Ecovias realiza obra para conter desmoronamento na Anchieta

Após quatro meses, concessionária atua para liberar passagem de pedestres

Publicado em 08/05/2011 02:10
Última atualização em 09/05/2011 10:24

Ecovias realiza obra para conter desmoronamento na Anchieta

Deslizamento na via Anchieta impede acesso de pedestres a ponto de ônibus e a passarela - Foto: Suellen Gonçalves

Suellen Gonçalves
Especial para RROnline*


A Ecovias iniciou há mais de uma semana a recuperação da encosta da rodovia Anchieta entre os quilômetros 12 e 13, no sentido litoral.  No local, um montante de terra, resultado de um desmoronamento que aconteceu em janeiro, obrigava pedestres a invadir a pista da via para continuar o caminho por aquele trecho. “É perigoso, eu vejo gente andando pela pista todo dia”, relatou Almir Rogério da Conceição, morador da Vila Arapuã, bairro próximo ao deslizamento.

A concessionária, responsável pelo Sistema Anchieta – Imigrantes (SAI), defende que a demora para o início das obras foi necessária para desenvolver o projeto de contenção e licitar uma empresa especializada em geotecnia pra executar o serviço.
 
Um muro de gabião, feito a partir de fios de aço e pedras, deve ser estendido por mais de 20 metros de extensão. Esse tipo de construção é o mais utilizado em muros de barragem e canalizações.

Segundo a Ecovias, a nova contenção terá 4 metros de altura e permitirá a estabilização do solo e a desobstrução definitiva da passagem dos pedestres. Mas, por pelo menos dois meses, tempo previsto para a conclusão da obra, as pessoas continuarão a se ariscar ao passar pelo trecho.

Apesar do perigo aparente, nenhum atropelamento foi registrado no lugar nos últimos meses. No entanto, em outros pontos da rodovia já houve dez atropelamentos, sendo quatro fatais, somente em 2011. No ano passado, foram 82 casos no SAI, que resultaram em 24 mortes. A maioria desse tipo de ocorrência acontece devido a pedestres que invadem as rodovias.

A barreira, agora em obras, fica a menos de 100 metros de uma passarela e de um ponto de ônibus. “Durante o dia não tem tanto problema, o perigo é a noite que não tem sinalização. É escuro e os motoristas não veem”, disse o caminhoneiro Jair José da Silva, que costuma aguardar pela condução no local.
Ainda de acordo com a concessionária, desabamentos de terra ao longo de toda a rodovia não são comuns. Este ano, três ocorrências de pequenas proporções foram registradas.

 As encostas nos trechos de serra são mais suscetíveis a desmoronamentos e por isso necessitam de um monitoramento especializado.  Por isso, segundo a Ecovias, manutenções e correções são realizadas sistematicamente em todo o SAI.

Em casos de queda de barreira, medidas emergenciais são tomadas, como limpeza da área e proteção com lona. Se constatado o risco de novos deslizamentos, a pista pode ser fechada enquanto se dá andamento a um projeto de estabilização.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

 

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