Você está aqui: Página Inicial / Notícias / Cidades / 2013 / 09 / Região ganha 10 veículos por hora de janeiro a maio deste ano

Região ganha 10 veículos por hora de janeiro a maio deste ano

por aluno última modificação 15/10/2013 09h39
Segundo a Fenabrave, São Bernardo é a cidade que mais realizou emplacamentos

Publicado em 30/09/2013 09h05

Última atualização em 15/10/2013 09h39

Região ganha 10 veículos por hora de janeiro a maio deste ano
Em uma hora, 10 carros são emplacados no ABC - Foto: Rodrigo Mozelli/RROnline

 

CAMILA SUARES
RODRIGO MOZELLI
Especial para o RROnline*

Entre os meses de janeiro e maio deste ano, a venda de veículos no ABC aumentou. Nesse período, a região ganhou 10 veículos por hora, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional de Veículos Automotores). As cidades da região que mais registraram emplacamento de veículos foram São Bernardo (13.900) e Santo André (10.300). A consequência desse quadro é o trânsito.

Recentemente, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC anunciou proposta de implantação de um rodízio veicular, semelhante ao que já existe em São Paulo. Para o engenheiro de tráfego Horácio Figueira, essa seria uma solução provisória. “É uma medida que só funcionará por três ou quatro anos, ou seja, até a população comprar um novo carro com uma placa diferente.”

Figueira também diz que “a solução definitiva seria melhorar o transporte público, por meio de uma faixa exclusiva de ônibus à esquerda, biarticulados, elétricos e passando a cada 30 segundos nas principais avenidas”.

Abaixo, ouça as opiniões de quem enfrenta esse problema todos os dias:

Locomoção

A EGP (Empresa de Gestão Pública) em parceria com o Consórcio realizou uma pesquisa de opinião pública para saber sobre o trânsito no ABC. Foram ouvidas 1.500 pessoas dos municípios de São Bernardo, Santo André, Mauá, Diadema e São Caetano.

A pesquisa aponta que 41% dos trabalhadores da região usam o automóvel para se locomover. Eles afirmam que gastam em média de 30 minutos até uma hora por dia no trânsito. De acordo com os dados, a maioria das famílias possui apenas um carro.

A realidade dos estudantes é outra, 63% utilizam o ônibus como principal meio de condução e também gastam de 30 minutos até uma hora para se locomover.

Eles afirmam que se houvesse uma boa alternativa de transporte público, 58% das pessoas deixariam de usar carro. “Eu não uso ônibus para ir e voltar do trabalho, primeiro pelas condições precárias do transporte público e segundo pela falta de segurança. Conheço pessoas que foram assaltadas no ponto enquanto esperavam”, afirmou a moradora de São Caetano, Aparecida de Lourdes, 46, autônoma.

Em 1997, segundo a EGP, 66% dos usuários de automóveis e 80% dos não usuários foram favoráveis à implantação do rodízio no ABC. Atualmente a opinião mudou, a maioria da população acha essa medida desnecessária.

A região receberá investimentos de mobilidade urbana do Governo Federal (cerca de R$ 800 milhões, previstos no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento), anunciados em agosto pela presidente Dilma Rousseff, independente de o rodízio sair do papel, informa a área técnica do Consórcio Intermunicipal do ABC. A área técnica também disse que há um projeto em andamento de sincronização de 150 semáforos, com vista a melhorar o fluxo de carros. Os corredores beneficiados são os de maior importância regional, por exemplo, o trecho entre São Caetano e Ribeirão Pires, a avenida Lucas Nogueira Garcez, Pereira Barreto e o corredor ABD.

Meio ambiente

Outro malefício do excesso de carros nas ruas é o mal causado ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Veja a seguir a reportagem sobre como o trânsito afeta o meio ambiente:

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

Ações do documento