oferecem os mesmos serviços. “Mas, muitos lojistas nem tem o conhecimento técnico daquilo que estão comercializando.”

A maneira que Norma achou para se destacar diante uma grande oferta de lojas foi criar e adaptar vestidos de acordo com os gostos e personalidade da noiva. “É necessário saber que reação a noiva quer causar nos convidados. Preciso conhecer muito bem a mulher para reproduzir tantos detalhes em um vestido.”

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Marcio Casablanca explica que a criação da associação dos lojistas é uma forma de atrair divulgação para os 500 comerciantes e de desenhar um nicho de mercado, mas que o segmento não é garantia de sucesso. “Investir nessa área requer conhecimento e estudo. É preciso oferecer serviços de qualidade para impressionar o público final, que é bem seletivo.”

Se depender do sonho de casamento, a rua especializada terá longa vida. O técnico de raio X William Cintra, 28, por exemplo, já começou a planejar o casamento com um ano de antecedência. Para organizar a cerimônia que acontece em outubro, o casal optou por fazer as compras na Rua das Noivas. Ao todo, os gastos somam R$ 14 mil reais no vestido da noiva, no terno dele, dos padrinhos e com os serviços.

Quanto custa o seu casamento?
Sapatos: o preço dos pares é de R$ 179 A R$ 300
Trajes para o noivo: a locação custa de R$ 600 a R$ 880, á a venda sai de R$ 850 a R$ 1.300
Vestidos: a locação vai de R$ 3.500 a R$ 8.000, já a venda custa 60% a mais do valor do aluguel
Alianças: a grama do ouro vale de R$ 300 a R$ 8.000

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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