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Brigas e assaltos afastam frequentadores de nova praça em São Bernardo

por aluno última modificação 30/03/2016 10h40
Visitantes dizem não se sentir seguros mesmo com policiamento próximo ao local

Publicado em 29/03/2016 12h30

Última atualização em 30/03/2016 10h40

Brigas e assaltos afastam frequentadores de nova praça em São Bernardo
Aos finais de semana praça atrai jovens para rolezinhos; contingente policial não é suficiente para garantir a segurança do local - Foto: Daniel Diomkinas

DANIEL DIOMKINAS MATOS
Especial para o RROnline*

 

Em 2015 a Praça Giovani Breda, localizada no bairro Assunção, em São Bernardo, passou por um processo de revitalização e novas estruturas foram colocadas no local. A princípio as reformas foram vistas como positivas por grande parte da população, porém, o local se transformou em palco de rolezinhos e a grande quantidade de pessoas acabou ocasionando em registros de furtos e brigas, afastando muitos frequentadores.

Com a reforma, a praça passou a contar com quadras de basquete e futsal, pista de skate, espaço pet e academia, além dos circuitos de caminhada e ciclovia. “A reforma foi boa, porém alguns indivíduos acabam estragando a diversão dos outros”, contou o estudante universitário Luis Gustavo de Carvalho Ribeiro, de 18 anos, que gosta de jogar basquete no local.

Uma das maiores reclamações dos moradores que utilizam o espaço é que mesmo com uma base comunitária policial no local, os jovens que frequentam a praça fazem uso de drogas e bebidas alcoólicas, causando transtornos aos outros visitantes. “Nunca vi os policiais fora da base”, disse um outro estudante de 18 anos que preferiu não se identificar. Para ele, além de aumentar o número de policiais no espaço, a polícia deveria circular pela praça para aconselhar os jovens que estejam causando algum problema no local.

De acordo com a assessoria de imprensa do 40° Batalhão da Polícia Militar de São Bernardo, que é quem comanda a base comunitária policial da Praça Giovani Breda, existe um projeto para aumentar o contingente de policiais no local.

Outro problema rotineiro são os assaltos, que acontecem principalmente aos finais de semana em que o número de visitantes na praça aumenta. “Desde a inauguração, fui à praça algumas vezes, mas ao presenciar brigas, uso de drogas e arrastões, parei de frequentar”, disse uma professora de 31 anos, que frequentava a praça e um restaurante tradicional da região.

Localizada no meio de uma rotatória, que liga as avenidas João Firmino, Robert Kennedy, Humberto de Alencar Castelo Branco e Estrada dos Alvarenga, a praça recebeu um aumento de público considerável desde a sua reinauguração e isso também afetou o comércio próximo. “Depois da reforma o movimento do restaurante aumentou”, disse Graziela Pires, gerente do restaurante Habib’s. Ainda de acordo com ela, os incidentes ocorridos na praça “não influenciam no movimento do estabelecimento”.

Em nota, a assessoria da Polícia Militar disse que a base comunitária policial está se adaptando a um novo modelo de trabalho, por conta do grande número de jovens que passaram a frequentar o local e afirmou que o aumento do contingente policial na base depende dos indicadores criminais da região.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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