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Encontro de Jornalismo na Metodista reúne profissionais da mídia esportiva

por GABRIEL.ARGACHOY última modificação 08/12/2017 18h25
Mesa contou com profissionais da Bandeirantes, ESPN Brasil e TV Cultura

Publicado em 08/12/2017 18h25

Última atualização em 08/12/2017 18h25

Encontro de Jornalismo na Metodista reúne profissionais da mídia esportiva
Profissionais comentam sobre a situação atual do jornalismo esportivo - Foto: Felipe Freitas/RRO

BRUNO PEGORARO
FELIPE FREITAS
GABRIEL ARGACHOY
Da Redação*

O Encontro de Jornalismo da Metodista, realizado entre os dias 27 e 28 de novembro, no campus Rudge Ramos da universidade, reuniu diversos profissionais da imprensa para debater sobre os desafios e perspectivas da profissão. O evento que mais chamou a atenção do público e reuniu mais ouvintes foi a roda de conversa sobre jornalismo esportivo, que contou com a participação de nomes conhecidos do segmento, como o narrador Téo José e a apresentadora dos canais ESPN Juliana Veiga. Além deles, completaram a mesa o também apresentador Vladir Lemos, da TV Cultura, o repórter da Bandeirantes Nivaldo de Cillo e Luciano Silva, editor executivo dos canais ESPN.

A conversa, que contou com a mediação do professor de telejornalismo da Metodista, Wesley Carlo, girou em torno do tema “Jornalismo Esportivo. Quais os caminhos?”. O objetivo foi discutir as perspectivas para o futuro do segmento e os limites entre a profissão e o entretenimento.

No início da conversa, os palestrantes brincaram sobre o fato de os jornalistas esportivos sempre serem vistos como a “turma do fundão”, nas palavras de Vladir Lemos. “O jornalismo esportivo é marginal. Eu sempre vi o esporte sendo colocado meio à margem do jornalismo. Na TV Cultura, por exemplo o esporte continua no fundo da redação, mas a gente sente muita honra de ocupar esse lugar.”

Na sequência, o destaque foi para a falta, muitas vezes, de apuração e cuidados do jornalista esportivo ao se preparar para as coberturas. “Hoje, tem muitos que entram em uma entrevista coletiva e não sabem quem estão entrevistando. Aí vem perguntas não muito certas, sem muito conteúdo”, comentou Nivaldo de Cillo. Ele também destacou o rótulo de marginalidade do jornalista esportivo. “Na maioria das grandes empresas de comunicação, o pessoal olha meio de lado para o jornalista esportivo, porque acha que ele está brincando e porque trabalha com a diversão das pessoas.”

Luciano Silva, editor executivo dos canais ESPN, comentou a dificuldade em fazer jornalismo esportivo e a repercussão que uma boa matéria gera quando publicada - como foi o caso da reportagem publicada pelo veículo sobre um caso de espionagem no futebol. “Foram cinco meses de investigação até a exibição da matéria. A repórter estava bem embasada naquilo que tinha apurado e muitas pessoas não gostaram do resultado”. Alguns dirigentes do clube, inclusive, não gostaram da matéria e ameaçaram boicotar o canal na cobertura dos jogos, completou o editor.   

Apesar do preconceito que pode acontecer muitas vezes, os profissionais da mesa destacaram a flexibilidade e a agilidade dos profissionais da cobertura esportiva. “Um exemplo é quem faz a cobertura do Carnaval. A maioria vem de esportes. Se precisar de alguém para ficar 30 minutos ao vivo, o pessoal do esporte consegue”, comentou Téo José.

Um ponto que chamou a atenção da mesa foi o fato de as redes sociais estarem desviando, muitas vezes, a atenção dos repórteres. “Eu acho que tem muita gente tirando o foco do trabalho e colocando na rede social”, comenta Téo José. Segundo ele, as mídias sociais estão se transformando, para o repórter, na própria emissora e isso acaba prejudicando a visibilidade.

Jornalismo Esportivo vs Entretenimento

O excesso de brincadeiras, piadas e boatos em programas televisivos de esporte geram cada vez mais criticas de profissionais, professores de jornalismo e do próprio público, que se manifesta por meio da internet. Na TV Aberta, por exemplo, casos como um fantasma com a letra "B" correndo pelos estúdios após o rebaixamento do SC Internacional, e um momento em que uma apresentadora jogou a camisa do Corinthians no chão em uma brincadeira, geraram comentários e revolta na rede de computadores. Confira na reportagem:

A questão da apuração

No Encontro de Jornalismo realizado na Universidade Metodista de São Paulo, a necessidade de uma boa apuração da notícia em meio ao grande número de boatos e notícias falsas que circulam na rede, foi um dos temas abordados pelos profissionais reunidos no Auditório Sigma. Téo José, por exemplo, afirmou que o jornalismo esportivo deve ter sempre informação. É o que conta a reportagem a seguir.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

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