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Semasa e Sabesp divergem sobre falta d’água em 12 bairros de Santo André

por Ricardo Fotios Hatzigeorgiou última modificação 10/08/2011 11:24
Órgão municipal diz que responsabilidade é da fornecedora estadual

Publicado em 10/08/2011 09:30
Última atualização às 11:24

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ELDER MONTEIRO
Da Redação*


Há pelo menos um ano, 12 bairros de Santo André convivem com a falta d’água constante nas residências. Enquanto isso, o Semasa (Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infra-estrutura) e a Sabesp (Saneamento Básico do Estado de SP) divergem sobre qual dos órgãos deve atuar para resolver o problema. A Câmara Municipal pretende apurar a situação.

Segundo a assessoria de imprensa do Semasa, a responsabilidade é da Sabesp, encarregada de quase a totalidade do abastecimento na região (94%). Já a empresa estadual informa, por meio do departamento de comunicação, que a quantidade de água fornecida à cidade neste ano foi superior ao ano passado e, portanto, não tem responsabilidade pelo problema.

A auxiliar de enfermagem Maria Antonia, moradora do Parque Novo Oratório, conta que a falta de água em seu bairro varia de acordo com a semana. “A desculpa é sempre a mesma. Falam que há um reparo a ser realizado, sem deixar claro o que realmente acontece”.

Segundo o Semasa, apenas 6% do volume de água fornecida na cidade é de sua responsabilidade. A autarquia alega que a Sabesp tem fornecido um volume abaixo do esperado.

De acordo com o órgão municipal, o consumo médio mensal de água nas residências de Santo André em 2000 foi de 3.185.496m³, enquanto em 2010 foi de 3.375.780m³, um aumento de 6% em 10 anos.

Já a Sabesp informa que a distribuição desse percentual de água e a manutenção da rede de distribuição são de responsabilidade da autarquia municipal.

Enquanto os dois órgãos se atacam, resta ao morador de Santo André economizar a água que sai da torneira para uso posterior, como faz o ajudante geral Almir Teixeira, morador do Parque Novo Oratório. “Não sabemos até quando teremos água. Por isso procuramos sempre economizar.”

O problema da falta de água vem movimentando também a Câmara Municipal.  Dois requerimentos foram aprovados pelos vereadores para apurar o motivo do desabastecimento recorrente, um deles de autoria do vereador Tiago Nogueira (PT). Segundo Nogueira, a ideia é instituir uma comissão na Câmara para apurar a situação.

Os bairros mais afetados são Jardim Santa Cristina, Sítio dos Vianas, Vila Progresso, Vila Humaitá, Guaraciaba, Vila Guarani, Vila Pires, Vila Helena, Centreville, Parque Novo Oratório, Capuava e Jardim Alberto.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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