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App Enjoei vira moda entre jovens do ABC

por aluno última modificação 11/12/2015 15h31
Site é alternativa para destinar roupas sem uso dentro do armário e ganhar alguns trocados

Publicado em 03/12/2015 17h30

Última atualização em 11/12/2015 15h31

App Enjoei vira moda entre jovens do ABC
Facilidade de compra e anúncio são fatores que ajudaram o sucesso do aplicativo. Foto: Taís Bartkevicius/RRO

TAÍS BARTKEVICIUS
Especial para o RROnline*

A estudante do segundo ano do colegial Cibele Garcia achou e comprou um vestido e uma bolsa por meio do Enjoei, plataforma de compra e venda de peças usadas. O estudante de publicidade Marcelo Cestari, de Santo André, comprou um skate pela exclusividade do modelo. Cibele e Marcelo são dois entre os vários jovens do ABC que já aderiram às compras de peças usadas no aplicativo móvel.

“As fotos estavam nítidas consegui ver direitinho os dois produtos, quando chegaram em casa não tive surpresa. Adorei as descrições dos produtos, comprei uma bolsa já cheia de histórias” disse Cibele. “Uma amiga me mostrou no site e já me interessei, e o skate por ser antigo e estilizado não pareceria com os que vejo por ai”, disse Cestari.

Vender artigos usados é uma atividade com muita concorrência. Dados do primeiro semestre deste ano do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostram que até maio haviam 13,2 mil pequenos negócios do gênero. Mas o Enjoei se destaca entre eles por levar os brechós para as mãos dos consumidores.

A proposta da loja online nasceu quando a carioca Ana Luiza McLaren, 31, selecionou objetos abandonados no armário. Com o marido e parceiro de negócios, Tiê Lima, decidiu criar o aplicativo. Com descrições cheias de humor que procuram transmitir uma história, o Enjoei se destaca por apresentar um sistema de monitoramento para que os clientes e vendedores acompanhem as atividades. O faturamento do aplicativo já supera os R$ 30 milhões.

O crescimento do Enjoei está atrelado a diversos fatores, como afirma a psicóloga Elizabete Dias, que possui um consultório em São Bernado. De acordo com ela, as pessoas estão perdendo grande parte do preconceito com peças usadas e criando um condicionamento de cuidar melhor de seus pertences, por já supor que eles possam vir a ser utilizados por outras pessoas futuramente.

Comprar em brechós pode representar uma economia de até 75% em relação a uma peça nova, afirma o professor de finanças da ESPM, Adriano Gomes. Segundo ele, os brechós apresentam uma boa opção para aqueles que desejam segurar um pouco os gastos, economizar um pouco mais ou até mesmo incentivar a economia dos pequenos negócios.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista

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