Casos de violência contra as mulheres crescem 15% em dezembro
LUIZ GOMES
Da Redação*
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo registrou aumento nos casos de violência contra as mulheres na Grande São Paulo no mês dezembro de 2011, em comparação ao mês anterior. As estatísticas apontaram 2.464 ocorrências, o que representou um aumento de cerca de 15% nos casos de violência contra as mulheres.
Os números da Secretaria são divulgados mensalmente e estão baseados em boletins de ocorrência, que registraram casos como: homicídio, lesão corporal, ameaça e estupro. Segundo os dados do mês de dezembro, a maior parte dos boletins de ocorrência é de lesão corporal dolosa, que ocorre quando o autor tem a intenção de agredir a vítima, mas não de matar. Apenas no último mês do ano, 1.245 casos como esses foram registrados, o que representa um aumento de 14% em comparação a novembro.
Também houve crescimento nos registros de ameaças contra a mulher. Em novembro 865 queixas foram feitas em delegacias da região metropolitana de São Paulo, enquanto em dezembro o número de vítimas ameaçadas subiu para 970, um aumento de aproximadamente 12% em apenas um mês.
Em dezembro foram registrados ainda três homicídios dolosos contra mulheres, tipo de crime que não havia ocorrido em novembro.
Delegacia da Mulher
Para as mulheres que sofrem agressão é importante procurar a delegacia das mulheres para realizar um boletim de ocorrência. Em alguns casos, a mulher também pode sofrer com traumas e problemas psicológicos. “Nem sempre a mulher terá traumas, mas em alguns casos pode ter. Quando isso acontece é necessário que se conscientize de que precisa de ajuda profissional”, afirmou a psicóloga especializada em comportamento, Angélica Capelari.
“Pode ter um período, em alguns casos, que a mulher pode sentir até medo de homens, mas nesses casos com o tempo e ajuda de um profissional, o problema pode ser resolvido”, explicou a psicóloga.
No ABC, algumas instituições e ONGs prestam auxílio a mulheres que já sofreram agressões. Como a Casa Beth Lobo, em Diadema, e as Residências Terapêuticas Femininas, em São Bernardo.
*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo.

