Você está aqui: Página Inicial / Notícias / 2017 / Mais de 700 mil pessoas investiram no Tesouro Direto em 2017; saiba como funciona e como investir

Mais de 700 mil pessoas investiram no Tesouro Direto em 2017; saiba como funciona e como investir

por GABRIEL.ARGACHOY última modificação 07/12/2017 15h47
A aplicação possui taxas de rendimento mais vantajosas se comparadas às da poupança

Publicado em 07/12/2017 15h47

Última atualização em 07/12/2017 15h47

Mais de 700 mil pessoas investiram no Tesouro Direto em 2017; saiba como funciona e como investir
A aplicação no Tesouro Direto pode chegar a render, no mínimo, 6% ao ano

BÁRBARA CAETANO
DANIELA PEGORARO
Da Redação*

A preocupação com as finanças no Brasil tem se intensificado cada vez mais. Prova disso é o aumento do número de investidores no Tesouro Direto, que no último relatório da instituição, de outubro, contabilizou 1.722.875 pessoas cadastradas. O aumento da procura por esse investimento se dá devido às taxas de rendimento, que são maiores se comparadas às da poupança. Investir no Tesouro Direto é aplicar o dinheiro em títulos públicos, os quais são como uma espécie de “empréstimo” ao governo, que retorna para o investidor em uma quantia maior por conta dos juros.

Para começar a investir não é necessário ser especialista em economia. É preciso se cadastrar no site do Tesouro Direto e abrir uma conta em uma instituição financeira que esteja habilitada para comprar os títulos. A partir daí basta escolher entre os dois tipos de títulos disponíveis: Prefixados e Pós-fixados. Os prefixados são aqueles que a pessoa investe já sabendo qual será o montante final se manter o título até a data de vencimento. Já o pós-fixado varia com a taxa da inflação e dos juros básicos (Selic), e não há como prever o resultado final do investimento.

De acordo com o economista Jorge Miguel dos Santos, aplicar o dinheiro no Tesouro Direto é vantajoso, pois a taxa de administração que o investidor paga à instituição financeira é de 0,5%. É baixa se comparada à do fundo de investimento dos bancos, que gira em torno de 3%. “Para médio e longo prazo, é uma ótima aplicação. Se você estiver guardando para um futuro melhor, para uma aposentadoria, o Tesouro Direto é uma excelente alternativa”, explica. Outra vantagem é a possibilidade de vender o título a qualquer momento, mesmo longe da sua data de vencimento.

Comparado à poupança, o Tesouro Direto tem uma rentabilidade muito maior. “Ele pode render no mínimo 6% ao ano, líquido. Enquanto a poupança não chega a render 4%”, explica o economista.

A assistente jurídica Beatriz Conelheiro, 20, começou a investir no Tesouro Direto quando leu sobre o assunto em um livro que falava sobre a necessidade de guardar dinheiro para o futuro. Como não tinha muito para começar a investir, optou pelo Tesouro Direto, que tem o valor mínimo de aplicação de R$ 30. “Precisava ter algum patrimônio que me desse solidez, não queria depender de financiamentos. Hoje, já tenho uma quantidade significativa no investimento, que se não tivesse guardado teria gasto com futilidades”.

Quem também aplicou o dinheiro no Tesouro Direto é a professora de biologia Marilda Battaggia, 53, após procurar informações do investimento por conta própria para ajudar na garantia de um futuro melhor. “Faz dois anos que estou investindo e já tive oportunidade de observar uma rentabilidade muito mais significativa e atraente do que outros tipos de investimentos”. Ela ainda aconselha que os jovens utilizem desse tipo de aplicação a fim de planejarem a sua vida a longo prazo.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários da Redação Multimídia da Universidade Metodista de São Paulo

Ações do documento